Posted by : Suscitando a Historia sábado, 23 de março de 2013


VERDADES QUE INCOMODAM

PESQUISA: CELULAR FAZ MAL
[Revista “Carta Capital” – 16 de Agosto de 2.000. Ano 6, Nº 129]
Estudos com ratos, no Brasil, demonstram que exposição excessiva provoca
infertilidade, lentidão no aprendizado, mudanças de comportamento...

RADIAÇÃO - NA VIDA COMO NO CINEMA
Por Beth Koike.
Radiação eletromagnética do celular.
Quem tem medo? Provavelmente, uma pequena porcentagem dos 18,5 milhões
de usuários de celular no Brasil. A indústria da telefonia móvel quase não comenta o
assunto e, quando o faz, enfatiza apenas que a radiação não é prejudicial à saúde. Dois
estudos reveladores podem fazer cair por terra a crença de que o uso do aparelho celular
é inofensivo. O diagnóstico de um desses estudos é alarmante. O permanece envolto em
mistérios.
O primeiro deles é uma tese de mestrado elaborada por um engenheiro eletrônico, com
apoio de uma equipe formada por médicos, psicólogas e um psiquiatra da Universidade
Federal da Paraíba (UFPB). Neste estudo - apresentado à comunidade científica nos dias
08 e 09 deste mês durante simpósio nacional em João Pessoa - pelo menos mil cobaias
foram expostas a uma radiação de celular de uma hora ao dia durante 14 meses. O autor
da tese em questão é o engenheiro eletrônico Mohit Gheyi e seu orientador é o engenheiro
eletrônico Marcelo Sampaio de Alencar, Ph.D. pela Universidade de Waterloo, no Canadá.
O segundo estudo é cercado de segredos, os financiadores e alguns envolvidos não
comentam o trabalho e muito menos o resultado final. Trata-se de um estudo desenvolvido
pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) – entidade
ligada à Telebrás antes da privatização – e patrocinado pela Ericsson. A empresa sueca
de telefonia colocou R$ 1 milhão num amplo projeto sobre radiação e, passado um ano,
ainda não divulgou o resultado. Mas o coordenador deste estudo, o engenheiro eletrônico
José Roberto Gonçalves dos Santos, afirma: -“Nós fizemos um projeto para a Ericsson que
conclui que o maior problema pode ser o aparelho celular”.

I N F E R T I L I D A D E – Com 90 páginas, a tese de mestrado de Gheyi envolveu
uma pesquisa com pelo menos mil ratos de laboratório, cujo nome científico é Rattus
norvegicus. As cobaias foram submetidas a uma radiação com freqüência de 2,45 GHz
– freqüência similar à do telefone celular. Essa experiência tem relevância porque é o
primeiro trabalho sobre o assunto no Brasil a ser realizado com seres vivos. Até então, os
pesquisadores se limitavam a simulações no computador ou acompanhavam a literatura
estrangeira que trata do tema. Marcelo Sampaio de Alencar, destaca:
-Até onde eu saiba, este é o primeiro trabalho de radiação de celular com cobaias no
País e tem grande valor, inclusive para os estudiosos estrangeiros, porque é comum eles
fazerem experiências com uma radiação muito elevada na qual, obviamente, aparecem
problemas nas cobaias.
Alarmante foi o adjetivo escolhido para descrever os resultados publicados na tese
de mestrado. O adjetivo não é usado em vão: entre as anomalias dos ratos de laboratório
irradiados, o que mais chama a atenção diz respeito à fertilidade. Houve queda de 26%

no nível de fertilidade das cobaias nascidas de pais e mães expostos à radiação. Esse
decréscimo nas demais gerações manteve-se em 20%.

D E V A G A R – Atualmente, os pesquisadores estão trabalhando na quinta geração
de Rattus norvegicus. “Também pudemos verificar que a radiação está atrasando o
amadurecimento dos óvulos”, detalhou Alencar. O professor conta ainda que os problemas
não se restringem às fêmeas. Nos machos, a radiação provocou um decréscimo significativo
na produção de espermatozóides.
Nas experiências envolvendo líquidos e alimentos, a equipe de pesquisadores constatou
que as cobaias irradiadas consumiam 7% a mais de água e de 3% a 4% a menos de ração
em relação aos ratos sem radiação eletromagnética. Segundo o autor da tese, Mohit Gheyi,
o aumento no consumo de água já era esperado, porque a radiação provoca aquecimento
nas cobaias.
Os psicólogos e o psiquiatra que participaram do estudo detectaram que uma parcela
significativa dos ratos irradiados apresentou dificuldades no aprendizado, como descrito na
tese:
-Apenas três das cinco cobaias conseguiram realizar as atividades preestabelecidas,
sendo uma delas na oitava tentativa. As duas cobaias restantes não conseguiram realizar
as tarefas, mesmo depois de dez tentativas (cada tentativa foi feita em um dia diferente).
A equipe permaneceu durante um ano e dois meses fazendo experiências com exames
de sangue, de testículos e ovários com microscópio, pesagem das cobaias, contagem do
número de filhotes durante três gerações, monitoração do consumo de água e ração, além
de estudos comportamentais. A apresentação da tese no simpósio levantou questões. Outro
pesquisador, mesmo tendo chegado a resultados similares aos de Gheyi em simulações no
computador, lembrou serem necessários mais pesquisa, tempo e cautela.

O L H O V I V O – A divulgação do resultado da tese tem ainda mais mérito quando se
sabe que o assunto é tratado como sigiloso dentro da indústria de celulares, tanto no Brasil
quanto no exterior. Um episódio ocorrido na Austrália exemplifica o que as empresas de
telefonia são capazes de fazer para camuflar resultados que não interessam.
Há sete anos, estudiosos australianos submeteram 200 camundongos (geneticamente
alterados para que tivessem predisposição a desenvolver câncer) a uma radiação de celular
de meia hora, duas vezes ao dia. Após 18 meses de pesquisa, os animais desenvolveram
duas vezes mais câncer quando comparados aos camundongos não expostos à radiação.
O estudo australiano, bancado pela Telstra, operadora de celular, tinha como cláusula
um acordo de confidencialidade. Ou seja: o resultado teria de ser divulgado primeiramente
pela Telstra e só depois os pesquisadores envolvidos no trabalho poderiam falar sobre o
assunto. O resultado veio a público apenas quatro anos depois.

D E B A I X O D O T A P E T E – A operação para divulgação da pesquisa foi
cercada de estratégias: três meses antes da publicação do estudo, a Telstra informou os
resultados para as fabricantes de celulares e ao governo, para que estes reduzissem o
impacto do trabalho. O ministro das Comunicações da Austrália, senador Richard Alston,
entrou no jogo da operadora com um discurso irônico:
-Penso que o máximo que podemos dizer é que, se houver camundongos na nossa
comunidade que estejam geneticamente predispostos a ter câncer, é melhor que alguém os
aconselhe a não usar telefones celulares. Eu diria que isso também se aplica aos ratos.

A tese de mestrado da Universidade da Paraíba também tem, teoricamente, o apoio da
iniciativa privada. A Telecom Itália comprometeu-se a colocar R$ 26 mil no estudo, cujo
investimento total é de aproximadamente R$ 106 mil. O restante da verba deve vir do
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Até o momento,
todos os gastos foram bancados pela universidade e o acordo é que a entidade e a empresa
repassem os custos neste período de conclusão da obra. O professor Alencar destaca:
-Muitas empresas acabam interferindo nos trabalhos dos pesquisadores, como ocorreu
na indústria do tabaco. A Telecom Itália quis entrar na pesquisa, mas coloquei desde o
início que não haveria interferência no andamento da pesquisa.

M I S T É R I O – O caminho da tese da Universidade Federal da Paraíba parece não
estar se repetindo em Campinas, cidade paulista que abriga o CPqD, ex-Telebrás. Ao
contrário, ao que tudo indica, o centro de pesquisa que fez um trabalho para a Ericsson
sobre radiação do celular parece seguir o mesmo caminho da Telstra, na Austrália.
Como já foi dito nesta reportagem, a Ericsson investiu R$ 1 milhão para que o
CPqD fizesse um grande trabalho sobre radiação eletromagnética de celular, que previa
estudos em quatro projetos. O valor do investimento foi fornecido pelo próprio diretor de
desenvolvimento de negócios da Ericsson, Jaime Blanco Rodrigues.
Pelo menos seis pesquisadores dedicaram meio ano de trabalho fazendo medições
em grandes antenas (estações radiobases) instaladas em ruas e logradouros públicos
e um estudo sobre os efeitos da radiação do aparelho celular. “Fizemos contatos com
pesquisadores, com outras universidades, principalmente da Austrália e dos Estados
Unidos. O trabalho foi ler e entender, ver o que existia, o que existe sobre o assunto e
entrar em contato com pessoas aqui do Brasil e do mundo inteiro, que estão trabalhando
nisso e poderiam dar uma contribuição. Foi um trabalho bem grande”, conta o coordenador
do trabalho entre Ericsson e CPqD, o engenheiro formado pela Unicamp José Roberto
Gonçalves dos Santos.

L I N H A C R U Z A D A – Carta Capital procurou o diretor da Ericsson Jaime
Blanco Rodrigues. Ele foi contraditório: inicialmente informou que se tratava apenas de
uma coleta de informações sobre o tema e nada “constava” que a radiação era nociva
ao ser humano. Já no final da entrevista, quando a reportagem o questionou sobre uma
recomendação no estudo para que se evitasse o uso do aparelho com muita freqüência, o
executivo disse que o trabalho tratava apenas de radiação das grandes antenas.
Estudo esse, certamente, menos urgente, uma vez que diversos pesquisadores brasileiros
e mundo afora concordam que a radiação das grandes antenas está abaixo do limite de
perigo. Diz Rodrigues:
-No nosso estudo não tinha nenhuma recomendação. Nós já vimos várias
recomendações, mas nenhuma tem base científica. Fizemos várias medições e observamos
que todos os valores medidos estão abaixo do permitido.
Procurado pela segunda vez pela reportagem de Carta Capital, no último dia 08, o
diretor da Ericsson voltou a negar a existência de um estudo sobre radiação de telefone
celular:
-No nosso trabalho não há estudo que trata de radiação do celular. Talvez tenha
alguma menção, mas nada relevante a ponto de eu não lembrar. Se o CPqD fez algum
estudo deve ter sido para outra empresa.

A repórter pediu pela segunda vez uma cópia do trabalho, isso porque existe até mesmo
um CD-ROM com o material. “é difícil mandar por Internet, só tenho em papel. Aliás,
tenho um livrinho com medições feitas pela Abricen..” Novo pedido e Rodrigues responde:
“Não tenho tão fácil o material, preciso imprimir para te enviar e hoje estou em Brasília”.

