Posted by : Suscitando a Historia sábado, 23 de março de 2013


VERDADES QUE INCOMODAM

“A IGNORÂNCIA DA JUVENTUDE É UM ESPANTO!”

Como professor público do estado de São Paulo, ouvi a frase acima, várias
vezes nos últimos anos de pessoas adultas desconsoladas, inclusive professores,
com o quase total abestalhamento dos nossos jovens. E isso é a mais pura verdade,
principalmente para as pessoas com menos de 55 anos, tendo por base 2.007.
Os jovens, notadamente de 13 a 26 anos de idade, salvo raras exceções, não
lêem, não apreciam bons filmes, boas peças teatrais: não têm um lazer sadio,
equilibrado e harmônico; estão completamente alheios à educação diária, desde
como devem se comportar na rua, ônibus, etc.; o próprio vestuário é estampa de
péssimo gosto e reflexo de uma parte psicológica que necessita de terapia e, em
muitos casos de terapia psiquiátrica.
Perderam a capacidade de sonhar, perderam a capacidade de imaginar,
porque perderam a capacidade da intuição, muitíssimo mais importante do que a
capacidade do raciocínio.
Nas escolas, circo total, com direito a picadeiro, arquibancadas, platéia e aos
animais-feras, claro! Muitos respondem que estão na escola, “para terem um
futuro melhor”, mas não estudam e não estão “nem aí”. Então, fica claro que, “para
terem um futuro melhor”, é resposta padrão-pronta, que esses jovens falam por
falar, já que a mesma não lhes toca intimamente, nada de sério.
Quanto a política do País em que nasceram e a do mundo...credo-cruz!, uma
pomba, uma galinha e até um frango resfriado no congelador do supermercado,
sabem mais: não fazem a menor idéia do que ocorre e os poucos que dizem algo
a respeito, repetem, como verdadeiros psitacídeos humanos o que ouviram de
adultos.
Sem sombra de dúvida “a ignorância da juventude é um espanto!”
Mas, quando toda essa calamidade começou?
Após o término da Segunda Guerra Mundial onde os chamados países
opressores, foram vencidos, nasce nos Estados Unidos e espalha-se para boa
parte do mundo, principalmente a América do Sul, o conceito de que os filhos
não devem ser tolhidos em suas liberdades e iniciativas de jovens. A grande
indústria estadunidense de produtos armamentistas teve que diversificar a
produção e aliar-se com outras grandes indústrias, o que de fato ocorreu. Explode
no mundo Ocidental a produção e consumo de bebidas alcoólicas destiladas,
cigarros e chicletes, principalmente, mesmo que também tenha aumentado
desenfreadamente a necrose dos rins, câncer pulmonar e suas metástases e,
claro, gravíssimos problemas digestivos, respectivamente.

Todas essas desgraças mascaradas pelas próprias indústrias, através de suas
agências de propagandas. Fôramos chamados anos dourados da década de 1.950.
Apesar disso, um grupo de pessoas ainda tentou alertar de que, como todos
nós já ouvimos falar, a liberdade deve ser exercida com responsabilidade.
Assim, entre as décadas de 1.950 e 1.960, nova onda de liberdade se
manifesta nos Estados Unidos (= EE.UU.) e espalha-se pelo mundo: o consumo
de tóxicos, notadamente os químicos, com a justificativa, por exemplo (e que é
verdadeira), que no início do século 20, Sigesmundo Freud era usuário diário da
cocaína, bem como toda a alta sociedade, através da popular bebida, o absinto.
Nova explosão de irresponsabilidades, para justificar a liberdade, sem a mesma.
No início da década de 1.970 nasce, para valer, o conceito da “não-repressão”
total: a criança (criancinha, mesmo!), deve poder fazer o que bem desejar,
para expandir suas potencialidades. É aqui, como se diz, que o “bicho pega”
para valer, após duas décadas de choques violentos entre as liberdades
sem responsabilidades, causadas unicamente por um sistema repressor,
obstaculizante e troglodita das religiões ocidentais, notadamente da igreja católica,
religiões protestantes e evangélicas dos EE.UU.. A sociedade ocidental, grosso
modo, ao invés de se pautar pelo equilíbrio, o bom-senso, o meio-termo, por
causa dessas religiões e suas ligações econômicas bancárias e industrias (Leia:
“Em nome de Deus”. Daid Yallup. Editora Record), balança como o boneco João
Bobo entre o fanatismo medieval em pleno século 20 e a esbórnea total.
Tristes tempos. Nascem novas ditaduras, em verdade, readaptações de
padrões econômico-religiosos castrantes e impositores, vindos de longas décadas.
A década de 1.970 é peculiaríssima pois, se de um lado ela gerou um pequeno
grupo de pessoas cultas e, quando adultas, cultíssimas, de outro gerou uma
massa de adultos e pais/mães alienados ao extremo, em quase todos os sentidos.
Chegamos, com essa super-sintética cronologia histórica à base do que gerou
a frase: “A ignorância da juventude é um espanto!”
O ser humano, como sabe qualquer pessoa com rudimentos de psicologia,
imita os seus adultos. Assim, pelo que eu saiba são os adultos, na faixa etária do
começo desse pequeno lembrete, que nos últimos anos, colocou na governança
federal, Brasília, o Partido a Serviço da Destruição do Brasil que inaugurou, em
larga escala os mais escabrosos esquemas de corrupção com o dinheiro público,
que parte dos Partido dos Tontos, também usou.
Vendo tanta safadeza e os adultos continuando a votar no psdb, principalmente
em São Paulo e Minas gerais, qual o exemplo de inteligência política que os
jovens terão desses adultos? Nenhuma!
Não foram os jovens que inventaram e mantiveram pelo voto, o mais imbecil
sistema educacional da história brasileira, com a pouca-vergonha da promoção
automática disfarçada de progressão continuada, como é no estado de São Paulo.