C O N T R A – A T A Q U E - Por seu lado, o coordenador do trabalho derruba a
firmação do diretor da fabricante de telefones:
-Nós concluímos que em relação ao celular não se pode dizer que não faça mal. A
Ericsson deveria aproveitar para mostrar que essas grandes antenas que estão sendo
instaladas não têm problema algum, além da estética.
Além do coordenador do projeto, outros dois engenheiros do CPqD afirmaram que o
trabalho para a Ericsson envolvia um estudo sobre a radiação do aparelho celular. O gerente
de mercado para indústria e governo do CPqD, José Eduardo Azarite, conta:
-Esse trabalho é de propriedade da Ericsson e não posso comentar o assunto porque a
empresa não autorizou a divulgação do resultado. Mas o trabalho envolveu medições com
antenas e estudos sobre o telefone celular portátil.
O responsável pelos contratos entre empresas e o CPqD, Irã Gonçalves, confirma a
versão do coordenador Santos e de Azarite.
-O trabalho já saiu, está gravado num CD-ROM e trata de radiação da antena e do
aparelho.
As contradições não param por aí. Rodrigues, o diretor da Ericsson, informa que o
estudo sobre as antenas foi divulgado em vários Estados brasileiros.
-Todos os trabalhos foram colocados à disposição da sociedade, em vários Estados
brasileiros, principalmente nas localidades em que as operadoras estavam se instalando.
Puseram à disposição, mas esqueceram da própria Associação Brasileira de
Compatibilidade Eletromagnética (Abricen) – principal entidade brasileira que trata de
radiação eletromagnética – e alguns dos maiores especialistas do tema desconhecem o
trabalho. O engenheiro Leonel Santana, da Abricen, diz:
-A gente não se meteu neste trabalho, não o conhecemos. O ideal, é claro, seria que
nós tivéssemos participado e tido conhecimento sobre ele. Chegamos a nos prontificar,
mas o CPqD é que foi chamado.
Outro grande conhecedor de radiação de celular, o professor Álvaro Augusto Salles, da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FRS), é ainda mais enfático:
-Conversei várias vezes com o José Roberto, do CPqD, para trocar experiências. Ele
me ligava porque estava fazendo um trabalho para a Ericsson sobre radiação de celular.
Mas, quando o estudo foi finalizado, disseram-me que eu não podia saber do resultado
porque a empresa não havia autorizado a publicação do trabalho.
“Certamente, eles chegaram à conclusão de que os usuários não devem usar
demasiadamente o celular como vem sendo feito atualmente. Ainda não se sabe quais
os problemas que a radiação pode causar e então o melhor é seguir a recomendação da
Organização Mundial da Saúde”, complementa o professor, que estuda radiação de celular
há oito anos e radiação eletromagnética desde o início da década de 1.970.

P E R I G O – A Organização Mundial da Saúde e a Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel) recomendam 2 mil watts por grama de tecido como coeficiente
de absorção permitido para o uso do celular. Em português claro, isso quer dizer que o
perigo pode começar quando se usa o telefone celular por mais de seis minutos e com uma

distância inferior a 2,5 centímetros da cabeça.
“Quando a pessoa fica com o celular encostado na cabeça por mais de seis minutos,
ela está superando a norma permitida. O mais alarmante é que mais de 90% dos donos de
celular encostam o telefone na cabeça”, explica Salles.
Os que precisam usar o celular por mais de seis minutos devem trocar de lado
constantemente e mantê-lo sempre a distância da cabeça. “Quem necessita do telefone o
tempo todo deve usar o microfone de lapela com o fone de ouvido. Mas não se deve colocar
o celular ligado na barriga”, alerta Paula Scardino, membro da Abricen.
O temor da Ericsson, é de se imaginar, deve residir neste ponto. O coordenador do
CPqD, em sua recomendação repete os alertas da Organização Mundial de Saúde e Anatel:
celulares não devem se usados por mais de seis minutos e com uma distância inferior a 2,5
centímetros da cabeça.

T E L E F O N E M U D O – Paula destaca ainda que as fabricantes de celular não
informam a radiação emitida pelos aparelhos e por isso é difícil saber se um usuário está
sofrendo emissões de radiação acima do permitido.
A reportagem de Carta Capital telefonou para o serviço de atendimento ao consumidor
das fabricantes de celulares Motorola, Ericsson, LG, Gradiente, Nokia e Sansumg a fim
de saber qual a radiação emitida pelos aparelhos. Com exceção da Ericsson, as demais
fabricantes não souberam informar qual a radiação emitida pelos aparelhos. “Não há
informação sobre radiação. As bateriais é que prejudicam a camada de ozônio”, disse a
atendente da Motorola. “Nós não temos informações sobre o nível de radiação”, responde
a atendente da Nokia. Na Ericsson, a conversa foi algo confusa. “O modelo 318 tem uma
radiação de 0,3 a 0,6, aliás é 0,0096...me enganei é 0,06. Ah! Agora achei, é 0,004”, disse o
atendente, cujo nome, deste e dos demais, Carta Capital prefere não publicar.

S E M A N T E N A - a Motorola também se preocupa com a questão da radiação
do celular. Em sua sede em Jaguariúna, interior de São Paulo, a empresa está investindo
cerca de US$ 100 mil para viabilizar um celular com antena embutida. “Este aparelho terá
um antena com radiação bi-direcionada, ou seja, a radiação irá para um só sentido e não
em torno de toda a cabeça, como fazem as antenas comuns”, explica José Carlos Laçava,
professor do Instituto tecnológico da Aeronáutica (ITA) que acredita concluir o trabalho no
final de 2.001.
Nos Estados Unidos, os celulares já estão sendo comercializados com um aviso que
informa a radiação do aparelho. Aqui o Brasil, o deputado germano Bonow, candidato à
prefeitura de Porto Alegre (por uma coligação liderada pelo PFL-RS), tem um projeto de
lei para obrigar as fabricantes de telefonia móvel a colocar um aviso no aparelho para que o
celular seja usado com uma distância de 2,5 centímetros da cabeça.

L Á F O R A - Dois casos recentes sobre radiação do celular pipocaram no exterior e
estão esquentando o tema. Na última semana de Julho, o jornal Financial Times publicou
que o governo britânico está enviando um aviso a todas as escolas da Inglaterra sobre os
possíveis riscos à saúde em conseqüência do uso do celular.

V U L N E R Á V E I S – O governo recomendou que os professores aconselhem a
limitação do uso do telefone móvel pelos estudantes com menos de 16 anos, cujos cérebros
estão em desenvolvimento e são mais vulneráveis à radiação. O governo também preparou

um folheto para ser distribuído nos pontos-de-venda de telefones.
A carta e o folheto baseiam-se num relatório feito por sir William Stewart, ex-cientista-
chefe do governo britânico. Ainda segundo o Financial Times, o relatório de sir William
foi publicado poucos dias depois que os cofres do governo receberam US$ 34 bilhões como
resultado do leilão das licenças de operação da terceira geração de telefonia móvel. Durante
o leilão, o vazamento seletivo de informações à imprensa sugeria que o relatório afirmava
que os celulares não fazem nenhum mal à saúde humana.
Poucos dias depois, na primeira semana deste Agosto, o jornal italiano La Repubblica
trouxe a notícia de que o neurologista estadunidense Chris Newman, 41 anos, decidiu
processar a Motorola e a fornecedora de telefonia Verizon Communication. O neurologista
alega que seu tumor no cérebro é conseqüência de uso constante de seu celular durante seis
anos. Newman exige US$ 800 milhões de indenização.

O I N F O R M A N T E – Espera-se que a batalha sobre informações precisas de
radiação eletromagnética de celular não seja tão longa quanto foi a batalha da indústria do
tabaco, que durou vários anos. Bilhões de dólares foram para acordos, depois que centenas
de pessoas desenvolveram câncer ou doenças tão graves como esta por sonegação de
informações.
A questão decidida na Justiça dos Estados Unidos chegou a Hollywood e se popularizou
com o filme O Informante, cujos personagens principais são Al Pacino, interpretando
Lowell Bergamn, um produtor do noticiário 60 Minutos da rede TV CBS, e Russell Crowe,
na pele de Jeffrey Wigand, um cientista da Philip Morris. No roteiro, baseado em fatos
reais, vêm à tona acusações por parte do cientista da Philip Morris de que as fabricantes não
só conhecem as propriedades viciantes da nicotina como também adicionam componentes
químicos para aumentar o vício. No cinema, como na vida real.

A B E R T A A C A I X A P R E T A – Autor da pesquisa fala das conclusões que a
Ericsson diz desconhecer.
-“Eu não falo seis minutos no celular de jeito nenhum”, diz Santos.
José Roberto Gonçalves dos Santos coordenou durante seis meses um trabalho sobre
radiação eletromagnética de celular. Esse estudo, feito pela equipe do CPqD e patrocinado
pela multinacional Ericsson, tinha por objetivo verificar se a radiação era prejudicial à
saúde. A fabricante de telefones investiu algo em torno de R$ 1 milhão e esconde a sete
chaves o diagnóstico da pesquisa.
Carta Capital: O senhor participou de um projeto com a Ericsson?
José Roberto Gonçalves dos Santos: Nós fizemos um projeto para a Ericsson.
CC: Esse estudo falava sobre a radiação de telefone celular e de antena?
JR: É isso. Falava de radiação nos dois casos.
CC: O estudo já foi concluído?
JR: Já foi concluído. Não sei no que deu. Nós entregamos isso para a Ericsson e não sei
o que fizeram com ele.
CC: foi concluído há quanto tempo?
JR: Olha, já faz um ano.
CC: O senhor coordenou esse estudo?
JR: É.
CC: Como foi esse estudo? Vocês fizeram a compilação de publicações do exterior ou
fizeram medições?

JR: Foram várias coisas. Contatos com pesquisadores, com outras universidades,
principalmente da Austrália e dos Estados Unidos. O trabalho foi ler e entender a norma,
ver o que existia, o que existe sobre o assunto e entrar em contato com pessoas aqui
do Brasil e do mundo inteiro, que estão trabalhando nisso e que poderiam dar uma
contribuição.
CC: Vocês tomaram uma posição nesse trabalho?
JR: O que a gente concluiu é o que existe aí, quer dizer, a gente não inventou nada,
baseados em todas as informações e conclusões que já foram tiradas por outras pessoas e
tal. A gente só confirmou isso aí. A gente fez um trabalho informativo.
CC: O que vocês falam no estudo da Ericsson em relação ao aparelho celular? Qual é a
conclusão?
JR: Que a radiação do aparelho pode fazer mal desde que não se obedeça às condições e
que existem algumas recomendações que a pessoa deveria seguir.
CC: No trabalho o senhor concluiu que há problema com o aparelho (com a radiação do
aparelho)?
JR: A gente conclui, na verdade, que o maior problema pode ser o aparelho. E que a
antena (radiação das antenas radiobases) está em níveis bem mais baixos do que os citados
pelas normas.
CC: O problema poderia vir a acontecer, então, com o aparelho celular?
JR: sim, porque aí é uma radiação maior. Se o cara ficar falando uma hora por dia nesse
telefone, ele vai estar submetido a uma radiação que não é legal.
CC: A recomendação no estudo da Ericsson é de que não se fale direto por seis minutos,
que se mantenha uma distância? Vocês, como entidade, fizeram essa advertência para a
Ericsson?
JR: isso. Nós fizemos.
CC: A recomendação de se manter uma distância e de não ficar tanto tempo com o
celular?
JR: Exatamente.
CC: O celular deve ser usado por no máximo seis minutos?
JR: Seis minutos. Aí você troca de lado e tal, procura falar com a antena afastada da
cabeça. Há uma série de recomendações.
CC: E a distância qual é?
JR: Quanto mais você puder deixar o aparelho distante da cabeça, melhor.
CC: Dois centímetros é a normal?
JR: A dois centímetros normalmente a antena já fica, de um a dois centímetros. Se você
puder deixar a mais de um centímetro é melhor, a quantidade de radiação que vai receber é
bem menor.
CC: A Ericsson não tem tanto interesse em estar divulgando esse estudo? Será que não
há o temor de assustar os usuários e diminuir as vendas?
JR: Não, não sei. Talvez não seja bem por aí. Quem tiver uma preocupação a esse
respeito vai ter uma credibilidade maior. Esse estudo também mostra que a radiação das
estações radiobase é muito baixa. O que é até engraçado, porque é o que mais preocupa o
povo, porque vê antena sendo erguida para todo lado. Nessas é quase que uma certeza que
não há problemas para a saúde. Já o aparelho – pelo fator de ter uma radiação maior e ficar
próximo à cabeça -, esse é que é o problema. Então a Ericsson deveria mostrar que essas
antenas que está instalando não têm problema algum, além da estática. Mas a gente também
teve de concluir que, em relação ao aparelho, não se pode dizer que não faça mal.

CC: O senhor recomendou que era bom não usar por tanto tempo o celular com uma
distância tão próxima. A Ericsson distribuiu algum panfleto, comunicou ao mercado, fez
essa recomendação?
JR: Olha, eu não sei, viu? Não sei se ela chegou a fazer esse tipo e coisa. Deveria ter
feito. Nós gravamos um CD-ROM para a Ericsson com o estudo.
CC: O senhor tem esse CD para a gente ver?
JR: Não. Eu sei que dei algum problema com a Ericsson e eles acabaram não utilizando
da forma que iam utilizar.
CC: Como assim, deu problema? Não entendi.
JR: Não sei. Eles queriam que se refizesse alguma coisa depois que já estava passado, e
aí não sei. Não sei se eles conseguiram refazer do jeito que a Ericsson estava querendo. Por
isso, acho que você deve entrar em contato lá.
CC: Normalmente, quando se fala no celular e encosta-se o aparelho na orelha, aqueles
dois centímetros acabam não sendo obedecidos...
JR: O problema é que as pessoas não têm esse conhecimento e acabam falando até por
horas no celular, principalmente o pessoal que depende do aparelho. Não têm a mínima
noção (de uso seguro). Muita gente fala com a antena abaixada, o que aumenta a radiação.
O certo é falar com a antena estendida. Não existe realmente uma divulgação no sentido
de advertência. Hoje, nos Estados Unidos, os telefones celulares estão saindo com essa
advertência, de que ele pode ser prejudicial à saúde. Isso para evitar o que aconteceu agora
com o cigarro.
CC: Até descobrir que dá problema, muitos podem ter sido lesados.
JR: A alegação (das fabricantes) é de que ninguém provou que faz mal. Aí vai se esperar
10, 15 anos para depois mostrar que faz mal? E nesses 10 ou 15 anos, quantas pessoas já
tiveram um mal com isso aí, não é?
CC: Vocês têm algum estudo de quantos por cento dos usuários de celular acabam não
atendendo a essa norma, a dos seis minutos e de manter uma distância?
JR: Olha, acho que é muito pouco.
CC: Pouca gente segue as normas?
JR: Ninguém conhece. Se você for perguntar para o povo, duvido que alguém conheça
essa norma. É como eu falei: não existe uma divulgação ou pelo menos um alerta nesse
sentido. Não no sentido de deixar de usar o celular, porque é uma tecnologia que não tem
volta. Mas, se houver uma certa pressão nesse sentido, a tecnologia pode ser melhorada
para se ter uma segurança maior. Como já existe hoje o CDMA (tipo de tecnologia usada
no celular), cuja radiação do celular já é metade do normal do TDMA.. eu, por exemplo,
peguei um CDMA.
CC: O senhor então evita o celular por mais de seis minutos?
JR: O celular, para mim, é uma necessidade, não fico seis minutos no celular de jeito
nenhum.

ANTENA DE CELULAR CAUSA PROTESTO EM SOUSAS
ESPECIALISTA DIZ QUE RISCO DE RADIAÇÃO EXISTE
[Jornal “Correio Popular”: Campinas, 09 de Agosto de 2.000, Quarta-Feira]
(Paula Pimenta)
Os riscos de contaminação pela radiação emitida pela telefonia celular são menores nos
casos da antena do que no uso do próprio aparelho celular. Contudo, existem.

É o que atesta o físico e engenheiro elétrico, professor da Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp), Vitor Baranauskas. “Não existe certeza de que com dez microwatts
por centímetro quadrado não haja riscos. Nunca foram feitos testes de longa duração
expondo uma população em geral. Não se pode usar o ser humano como cobaia. Mas
estudos vêm mostrando que pessoas expostas às radiações de antenas e de aparelhos estão
desenvolvendo doenças como câncer e as neurológicas, como derrame”, afirma.
Segundo o especialista, existem diversos casos em todo o mundo de pessoas que estão
processando empresas de telefonia e de aparelhos de celular por terem desenvolvido
doenças que podem estar relacionadas com as radiações. “Estudos feitos com sangue
humano mostraram até alterações de DNA quando expostos a radiações”, diz Baranauskas.
No entanto, o assunto é cercado de controvérsia no mundo todo.
De acordo com a assessoria de imprensa da Tess, a empresa vem respeitando os limites
exigidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), legislação federal e municipal.
Em documentos apresentados aos condôminos, a Tess afirma que já possui mais de 60
laudos radiométricos referentes às suas estações. Todos apresentando níveis abaixo de 10
microwatts por centímetro quadrado.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) define os limites de radiação
eletromagnética aceitáveis para operação da telefonia celular de acordo com a Organização
Mundial de Saúde, que trabalha com limite de 435 microwatts por centímetro quadrado.
Campinas adotou como limite 100 microwatts por centímetro quadrado, conforme
estabelecido me lei municipal.

GOVERNO DA INGLATERRA FAZ ALERTA CONTRA USO DE CELULAR
[Jornal “Correio Popular”: Campinas, 10 de Dezembro de 2.000, domingo]
(De Londres)
O governo britânico lançou ontem um pacote de medidas para alertar os usuários sobre
os ricos do uso de telefones celulares, distribuindo panfletos informativos em consultórios
médicos e estabelecimentos públicos e comerciais que recomendam que crianças não usem
os aparelhos.
As medidas também incluem investimentos de 7 milhões de libras (US$ 10 milhões) em
pesquisas, além da divulgação dos níveis de radiação em cada modelo vendido e a análise
das emissões de ondas de rádio de estações base.
Nos Estados Unidos, os celulares também estão começando a levar um selo informando
os níveis radiativos, mas a Inglaterra é o primeiro país a investir em precauções de
segurança mais abrangente, de acordo com Michael Dolan, diretor do conselho de telefonia
celular da Federação da Indústria Eletrônica.
Os panfletos resumem os avanços nas pesquisas até hoje e deixam claro que os
especialistas ainda não encontraram provas de que o uso de celulares possa causar tumores
cerebrais ou outros riscos à saúde, mas que os efeitos nocivos não devem ser descartados,
principalmente em jovens com até 16 anos de idade, cujo cérebro ainda se encontra em
formação e pode ser mais vulnerável a possíveis riscos.
Mais de 300 milhões de pessoas usam telefones celulares no mundo, inclusive metade
da população inglesa. Por isso é importante, segundo o dr. Liam Donaldson, um dos
principais médicos do país, informar os usuários para que possam escolher de forma
consciente se querem ou não ter um telefone.

As lojas de aparelhos concordam em distribuir os panfletos, mas Donaldson afirma que,
se for constatado que as informações não estão chegando aos consumidores, a divulgação
poderá ser obrigatória.
Os panfletos dizem que, para prevenir quaisquer efeitos, as pessoas devem fazer
ligações rápidas e considerar a quantidade de ondas de rádio ao comprar um aparelho.
Esses níveis indicam quanta radiação é absorvida pelas pessoas ao usarem celulares. As
informações serão incluídas nos aparelhos à venda a partir de Janeiro e os manuais conterão
explicações detalhadas.
Estudos indicaram alterações nas atividades cerebrais ligadas aos telefones, mas os
cientistas não sabem ainda se elas são prejudiciais. Michael Dolan disse que a indústria
de telefonia móvel revelou preocupações quanto à nova medida, considerando o alerta
exagerado em relação ás reais descobertas científicas já feitas.

PIOR DO QUE UM PILEQUE
DIRIGIR FALANDO AO TELEFONE É MAIS PERIGODO DO QUE GUIAR
ALCOOLIZADO
[Revista “Istoé”: Nº 1.696 – 03 de Abril de 2.002]
(Valéria Propato)
Para provocar um acidente de trânsito, basta um segundo de distração. O álcool aumenta
as chances de lapsos de concentração, mas a conversa ao telefone pode ser mais fatal
do que a bebedeira. Estudo do laboratório inglês de pesquisas em transporte mostrou
que a reação de quem bate-papo ao volante é um terço mais lendo do que no motorista
alcoolizado. Comparado ao piloto sóbrio, o tempo de reação do tagarela diminui pela
metade e ele pisa no freio com meio segundo de atraso. Dirigir com o celular no ouvido
também afeta a capacidade de controlar a velocidade e manter distância do carro da frente.
Durante três meses, 20 homens e mulheres entre 21 e 45 anos testaram suas habilidades
a 112 quilômetros por hora num simulador de direção em quatro condições de trânsito.
Diante de um sinalizador de obstáculo situado a 31 metros de distância, os motoristas com
celular na mão percorreram 45 metros antes de frear; os que conversavam pelo sistema
de viva-voz rodaram 39 metros e os que tinham bebido, 35 metros. Na estrada real, todos
teriam atropelado o alvo. Falar no celular ao volante é proibido no Brasil e em outros 30
países, mas a legislação Nacional não faz restrições ao sistema de viva-voz.