E ainda, como uma espécie de “suborno” os governos Covas e Alckmin
instituíram para professores, coordenadores pedagógicos, vice-diretores,
diretores, supervisores de ensino e diretores de diretorias de ensino, um bônus
que está relacionado na seguinte equação: quanto mais alunos forem aprovados,
maior é o bônus que todos esses funcionários públicos tem, no segundo mês
do ano seguinte. Uma infinidade de alunos catastroficamente mal-formados no
Ensino Fundamental e Ensino Médio se fizeram realidade. Os jovens foram e nos
estados que ainda possui essa pouca-vergonha, como São Paulo, continuam
sendo prejudicados.
Mas isso tudo, me espanta. O que realmente me enoja são os adultos que,
vendo os seus filhos catastroficamente mal-formados, continuam votando nos
mesmos partidos políticos que fazem essa pouca-vergonha educacional. A criança
e o adolescente que freqüentam tais propostas pedagógicas (ou seria, probosta
pedagógica?!), são terrivelmente lesados em seu desenvolvimento escolar e os
seus pais, que votam para a manutenção disso, deveriam se processados pelos
filhos pois, pelo voto, mantém um sistema que foram alunos ignorantes e que
serão trucidados pelo mercado de trabalho.
Os jovens não tem culpa do péssimo ensino que tem. Seus pais, esses sim!
O péssimo exemplo de adultos ordinários, pois são juizes, deputados
estaduais, deputados federais, senadores, etc. e tal, roubando o dinheiro público.
Que exemplo de vergonha na cara dão aos jovens? E depois, esses adultos
caras-de-pau, vem dizer que os jovens são preguiçosos? E os adultos?
Que os jovens são violentos? E os adultos que violentam famílias, através
de sub-empregos fazendo-os morar debaixo de pontes e canos de esgotos
desativados?
Que os jovens, muitas vezes são fúteis? E os adultos presos nos noticiários
policiais e aqueles da alta-sociedade, como determinado jogador de futebol, que
gastou milhões em um casamento impressionante que não durou nem um ano?
E os programas de auditório onde, na maioria das vezes, transformar a pessoa
em alienados e idiotizados.
Lembre-se: O ser humano é um grande imitador e quanto mais jovem, mais
imitador o é!
Escolas públicas caindo aos pedaços, enquanto as televisões mostram
políticos, juízes e semelhantes, em roubos escandalosos de centenas e centenas
de milhões de reais, com muitas prisões mas também, com muitas solturas
feitas por juizes, obedecendo as leis feitas pelos deputados federais, em um
círculo vicioso, digno de uma cocaína pura e não “batizada”, estampando nessas
solturas, de orelha à orelha, sorrisos enormes de deboche e escárnio, servindo
de péssimos exemplos às crianças e jovens. E depois, os jovens são os que têm
culpas?