ESTUDO RELACIONA TUMORES NO CÉREBRO COM TELEFONE CELULAR
[Jornal “O Estado de São Paulo”: 18 de Março de 2.003, Terça-Feira. Página A.11]
CIENTISTAS SUECOS DETECTARAM MAIOR RISCO DE CÂNCER ENTRE
USUÁRIOS REGULARES.
(Jonathan Leake – The Sunday Times)
Londres – Cientistas descobriram o primeiro indício de uma ligação entre o uso regular
de telefones celulares digitais e tumores cerebrais. Pesquisadores suecos detectaram um
aumento de 30% no risco de ocorrência de tumores cerebrais entre usuários regulares,
normalmente aqueles que passam mais de uma hora por dia nesses telefones.
Tais tumores ocorrem com mais freqüência do lado da cabeça no qual a pessoa
costuma segurar o telefone. O maior aumento detectado foi de neuromas acústicos, que se
formam atrás da orelha e na maioria dos casos podem ser tratados. Os neuromas acústicos
geralmente apresentam crescimento lento e podem ser detectados porque provocam zunido

no ouvido e perda de audição. Mesmo assim, os médicos levam em média dois anos para
estabelecer o diagnóstico, e a cirurgia, o tratamento usual, pode deixar como seqüela nervos
danificados que provocam espasmos faciais involuntários.
Já tinha se descoberto que os telefones móveis alteram os mecanismos das células
cerebrais e afetam a memória, assim como causam câncer em ratos de laboratório. Até
agora, porém, não havia um elo comprovado com doença humana.
O novo estudo, publicado na International Journal of Oncology (Revista Internacional
de Oncologia) analisou 1.600 vítimas de tumor que vinham usando telefones celulares por
um período de até dez anos.
O professor Kjell Mild, um biofísico da Universidade Orebro, Suécia, que comandou
o estudo disse: “A prova de que existe uma ligação entre o uso do telefone celular e o
câncer é clara e convincente. Quanto mais intenso é o uso e quanto mais tempo você os
têm, mais alto o risco de tumores cerebrais”.
No estudo, os cientistas compararam os portadores de tumores com um grupo de
pessoas que levavam vida semelhante, mas não usavam telefones móveis. Também fizeram
comparações com um grupo de portadores de tumor que não usavam telefones celulares.
Em um estudo anterior conduzido por Mild e Lennart Hardel, um oncologista relacionou
tumores cerebrais com o uso de telefones celulares analógicos. A nova pesquisa repetiu isso
e também analisou os telefones celulares digitais e os de aparelhos sem fio.

UMA DÚVIDA ETERNA
PESQUISAS LEVANTAM SUSPEITAS SOBRE A LIGAÇÃO ENTRE OS
CELULARES E O SURGIMENTO DE DOENÇAS
[Revista “Istoé”: Nº 1.747 - 26 de Março de 2.003. Página 77]
(Hélio Contreiras)
Há anos a comunidade científica discute se existe relação entre telefones celulares e
tumores no cérebro sem conseguir chegar a nenhum consenso. O mais recente estudo,
publicado na Revista Internacional de Oncologia, põe mais lenha na fogueira. Cientistas
suecos analisaram 1.600 vítimas de tumor. E detectaram um aumento de 30% no risco de
ocorrência de câncer cerebral entre usuários que passaram mais de uma hora por dia ao
celular.
A pesquisa apontou que tais lesões ocorrem com mais freqüência do lado da cabeça
no qual a pessoa segura o aparelho. Antes de questionar se o estudo é ou não definitivo,
os especialistas aconselham prudência. “é preciso cautela no uso do celular”, diz José
Maurício Godoy, membro das academias brasileira e estadunidense de neurologia. Vários
cientistas fazem coro com Godoy. “Ainda há necessidade de mais pesquisa para se definir
o risco real desses aparelhos”, afirma Dalton Soares Arantes, professor da Universidade de
Campinas.
Os celulares não estariam relacionados só com a incidência de câncer. Pesquisa
da Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba, revelou que a radiação
eletromagnética acima do limite estabelecido pela Organização Mundial da Saúde pode
comprometer a fertilidade humana. O estudo foi feito com ratos de laboratórios e apontou
que a fertilidade dos animais submetidos à radiação eletromagnética caiu 23%.
Um outro mal à saúde relacionado com o uso do celular é a catarata. São cada vez
maiores as suspeitas de que a radiação eletromagnética pode desencadear essa doença. “A
radiação emitida pelos celulares, quando fora do limite, afeta o cristalino ocular”, afirma

o professor Leonel Sant’Anna, presidente da Associação Brasileira de Compatibilidade
Eletromagnética.
Um levantamento das regiões que mais sofrem com o excesso de radiação das antenas
e torres de telefonia apontou o local mais crítico do País: a avenida Paulista, em São
Paulo. Pelo sim, pelo não, o Brasil já produz um sistema contra a radiação, o Ionix, criado
pela empresa Ionvita. O dispositivo promete reduzir as radiações lançadas por telefones
celulares, aparelhos sem fio, computadores e fornos de microondas. Já diz o ditado que
mais vale prevenir.

ESTUDO APONTA POSSÍVEL RISCO NO USO DE CELULAR
[Jornal “O Estado de São Paulo”: 20 de Junho de 2.002, Quinta-Feira. Página]
(The Times e Guardian)
Londres – Cientistas da Finlândia comprovaram pela primeira vez que a radiação
emitida por telefones celulares pode danificar células humanas, enfraquecendo a rede
de proteção do cérebro contra toxinas no sangue. Segundo a pesquisa da Autoridade
Finlandesa de Segurança Radioativa e Nuclear, que durou dois anos, células dos vasos
sangüíneos cultivadas em laboratório apresentam comportamento anormal quando
bombardeadas com as microondas, mesmo dentro dos limites estabelecidos para os
aparelhos.
Isso não significa, necessariamente, que os telefones celulares sejam perigosos, ressaltou
o cientistas responsável pelo estudo, Darius Leszczynski. Mas significa que são necessárias
mais pesquisas sobre os efeitos de baixas doses de radiação no organismo. “Realizamos um
estudo in vitro que mostra uma clara resposta biológica das células do endotélio”, disse o
pesquisador. “O objetivo não era, de maneira alguma, determinar efeitos sobre a saúde”.
As células estudadas controlam a chamada “barreira sangue-cérebro”, que impede a
entrada de substâncias tóxicas no cérebro. Se as alterações biológicas forem confirmadas
em estudos com seres humanos, a radiação dos celulares poderia trazer efeitos colaterais
para o usuário.

TORRE DA SANASA JÁ ABRIGA ANTENA DE CELULAR EM BARÃO
GERALDO
[Jornal “Correio Popular”: Campinas, 21 de Junho de 2.002, Sexta-Feira. Página 05]
(Da Agência Anhangüera)
Enquanto uma comissão Especial de Inquérito (CEI) aberta pela Câmara de Campinas
investiga supostas irregularidades cometidas pela Prefeitura na autorização para instalação
de torres de telefonia celular sobre caixas d’água da Sociedade de Abastecimento de Água
e Saneamento S.A. (Sanasa), uma antena instalada em Janeiro de 1.999 pela empresa Tess
reina soberana em cima de uma torre da autarquia na Rua Aliomar Baleeiro, na Cidade
Universitária, no distrito de Barão Geraldo. A presença da antena está incomodando
os moradores do local. Um abaixo-assinado, que já conta com 100 nomes, está sendo
organizado para pressionar a Prefeitura a retirar o equipamento o mais rápido possível.
Todos temem uma contaminação por radiação.
“Já procuramos o governo municipal para tomar uma atitude, mas não tivemos qualquer
resposta até agora. Ninguém nos mostrou qualquer tipo de alvará autorizando a presença
dessa antena”, reclamou uma moradora, que preferiu não se identificar.

De acordo com a assessoria da Sanasa, que responde pelo presidente da autarquia,
Vicente Andreu Guillo, é possível que a antena seja retirada caso a população confirme
o seu descontentamento. O telefone 0800-7721-195 foi oferecido como uma forma de
contato para o agendamento de uma reunião para que uma comissão de moradores e o
Departamento Jurídico da autarquia discutam o assunto pessoalmente. “Nossas portas estão
abertas para uma discussão que resolva o caso”, garantiu a assessoria.
Na tentativa de controlar o surgimento de antenas deste tipo, a Lei Municipal Número
11.024, de 11 de Novembro do ano passado, prevês parâmetros para “instalação de rádio,
televisão e telefonia”. A lei exige a aprovação, por escrito, de 60% dos proprietários dos
imóveis que estejam num raio de 50 metros do local determinado para a presença do
equipamento.
Porém, a polêmica sobre o assunto ainda parece longe de chegar ao fim. Hoje,
acontecem os primeiros depoimentos na CEI sobre a instalação de antenas celulares sobre
caixas d’água da Sanasa.
A data e o local exato da colocação da antena de telefonia celular na Cidade
Universitária foi confirmada pela própria empresa Tess. Na ocasião,o presidente da Sanasa
era Roberto Bueno Corchetti. Procurado para dar maiores esclarecimentos sobre o assunto
na quarta-feira e ontem, ele não foi encontrado.

CELULARES EM TRENS DE AÇO, UM PERIGO PARA OS PASSAGEIROS
[Jornal “O Estado de São Paulo”: 25 de Junho de 2.002, Terça-Feira. Página A.12]
CIENTISTAS CONCLUEM QUE MICROONDAS ARMAZENADAS SÃO
POTENCIALMENTE CANCERÍGENAS.
Tóquio – Os vagões dos trens feitos de aço impedem a saída das microondas os telefone
celulares e criam campos eletromagnéticos que são potencialmente cancerígenos, quando
armazenados, segundo um estudo da universidade japonesa de Tohoku, publicado ontem.
Mesmo quando os celulares estão desligados, concluíram os pesquisadores, as bases de
transmissão localizam os usuários porque os celulares emitem um sinal contínuo, que
também foi relacionado a tumores cerebrais e à leucemia.
A pesquisa, dirigida pelo professor de Física Térmica Tsuyoshi Hondou, compara os
vagões dos trens metropolitanos a caixas de aço que fazem circular em seu interior ondas
eletromagnéticas e convertem esses veículos numa espécie de “forno de microondas”.
Um vagão no qual viajam 50 pessoas com telefones celulares que emitem um sinal de 0,4
watt cada um gerará um total de 20 watts, enquanto os regulamentos locais estipulam um
máximo de 2 watts para cada pessoa, diz o estudo. Nas horas de pico, um vagão de trem
chega a transportar 300 passageiros.
Os pesquisadores recomendam a adoção de medidas preventivas contra efeitos das
ondas eletromagnéticas em espaços fechados.
Na semana passada, cientistas finlandeses comprovaram pela primeira vez que a
radiação emitida por celulares pode danificar células humanas, enfraquecendo a rede
de proteção do cérebro contra toxinas no sangue. Células cultivadas em laboratório
apresentaram anormalidades quando bombardeadas com as microondas.
De acordo com os cientistas, será necessário pesquisar muito mais os efeitos de baixas
doses de radiação no organismo. Em Janeiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já
havia divulgado um comunicado afirmando que até então não era possível determinar se

os campos eletromagnéticos criados pelos celulares e suas bases de transmissão poderiam
provocar câncer.

O b s e r v a ç ã o: A notícia anterior, também serve para o uso de telefones celulares dentro
de carros, ônibus, etc..

CELULAR PODE ESTIMULAR TUMORES
[Jornal “Folha de São Paulo”: 24 de Outubro de 2.002, Quinta-Feira. Página A.13]
(Da “News Scientist”)
Um grupo do Conselho de Pesquisa em Bolonha, Itália, levantou novas preocupações
sobre os telefones celulares ao mostrar num estudo que as ondas de rádio dos aparelhos
tornam as células cancerosas mais agressivas.
O estudo foi feito com células leucêmicas expostas à radiação por 48 horas. No começo
a radiação matou algumas delas, mas as que sobreviveram se multiplicaram mais.
“Não sabemos ainda qual seria o efeito em humanos”, disse o coordenador do estudo,
Fiorenzo Marinelli.

A DOR DO CELULAR
[Revista “Istoé”: Nº 1.783 – 03 de Dezembro de 2.003. Página 59]
Alerta – Uma pesquisa australiana indica que falar ao celular enquanto se caminha é
um péssimo negócio para as costas. Os cientistas verificaram que, nessas circunstâncias, a
atividade muscular da região é alterada, prejudicando a proteção que os músculos conferem
à coluna. O prejuízo ocorre também quando se conversa andando, mas o celular piora
a situação, já que em geral o indivíduo desalinha levemente o pescoço enquanto uso o
aparelho.

POLUIÇÃO ELETROMAGNÉTICA É POLÊMICA ATÉ HOJE
SEGUNDO CIENTISTAS, A EMISSÃO DAS ONDAS POR EQUIPAMENTOS
ELÉTRICOS E ELETRÔNICOS PRODUZ UM EFEITO QUE AFETA A SAÚDE DE
HOMENS E ANIMAIS
[Jornal “Correio Popular”: Campinas, 29 de Fevereiro de 2.004, Domingo. Página B.7]
(De Brasília)
O excesso de ondas eletromagnéticas emitidas por equipamentos elétricos e eletrônicos
produz um tipo de poluição imperceptível capaz de influenciar o comportamento celular
do organismo humano, danificar aparelhos elétricos e até desorientar o vôo de algumas
aves. Ninguém pode vê-la, mas a poluição eletromagnética está espalhada por toda a parte,
ocupando o espaço e atravessando qualquer tipo de matéria viva ou inorgânica.
Nas últimas décadas, a tecnologia moderna desenvolveu vários emissores de radiação
que são largamente empregados em redes de infra-estrutura elétrica e de telecomunicações.
Redes de transmissão de energia, torres de alta tensão, antenas de televisão, de rádio e de
telefonia celular, computadores, televisores, microondas e aparelhos celulares, expandiram
os campos eletromagnéticos que podem vencer diversos obstáculos físicos, como gases,
atmosfera, água e paredes.
Gerada por partículas carregadas – prótons e elétrons – em movimento acelerado,
este tipo de onda compreende faixas extensas de energia que variam de acordo com sua

freqüência – velocidade com que uma onda oscila num determinado intervalo de tempo
– e é isso que diferencia uma onda da outra. Quanto mais alta for essa freqüência mais
energética é a onda. Assim, “o ambiente eletromagnético é formado pela propagação de
ondas eletromagnéticas geradas por todos os equipamentos elétricos e eletrônicos”, explica
o engenheiro Gláucio Santos do Departamento de engenharia de energia e Automação
Elétricas da Escola Politécnica (Poli) da USP, lembrando que existem, também, as fontes
naturais, como as descargas atmosféricas.
O corpo humano também irradia ondas eletromagnéticas em freqüências baixíssimas
de infravermelho que são produzidas pelo calor do próprio corpo, composto por células
carregadas de átomos e elétrons. É a vibração dessas células que permite a realização de
exames como a tomografia, por exemplo.
A emissão de radiação também é resultado deste movimento de partículas e sua
intensidade está diretamente relacionada ao comprimento da onda, que é classificada
segundo o valor de sua freqüência. Os riscos de câncer, por exemplo, são oferecidos por
radiações do tipo ionizante, capazes de produzir íons e de dissociar átomos e moléculas.
Os aparelhos de raios-x emitem essa forma de radiação, diferentemente da radiação não-
ionizante lançada por aparelhos elétricos e celulares.
Alguns cientistas defendem a tese que a exposição prolongada a campos
eletromagnéticos pode causar depressão psíquica ou até mesmo provocar a redução dos
glóbulos vermelhos e o aumento dos glóbulos brancos, favorecendo o surgimento de um
câncer. Mas a extensão dos danos provocados pela poluição eletromagnética ainda é uma
grande polêmica no meio científico.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) criou um comitê internacional para estudar
os efeitos da radiação gerada pelos campos magnéticos sobre a saúde e o meio ambiente.
A comissão deve divulgar um parecer sobre o assunto até o final de 2.005, mas, até lá, a
polêmica continuará dominando a questão e a preocupação com os possíveis efeitos das
ondas eletromagnéticas será palco de discussões científicas.
Os próprios estudos realizados para comprovar os males causados por celulares e
antenas de telefonia celular são motivos de controvérsia entre os cientistas. Os ligados a
Universidade de Warnick (Londres), por exemplo, afirmam que a radiação produzida pelos
celulares pode causar danos ao cérebro, afetando a memória recente e provocando dores de
cabeça. Eles recomendam que o aparelho seja usado moderadamente para evitar prejuízos à
saúde.
Outras correntes de especialistas contestam o resultado da pesquisa, mas todos
reconhecem que o excesso de ondas pode alterar o funcionamento de equipamentos
eletrônico quando muito próximos uns dos outros. É por isso que a imagem do televisor
pode embaralhar quando alguém liga o liquidificador ou o toque do telefone celular
interfere na imagem do monitor do computador quando localizados muito próximos.
Por via das dúvidas, os especialistas recomendam que o telefone celular seja utilizado
de preferência em lugares abertos, que televisores e computadores fiquem fora do quarto
de dormir e que o usuário não fique próximo ao aparelho de microondas quando acionado.
Embora eles sejam blindados, nunca é de mais manter a preocupação.
A radiação emitida pelo forno de microondas atua exclusivamente sobre as moléculas de
água existentes nos alimentos, que são aquecidos pela energia resultante da vibração dessas
partículas.
Como o organismo humano tem alta porcentagem de água, ele pode ser afetado pela
radiação. A blindagem que os envolve é exatamente para evitar que as radiações internas

escapem para o exterior. Além disso, a porta é dotada de um dispositivo de segurança que
interrompe o funcionamento se ela for aberta durante o uso.

PESQUISAS EM SÃO PAULO MOSTRA AUMENTO DE EMISSÕES
Pesquisa conduzida por Gláucio Santos entre 1.998 e 2002 em diversos locais da
cidade de São Paulo e no interior do estado mostrou que nos últimos três anos houve
um aumento de cerca de 80% na intensidade dos campos magnéticos em alguns pontos
verificados. Ele considera a cidade a que mais apresenta regiões com concentração de
campos eletromagnéticos na América do Sul.
Segundo o professor Leonardo Menezes, do Departamento de Engenharia da
Universidade de Brasília (UnB), ninguém conhece com certeza os males que essa forma de
radiação pode provocar no ser humano, mas todos sabem que elas podem interferir ou até
danificar aparelhos eletrônicos.
Os alarmes e os sistemas eletrônicos instalados nos carros são exemplos típicos dessa
interferência. Em locais de muita propagação de ondas eletromagnéticas geradas por cabos
de energia elétrica, antenas de celulares e torres de telecomunicações, por exemplo, é
comum que os alarmes disparem sozinhos e que os instrumentos do painel eletrônico dos
veículos fiquem um tanto “enlouquecidos”.
Santos lembra que “no Brasil os estudos da indústria automobilística nesta área
estão ainda em início”. Ele diz que “existem apenas alguns laboratórios adequadamente
equipados para essas pesquisas em aparelhos pequenos. Para veículos completos, só o
Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) tem um laboratório”. Com as novas tecnologias
introduzidas nos automóveis, eles se tornam cada vez mais expostos às interferências
eletromagnéticas e necessitam de técnicas mais apuradas de desenvolvimento e testes para
evitá-las.
De acordo com o engenheiro, o simples uso de telefone celular ou outros sistemas
de comunicação dentro do veículo pode influenciar o funcionamento de alguns sistemas
eletrônicos veiculares e até mesmo aeronáuticos. Por isso é que se proíbe celulares ou
aparelhos eletrônicos a bordo dos aviões: se todos os passageiros de um vôo acionarem seus
telefones ao mesmo tempo, o campo magnético gerado pode interferir no instrumental de
precisão da aeronave.
Mas ainda existem muitas dúvidas sobre este assunto e elas valem para todas as medidas
e freqüências de ondas, inclusive as de raios-x. A verdade, dizem os especialistas, é que
ainda se conhece muito pouco sobre os efeitos biológicos causados pela absorção deste e
outros tipos de radiação, mas sabe-se que os riscos de desenvolvimento de algum efeito
nocivo decorrente da radiação são maiores em crianças. Assim, os cientistas recomendam
que as crianças evitem falar em telefones celulares e que recebam doses reduzidas de
radiação durante os exames de raios-x.
A radiação eletromagnética é a propagação de energia por meio de partículas ou ondas
que viajam no ar à velocidade da luz - 300 mil quilômetros por segundo. Essa radiação é
necessária para que possamos escutar uma música no rádio, ver um filme na televisão ou
falar ao celular. A transmissão dos sons pelo rádio nada mais é do que a transformação do
som em ondas hertziana que são enviadas pelo espaço e captadas pela antena dos rádios.
A diferença é que a telefonia celular, que também é uma onda de rádio, opera num a
freqüência superior á do rádio e da televisão.
As ondas eletromagnéticas têm uma gama de outras aplicações prática. A Petrobrás, por
exemplo, avalia sua aplicação como instrumento de prospecção, exploração, mapeamento

e monitoramento de novos campos de petróleo. A tecnologia, denominada “perfilagem
eletromagnética de fonte controlada”, utiliza as ondas para investigar as camadas do
subsolo.