Pais que não tem competência de gerar e menos ainda de criar filhos, pois
não os educam -aliás, são incapazes-, transferindo, senão jogando suas funções
às escolas depauperadas e a religiões, na maioria das vezes doentes pois,
chegamos num ponto onde padres, pastores protestantes, pastores evangélicos,
etc; deveriam, após a conclusão de seus respectivos estudos religiosos, para
ganhar a licença de pregarem ao público, passar por uma bateria de exames
psicológicos e psiquiátricos para serem impedidos de, utilizando o nome do
Supremo Criador, colocar suas descompensações neuroquímicas e psicológicas,
através de fanatismo disfarçado, na mente das crianças principalmente e, também
dos jovens, tornando-se com o tempo, por culta desses adultos doentes mentais e
psicóticos, em futuros adultos fanáticos.
Vejam o que os adultos fanáticos religiosos estão fazendo com a nossa
casa-comum, a Terra, nas mais variadas formas de guerras religiosas, inclusive
naquelas onde pretensamente se tenta defender a “democracia”, nessa ou
naquela região do mundo.
E olhem os programas religiosos no Brasil, onde boa parte são verdadeiras
lavagens cerebrais na mente das crianças e jovens. São os adultos que fazem
isso.
Assim, meus caros, se “a ignorância da juventude é um espanto!”, em boa
parte, a maior parte da burrice e maldade dos adultos é de dar um gigantesco,
profundo e incomensurável nojo, com todas as suas desculpas esfarrapadas de
pseudo-justificativas e, mais ainda, a quase totalidade das pseuco-campanhas
de ajuda a criança e ao menor carente que, salvo raríssimas exceções, apenas
neutralizam as ações marginais, verdadeiras ações de revoltas em muitos casos,
desses, para com a parte economicamente rica e moralmente podre da nossa
sociedade.
Campanhas essas totalmente mentirosas pois, após neutralizarem os
primeiros, mostram-nos como troféus à serem exibidos em todos os meios de
comunicação, servindo esses pobres-coitados, de material grátis e de grande
valor propagandístico e econômico a tais organizações, que não elevam o nível
espiritual dos mais necessitados. Lembre-se: Salvo raríssimas exceções!
Hipocritamente esses adultos-podres dizem que há necessidade, inclusive,
de educação ambiental nas escolas, para que as crianças se jovens aprendam a
preservar a natureza. Adultos monstros de hipocrisia, pois, seus conglomerados
industriais continuam poluindo a atmosfera; seus condomínios de luxo continuam
destruindo reservas florestais, principalmente os manguezais marítimos,
berçário-maior dos habitantes dos oceanos e local-base da estrutura de toda
a vida oceânica. Na maioria das vezes, tais campanhas, tem dinheiro abatido
do imposto-de-renda, mas não da diminuição dos seus lucros pessoais, para
patamares lucrativos decentes.

Também hipocritamente falam, tais organizações, em diminuir o consumo de
combustível fóssil, na proporção inversa de seus gigantescos carros de luxo e de
seus grandes utilitários, cujo consumo de combustível fóssil, na relação litro por
quilômetro é algo inimaginável. Muitos jovens, que de retardados nada tem, vêem
no discurso desses adultos e suas ações inversas, mais uma clara demonstração
hipócrita!
Muitas religiões, principalmente a igreja católica, vivem em discussão sobre a
reforma agrária: terra aos mais necessitados, quando a igreja católica apostólica
romana, no Brasil, é a maior proprietária particular de terras, sendo seguida pelas
protestantes, evangélicas e multinacionais muitas, fazedoras de experiências
transgênicas nas terras brasileiras experiências altamente nefastas que são
proibidas em seus países de origens.
Se os jovens ignorantes são um problema, problema maior é a opção pela
burrice, pela mentira, pela hipocrisia de boa parte dos adultos de 50 anos,
aproximadamente, que quando crianças receberam um Planeta saudável e
entregaram aos seus filhos um Planeta doente, na iminência de uma catástrofe
natural, que poderá gerar a qualquer momento uma nova Era Glacial.
Que a indignação da juventude se erga em palavras e atos!
***
‘Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer
alguma coisa. E, por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que
posso”. [Edward Everett Hale, 1.822 – 1.909, escritor estadunidense]
***
Seja curioso!
Seja independente!
Seja um pesquisador!
Seja um cidadão mais esclarecido!
[Fevereiro de 2.007]
*******

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