PARA ESTUDIOSOS, A LER VEM DO CAMPO MAGNÉTICO
De acordo com alguns pesquisadores, pelo menos uma doença já pode ser diretamente
relacionada à excessiva exposição ás ondas eletromagnéticas emitidas pelo computador: a
Lesão por Esforço Repetitivo – ou simplesmente LER. Segundo a argumentação, antes dos
computadores, as pessoas digitavam horas em máquinas de escrever e não desenvolviam
a doença, portanto, a conclusão é de a LER é uma patologia “hig tech” provocada pela
exposição constante e pela proximidade com o campo magnético gerado pelo computador.
Algumas espécies de aves, como o pombo-correio, por exemplo, também sofrem com a
poluição eletromagnética. Isso porque uma das teses sobre como que ele se orienta durante
o vôo para achar o caminho correto para voltar para casa defende que essa orientação é
dada pelas ondas eletromagnéticas dos pólos da Terra. Mesmo a quilômetros de distância,
as aves sempre voltam ao local onde nasceram ou foram criadas.
O pombo-correio é capaz de localizar seu ponto de regresso mesmo de olhos vendados,
mas tem dificuldade de se orientar em regiões com grande campo magnético, onde existem
muitas linhas de energia elétrica e antenas de telecomunicações. Não é raro, por exemplo,
se encontrar pombos-correio “perdidos” nas proximidades da avenida Paulista, no centro de
São Paulo, onde existe uma concentração de antenas de rádio, televisão, celulares e para a
recepção de sinais de satélites de comunicação. Algumas pesquisas realizadas no exterior
mostraram que essas aves costumam “perder a rota’ quando se cria um campo magnético
por meio de um ímã colocado a suas costas.

Falar ao celular é uma ação que tem defensores ardorosos e cientistas que colocam o ato
como um risco à saúde humana.

Você observou que a pesquisa pioneira e mais completa foi a brasileira. As outras,
apenas seguiram o caminho dos nossos cientistas. A questão anda “abafada’ pela imprensa,
abafamento este que coincide, em 2.004, em uma violenta e gigantesca campanha de
população de telefones celulares. Assim como ocorreu na indústria de cigarros, onde
durante 50 anos, milhões de pessoas faleceram vítimas de cânceres gerados pelo vício
de fumar e poder econômico dessas indústrias, contrataram até cientistas para dizer que
nada estava provado (que cigarro não produzia cânceres), assim está acontecendo com
a utilização de celulares. Não há pessoa séria que não saiba os perigos à saúde, dessa
tecnologia. A hora que uma grande quantidade de pessoas tiverem tumores cerebrais, aí
o ‘povão’ como um todo, se perguntará o que estará acontecendo? Até lá, os mais cultos,
serão privilegiados em não adquirirem no cérebro...tumores!

ESTUDO APONTA QUE CELULAR INTERFERE EM UTIs
ALERTA
ONDAS EMITIDAS PELOS TELEFONES PODEM ALTERAR O
FUNCIONAMENTO DE EQUIPAMENTOS COMO RESPIRADORES ARTIFICIAIS
E LEITORES DE ELETROCARDIOGRAMAS

[Jornal “Correio Popular”: 13 de Setembro de 2.004, Segunda-Feira]
(Fábio Gallacci)

Mesmo sendo menor do que a palma da mão, um telefone celular pode causar a morte
de uma pessoa. O alerta foi feito por um estudo realizado na Faculdade de Engenharia
Elétrica e de Computação (Feec), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele
aponta que as ondas eletromagnéticas emitidas pelo inofensivo aparelho podem interferir
no funcionamento de equipamentos médicos em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs),
como respiradores artificiais e leitores de eletrocardiogramas.
O trabalho, inédito no Brasil, faz parte da tese de mestrado da tecnóloga em saúde Suzy
Cristina, de 29 anos, e envolveu a UTI Pediátrica do Hospital de Clínicas (HC) e a UTI
neonatal do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), ambos situados na
Unicamp.
“O trabalho surgiu da preocupação das próprias enfermeiras desses locais, que gostariam
de saber qual era a influência dos celulares diante dos equipamentos. Já que eles não são
permitidos em aviões, a idéia era descobrir o seu impacto nos hospitais. O professor Sérgio
Santos Mühlen sugeriu a realização da pesquisa”, afirma Suzy, que levou alguns destes
equipamentos para um laboratório particular também em Campinas e os colocou diante do
capo elétrico gerado por telefones móveis.
Segundo a tecnóloga, os celulares realmente podem causar interferências consideráveis
em um raio de um metro e meio de distância e devem ser desligados. Entre outras coisas,
seu campo elétrico interferiu no funcionamento de uma bomba de infusão, responsável por
administrar medicamentos aos pacientes.
“Isso não quer dizer que os aparelhos sejam ruins ou que os celulares estejam foram
dos padrões, mas que as duas tecnologias são incompatíveis”, diz a pesquisadora. O estudo
ainda aponta que os equipamentos hospitalares passaram a ser certificados em relação a sua
compatibilidade eletromagnética apenas a partir de 2.002.
A legislação vigente estabelece que os equipamentos suportam sem oscilações a emissão
de até três volts por metro. A tecnóloga Suzi lembra que um celular, quando opera em
sua capacidade máxima, gera cerca de 40 volts por metro. A partir desse estudo, as duas
unidades hospitalares da Unicamp passaram a adotar cartazes informativos em suas UTIs
pedindo para que os funcionários e parentes de pacientes desliguem os seus telefones
móveis. “Recebi um grande apoio das equipes médicas dos dois locais, que passaram a
adotar medidas mais restritivas nas unidades depois dos resultados da pesquisa. Em São
Paulo, o Hospital do Coração, o Sírio-Libanês e o Albert Einstein fizeram a mesma coisa”,
diz a tecnóloga.
O estudo também já foi apresentado para um grupo empresarial espanhol, que se
interessou pelos resultados do trabalho e prometeu leva-lo para a Catalunha. “O pedido
para que o celular seja desligado nas UTIs não é apenas um excesso de rigor, mas uma
medida para garantir o bem-estar dos pacientes. As pessoas podem correr risco se isso
não for levado em consideração” completa Suzy, que agora estuda em seu doutorado a
possibilidade dos próprios equipamentos estarem interferindo entre si.
POSTOS ALERTAM PARA PERIGOS
Um boato sem qualquer apoio científico para uns ou uma real ameaça que merece muito
cuidado para outros. Segundo alguns sites e e-mails que têm circulado pela internet, usar o
telefone celular ao lado de bombas de postos de combustíveis pode causar explosões.

Durante o abastecimento, gases inflamáveis são liberados pela abertura do bocal dos
veículos -causados pela passagem do combustível do bico da bomba para o tanque do
automóvel- e eles são mais pesados que o ar. Ao serem liberados, terão a tendência de
permanecer entre uma altura pouco acima do bocal e o solo, até se dissiparem. Com isso,
eles podem inflamar se expostos a uma fonte de calor ou faíscas elétricas, o caso dos
celulares.
A informação divide opiniões de especialistas e tem provocado a criação de leis que
proíbem esta prática, mas a maioria dos motoristas simplesmente ignora o suposto risco.
“Já ouvi dizer alguma coisa nesse sentido, mas continuo falando ao celular quando
ele toca dentro de um posto”, comenta o músico André da Silva. “Recebi e-mails sobre o
assunto, mas atendo o telefone normalmente. A gente precisa bater a cabeça para aprender,
né?”, completa o jogador de futebol Luiz Fernando Egídio, meio-campo do Guarani.
Para Luiz Bruno, gerente de Segurança e Meio Ambiente da Esso do Brasil, apenas
o fato de existir a possibilidade concreta de explosão já é motivo para que todos os
seus funcionários sejam orientados a informar os clientes sobre o risco que podem estar
correndo enquanto esperam pelo abastecimento.
“Existem diversos estudos internacionais que apontam a periculosidade do uso do
celular próximo às bombas em funcionamento. Todos os nossos postos possuem cartazes
alertando sobre a questão”, afirma o gerente.
Averiguação – A BR Distribuidora, ligada a Petrobrás, realizou um estudo para
descobrir até que ponto este tipo de temor tem algum fundo de verdade científica, já que os
sites e e-mails informando sobre o problema nunca divulgam o endereço exato dos locais
onde as explosões teriam acontecido.
Paulo da Luz, gerente do setor de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da BR entrou em
contato com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia
(Coppe), ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O trabalho revelou a
existência de uma remota possibilidade de acidente em caso do uso do uso do celular. De
acordo com o site da empresa petrolífera, “para que um telefone celular funcione como
fonte de ignição, ou seja, se torne o causador de um incêndio ou explosão, é necessário que
a mistura de vapor de gasolina e ar, numa proporção entre 1,3% e 6%, penetre no aparelho.
Após o preenchimento do espaço interno do aparelho com esta mistura gasosa, o toque da
campainha, o alarme ou a bateria mal ajustada pode geral uma centelha elétrica”.
Como já foi comentado anteriormente, o poderio econômico das multinacionais
dos celulares, aliado (principalmente), a ignorância da população que não têm o
hábito civilizado de ler notícias científicas, faz com que os malefícios do celular esteja
percorrendo o mesmo caminho do cigarro: durante 50 anos a indústria de cigarro afirmou,
com cientistas e estudos de renome que o cigarro não causava câncer, até que o número
de pessoas com câncer do cigarro, simplesmente explodiu. Claro que, nesse meio tempo
as pessoas mais cultas se precaveram da desgraça que ocorreria no futuro. O mesmo rumo
tomou a questão dos celulares. Se nem Jesus, O Cristo foi apoiado por unanimidade, que
dirá um brinquedinho colorido, que tira até fotografias, que tem centenas de sons, etc. e tal?

MAIS UM SUSTO
[Revista “Istoé”: Número 1.828, de 20 de Outubro de 2.004 – Página 86, parte inferior da
página e no centro]

Quem usa celular há dez anos ou mais tem quatro vezes mais chance de desenvolver
tumor benigno no nervo auditivo onde apóia o telefone. É o que sugere um estudo feito
pelo Instituto Karolinska, da Suécia. Segundo a pesquisa, quem passou a usar celular há
menos tempo não sofre tanto risco porque pegou a nova geração de aparelhos. Há quem
critique o resultado. Por via das dúvidas, recomenda-se usar kits de viva-voz.

CELULAR: CÂMARA DISCUTE LIMITE PARA TRANSMISSÃO
[Jornal “O Estado de São Paulo”: 18 de Novembro de 2.004, Quinta-Feira. Página A.19]

Apesar de não estar comprovado que os celulares e suas torres de transmissão de sinais
provoquem doenças, o assunto preocupou os parlamentares. Ontem, o tema foi discutido
em audiência pública da Comissão de Ciência e tecnologia da Câmara dos Deputados.
Entre as medidas propostas num projeto de lei em tramitação estão a exigência de que
operadoras de telefonia celular usem de maneira compartilhada as antenas de transmissão
de sinais, a confecção de um mapa de ondas eletromagnéticas, principalmente nas grandes
cidades.

EUROPA SUSPENDE PESQUISA QUE INDICA ALTERAÇÃO GENÉTICA POR
CELULARES
[Jornal “O Estado de São Paulo”: 23 de Dezembro de 2.004, Quinta-Feira. Página A.13]

Madri – A exposição às radiações de telefones celulares, consideradas inócuas ao
organismo, provoca modificações celulares e no DNA, constatou o Projeto Reflex, que
durante 4 anos integrou 12 equipes de 7 países. A diretora do grupo espanhol, Angeles
Trillo, explicou que, apesar dos resultados, o estudo não terá continuação por que seu
financiador, a União Européia (EU), decidiu cancelá-lo.
“Não está claro porquê. A EU estabelece suas prioridades, mas há muitos fatores
envolvidos. Não há como não pensar que há pressões para que os estudos não continuem,
já que podem gerar uma preocupação social muito grande”. Para ela, é incontestável que
os celulares “são muito usados”, “têm efeitos biológicos em nível celular e molecular” e
devem continuar sendo estudados.
Alejandro Ubeda, da equipe espanhola, explicou que o trabalho revela que as radiações
dos celulares causam mudanças nas células, embora não estabeleça qual mecanismo dá
origem a este processo. A reação das células, ressaltou, não se deve apenas ao calor gerado
pelas microondas, “mas por algo a mais”, cujo mecanismo ainda “é desconhecido”.
O Projeto Reflex, cujos resultados acabam de ser enviados à EU, estudou de Fevereiro
de 2.000 até Maio deste ano os efeitos sobre as células dos campos eletromagnéticos de
ambientes urbanos industrializados, usado para isso material de laboratório. Em suas
conclusões, o projeto recomenda que não se abuse do celular, sobretudo os jovens.
Ubeda, que usa celular, só põe o telefone na orelha quando já estabeleceu a conexão,
para evitar “o pico máximo” de ondas. Também evita falar onde há pouca cobertura, porque
nestes locais o sinal tem mais intensidade. EFE.

CELULAR ALTERA CÉLULAS E DNA, DIZ PESQUISA
EXPOSIÇÃO A RADIAÇÕES DOS TELEFONES MÓVEIS É PREJUDICIAL À
SAÚDE, MOSTRA ESTUDO EM 7 PAÍSES EUROPEUS.

[Jornal “Correio Popular”: Campinas, 23 de Dezembro de 2.004, Quinta-Feira. Página B.9]

De Madri – A exposição às radiações de telefones celulares consideradas inócuas
ao organismo provoca modificações celulares e no DNA, segundo os resultados do
Projeto Reflex, que durante quatro anos integrou 12 equipes de sete países. A diretora da
equipe espanhola, Angeles Trillo, explicou que, apesar dos resultados, o estudo não terá
continuação por causa de uma decisão de seu financiador, a Comissão Européia (órgão
executivo da União Européia). “Não está claro porquê. A União Européia estabelece suas
prioridades, mas há muitos fatores envolvidos. Não há como não pensar que há pressões
para que estes estudos não continuem, uma vez que podem gerar uma preocupação social
muito grande”, denunciou Trillo.
Na opinião de Trillo, é incontestável que os telefones celulares “são muito utilizados,
têm efeitos biológicos em nível celular e molecular” e precisam continuar sendo alvo de
estudos. O pesquisador Alejandro Ubeda, membro da equipe espanhola, explicou à EFE
que o trabalho revela que as radiações dos telefones celulares provocam mudanças nas
células, embora não estabeleça qual mecanismo dá origem a este processo, cujas pesquisas
a respeito não poderão prosseguir devido à falta de recursos.
“Acho estranho que após estes resultados, que apesar de não indicarem nada nocivo
demonstram que há um efeito por trás dos limites considerados toleráveis, (os estudos)
não sejam aprofundados, que a pasta seja fechada e que sua continuidade não seja
financiada”. A reação das células, ressaltou, Ubeda, não se deve apenas ao calor gerado
pelas microondas, “mas por algo a mais”, cujo mecanismo ainda é desconhecido. Os
participantes do Projeto Reflex, cujos resultados acabam de ser enviados à Comissão
Européia, estudaram desde Fevereiro de 2.000 até Maio deste ano os efeitos sobre as
células dos campos eletromagnéticos de ambientes urbanos industrializados, utilizando para
isso material de laboratório.
Os pesquisadores analisaram dois tipos de campo: os de baixa freqüência, ou seja, com
freqüências iguais ou inferiores a 50 hertz, que são as emitidas pelos computadores ou pelas
linhas de alta tensão; e os de altas, com freqüências iguais ou inferiores a 1 gigahertz, que
são as microondas da telefonia celular, tanto das antenas repetidoras como dos aparelhos.
CABELA NO MEIO – “Se o celular só recebesse não haveria problema, o problema é
que (o aparelho) emite (ondas) e nossa cabeça está no meio”, resumiu Ubeda, especialista
em biofísica e membro da equipe de bioelectromagnetismo do hospital Ramón e Cajal de
Madri. O Projeto Reflex estudou apenas os níveis iguais ou inferiores aos considerados
seguros para o público em geral, e dentro destes limites biofísicos houve resposta celular.
Cada grupo de trabalho se encarregou de uma parte. Os 12 grupos participantes analisaram
células-tronco procedentes de ratos, células cancerosas cultivadas em laboratório e células
sangüíneas de voluntários humanos.
“Aí a resposta foi diferente conforme a idade dos doadores: quanto mais velho era
o indivíduo mais modificação celular havia”, disse Ubeda. A pesquisa, acrescentou o
especialista, está pronta para ser retomada, mas apenas com grupos de células, não com
humanos ou animais. Em suas conclusões, o Projeto Reflex recomenda que não se abuse do
celular, principalmente os jovens.
Ubeda, que tem e usa telefone celular, só põe o telefone na orelha quando já estabeleceu
uma conexão com seu interlocutor, de modo que evita “o pico máximo” de ondas.
Além disso, evita falar onde há pouca cobertura, porque é nestes locais em que o sinal
eletromagnético tem maior intensidade.

CELULAR PODE FAZER MAL A CRIANÇA, MOSTRA PESQUISA
[Jornal “O Estado de São Paulo”: 13 de Janeiro de 2.005, Quinta-Feira. Página A.10]

Londres – Crianças com menos de 8 anos devem evitar o uso de telefones celulares. Um
relatório britânico divulgado na terça-feira associou o uso intenso de celulares a tumores
no ouvido e concluiu que os riscos foram subestimados pela maioria dos cientistas. O
professor William Stewart, presidente do Conselho Nacional de Proteção Radiológica, disse
que os indícios de efeitos potencialmente prejudiciais se tornaram mais convincentes nos
últimos cinco anos e incidiram mais sobre as crianças.
A notícia desencadeou pedidos para que os telefones tragam avisos sobre danos à saúde
e provocou pânico em parte da indústria. Um fabricante britânico suspendeu um modelo
destinado a crianças de 4 a 8 anos.
Desde o ano 2.000, o número de celulares na Grã-Bretanha dobrou, chegando a 50
milhões. Nesse período, o número de crianças de 5 a 9 anos portadoras de celulares
quintuplicou.
Em seu relatório, intitulado Móbile Phones and Health (Telefones Celulares e a Saúde),
Stewart disse que quatro estudos causaram preocupações. Uma análise com duração de dez
anos feita na Suécia sugeriu que os usuários intensivos de celulares estão mais propensos a
ter tumores não malignos no ouvido, enquanto um estudo holandês indicou mudanças na
função cognitiva.
Já um trabalho feito na Alemanha indicou aumento de incidência de câncer em torno
das estações de telefone. E um projeto apoiado pelos EUA mostrou indícios de dano às
celulares provenientes de campos típicos de celulares.
“Todos esses estudos ainda precisam ser repetidos e sua qualidade pode variar, mas não
podemos descarta-los”, explicou Stewart. Ele afirmou que, se houver risco à saúde, o que
ainda não foi totalmente comprovado, o risco seria maior para as crianças. The Times

CELULAR FEITO PARA CRIANÇA SAI DO MERCADO BRITÂNICO
[Jornal Correio Popular: Campinas, 12 de Janeiro de 2.005, Quarta-Feira. Página B.4]

Fora de área – O primeiro telefone celular do Reino Unido feito especialmente para
crianças foi retirado ontem do mercado por causa de uma pesquisa que adverte sobre o
risco desses aparelhos para a saúde dos mais novos.
A fabricante MyMo pôr o telefone à venda há cinco meses para que as crianças de
quatro a oito anos pudessem utilizá-lo em caso de emergência. O celular custava 86 euros
(US$ 114,00).
O distribuidor do produto, Communic8, confirmou a retirada do telefone devido a uma
pesquisa do Conselho Nacional de Proteção Radiológica (NRPB), que desaconselha o uso
de celulares por crianças com menos de oito anos.
“O estudo sugere que a longa exposição ao celular pode prejudicar a saúde,
especialmente a do tecido craniano, não desenvolvido, de crianças muito jovens”, afirmou a
Communic8.
A distribuidora garantiu, no entanto, que o produto é seguro se for usado com a
supervisão dos pais, como se recomenda.

Nota: E tudo começou com a primeira notícia de bloco de alerta, que foi a pesquisa
brasileira, a maior realizada até hoje mas que não se divulga adequadamente, primeiro
por causa dos interesses econômicos e segundo, pela cláusula de confidencialidade que os
cientistas brasileiros tiveram de assinar com a empresa contratante.
Não esqueça que os malefícios da telefonia celular, está correndo no mesmo “trilho”,
está no mesmo caminho dos malefícios do cigarro. No início, se afirmava que o cigarro
não causava câncer. Depois, as empresas contrataram cientistas para “provar” que o cigarro
não era o responsável pelos cânceres. Quando a incidência de mortes por cânceres entres
os fumantes disparou, as empresas ainda “bateram na tecla” de que se a pessoa fumasse
“moderadamente” não teria problemas de saúde. Só faltaram dizer que se as crianças
fumassem com a supervisão dos pais, não teria problema.
Quanta mentira jogada em uma população de ignorantes.
Por isso que as fabricantes de celulares, frente as notícias de alerta, cada vez mais
freqüentes, estão colocando nos novos modelos, que o usuário poderá até ver pornografia
em seu aparelho celular. O idiota é cativado com idiotices, claro!

CELULAR RESTRITO A ADULTOS ?
[Revista Istoé nº 1.840 – 19 de Janeiro de 2.005, Quarta-Feira. Página 55]

Alerta – Causou polêmica a divulgação de um relatório produzido pelo instituto
britânico de proteção radiológica. A entidade chamou a atenção na semana passada para
os riscos do uso do celular por crianças. Embora não existam provas de que os aparelhos
sejam prejudiciais à saúde, a entidade adverte que se houver perigo – como o aparecimento
de tumores devido à radiação – os pequeninos já estão muito expostos. Uma em cada sete
crianças (até dez anos) do Reino Unido tem um telefone móvel. Em 2.004, uma pesquisa
inglesa contestou os possíveis danos. Mas o órgão insiste no conselho: a garotada só deve
recorrer ao celular em casos emergenciais.

SDTC – A DOENÇA DO CELULAR
[Revista Istoé Nº 1.845 – 23 de Fevereiro de 2.005]

Psiquiatria – Uma nova enfermidade psíquica foi diagnosticada pelo psiquiatra carioca
Achiles Menezes. Trata-se da SDTC, sigla para síndrome da dependência do telefone
celular. O psiquiatra explica que os seus pacientes são jovens com idades entre 20 e
25 anos, alguns deles chegando ao ponto de passar até 20 horas falando pelo celular
– quase sempre participando de chats para conhecer gente nova e fazer amizades, e
só interrompendo as conversas para trocar a bateria do aparelho. “São jovens que têm
dificuldade de comunicação, tímidos que acham mais fácil fazer amigos pelo telefone do
que através de contatos pessoais”, diz Achiles.
ISTOÉ – O que causa a síndrome da dependência do telefone celular?
ACHILES – É o mesmo processo que leva a qualquer outra dependência. Algum tipo de
depressão ou patologia pré-existentes que a pessoa tenta compensar falando ao celular.

ISTOÉ – Qual o tratamento indicado?

ACHILES – A terapia clínica continuada ou até mesmo o uso de medicamentos. É
importante também que a família participe do tratamento.

ALERTA – CEDO DEMAIS PARA CELULAR
[Revista Istoé Nº 1.850: 30 de Março de 2.005, Quarta-Feira. Página 55]

Se depender de especialistas americanos e ingleses, criança não deve usar celular.
Segundo o professor de bioengenharia da Universidade de Washington (EUA), Henry Lai,
ainda não se conhecem os efeitos que o aparelho pode causar à saúde a longo prazo. Por
isso, o melhor seria evitar que os pequenos usassem o telefone.

ENVIO DE MENSAGENS POR APARELHO CELULAR AFETA QI
[Jornal Correio Popular: Campinas, 24 de Abril de 2.005, Domingo]

Enviar mensagens eletrônicas ou mensagens de texto por telefones celulares (SMS)
afetam o coeficiente intelectual (QI) das pessoas até quatro vezes mais que a maconha,
segundo um estudo realizado por um grupo de psicólogos.
A pesquisa, encomendada pela Hewlett Packard, descreve como o tempo utilizado tanto
na elaboração como na recepção de mensagens de texto, por celular ou e-mail, determina
uma constante perda da atenção dos usuários destes serviços, interrompendo a concentração
no trabalho e prejudicando, inclusive, a vida social.
Das quase 1.100 pessoas entrevistadas, 62% admitiram uma espécie de vício no correio
eletrônico, ao explicar a ansiedade para receber mensagens que as levem a visitar suas
contas constantemente, tanto no escritório como com tempo livre – e inclusive nas férias.

CELULAR EXPLODE E CAUSA QUEIMADURAS EM USUÁRIO
[Jornal Correio Popular: Campinas, 06 de Julho de 2.005, Quarta-Feira. Página B.6]

Ligação Perigosa.
O comerciante autônomo Jesus Favacho Andrade, de 46 anos, ficoi ferido ontem
quando seu celular explodiu dentro do bolso da bermuda que usava. A explosão provocou
queimaduras na coxa e na perna. No momento do incidente ele estava dentro de uma loja
de autopeças no bairro de Canudos, em Belém (PA). Levado a um pronto-socorro público,
os médicos constataram queimaduras de 1º e 2º graus na coxa de Andrade. Ao deixar o
hospital, ele foi para a Delegacia do Consumidor, onde registrou queixa contra a empresa
Nokia, fabricante do celular.
A delegada Gisele Campos abriu inquérito para apurar o caso. A bermuda queimada e
restos do celular destruído pela explosão focam levados ao IML, para perícia. Segundo a
delegada, esta é a primeira vez que um caso dessa natureza é registrado no Pará. Há dois
anos, uma adolescente teve a mão queimada porque o celular esquentou demais enquanto
atendia a uma ligação. O aparelho dela era da mesma marca do celular de Andrade, um
Nokia modelo 6560. A bateria que explodiu possui materiais tóxicos, que podem provocar
câncer. A Nokia informou que dará toda a assistência médica ao comerciante paraense.

(AE).

ATENÇÃO

Veneno é veneno independente da dose. Se a dose for grande, mata rapidamente e se a
dose for pequena, a intoxicação causará morte lenta, acumulativa, que ao final do processo
normalmente trará a destruição do corpo físico de maneira terrível.
A radiação de microondas é veneno que, como todos os outros venenos, pode matar
rapidamente ou a médio e longo prazos.
Assim, se você é um daqueles cidadãos que por ignorância cultural ainda acredita que a
baixa dose de microondas do seu forno de microondas ou do seu telefone celular não irão,
com o passar dos anos lhe trazer conseqüências sérias para a saúde e se por essa mesma
ignorância, você acha que o veneno das microondas não pode ser utilizado como ARMA
de guerra, leia a notícia abaixo e medite em todas as notícias científicas que existem nas
reportagens aqui colocadas.

EUA QUEREM USAR ARMA EXPERIMENTAL DE REPRESSÃO NO IRAQUE
[WWW.VERMELHO.ORG.BR - PUBLICADO EM 21-07-2.005, QUINTA-FEIRA]

O Pentágono está prestes a dizer adeus às bombas de gás lacrimogêneo e às rombudas
balas de borracha. A razão disso é que pretende utilizar agora sua nova criação tecnológica,
o Active Denial Systen, ou Sistema de Negação Ativa. É um sistema eletromagnético de
armas não letal, segundo o Pentágono, que pode desbaratar uma multidão em segundos,
usando a mesma tecnologia que é usada em forno de microondas doméstico.
A arma de repressão é classificada como “menos letal” pelo Pentágono porque emite
um raio de microondas de 96 gigahertz, a 600 metros de distância, provocando a sensação
de calor na pele e uma dor intolerável em menos de cinco segundos de exposição, mas que
“teoricamente não causa danos permanentes às pessoas”, segundo o site da Força Aérea
Americana (http://de.afrl.af.mil).
Cientistas americanos já estão questionando a segurança dessa nova arma de raios, de
estilo “Guerras nas Estrelas”, na repressão de manifestantes e que deve ser utilizada no
Iraque no próximo ano.
Segundo o Pentágono, a onda eletromagnética penetra em 2 milímetros na pele,
causando dor semelhante a causada pelo toque de uma lâmpada incandescente acesa. O
objetivo da arma é fazer com que, por reflexo natural do ser humano à dor, as pessoas em
uma reunião ou manifestação sejam dispersadas rapidamente.
No entanto, a Revista New Scientist revelou ontem que, durante testes feitos em uma
base da Força Aérea Kirkland, no Novo México, os participantes que desempenharam
o papel de manifestantes receberam a ordem de retirar óculos e lentes de contato para
protegerem seus olhos.
Em outro teste, eles também tiveram que retirar objetos de metal, como moedas, de
suas roupas, para evitar queimaduras na pele. “O que acontece se alguém da multidão não
conseguir, por qualquer razão, escapar do raio?”, perguntou Neil Davison, coordenador
do projeto de pesquisas com armas não-letais da Universidade Bradford, do Reino Unido.
“Como você podem garantir que a dose (do raio) não cruza o limite que provoca danos
permanentes? A arma pára (o raio) para evitar exposição longa demais?”, perguntou.

O tempo de exposição das pessoas ao raio pode provocar danos irreparáveis à visão e
aos órgãos internos, por queimadura. O Pentágono manifesta “alegria” porque a arma não
provoca danos imediatos e não faz pessoas sangrarem diante de câmeras de televisão. Mas
os efeitos posteriores da arma ainda não foram revelados. O raio eletromagnético eleva
a temperatura da água, pois agita as moléculas com tal velocidade que o atrito resultante
da agitação provoca calor. É possível que, posteriormente à exposição, as pessoas tenham
seus órgãos afetados pelo calor extremo. “Alguém que use lente de contato, por exemplo,
pode ficar cego, pois perderia a película de umidade entre o olho e a lente, colando as duas
estruturas”, diz Davison.
A revista informou que uma versão da arma montada sobre um veículo batizado
de Xerife, deve ser colocada em uso no Iraque em 2.006. Dez anos de pesquisa e mais
de 40 milhões de dólares foram destinados a esse projeto, que é comparado por seus
críticos a uma versão militarizada de um simples e doméstico forno de microondas.
Desenvolvida pela empresa Raytheon Corporation e por outras empresas terceirizadas pelo
Departamento de Defesa, ainda está em testes na base Kirkland, da Força Aérea Americana.
Segundo sítios especializados, a arma deve entrar em operação somente em cinco anos.
Estão sendo desenvolvidas para o uso portátil e também em helicópteros.

CELULAR É AMEAÇA À SAÚDE INFANTIL, DIZEM MÉDICOS

Agência EFE – 07/08/2.005. O Colégio de Médicos de Viena advertiu hoje sobre o risco
que representa para a saúde das crianças o uso excessivo do telefone celular, devido aos
danos provocados pelas ondas eletromagnéticas. Estas considerações foram feitas pelos
médicos austríacos ao interpretar o denominado “Estudo Reflex”, no qual se especifica
que as radiações dos telefones celulares são genotóxicas (daninhas para o DNA) e
potencialmente cancerígenas.
Como primeira medida, o Colégio Médico criou um catálogo de conselhos que
especificam a forma de atuar para mitigar o efeito sobre a saúde dos usuários. Assim, os
médicos indicam que só se utilize o celular em caso de urgência e por curto tempo.
Os médicos também recomendam que se desligue o telefone à noite, não o deixe perto
da cabeceira da cama e não se utilize os jogos destes aparelhos, recomendações também
aplicáveis aos adultos.
“Se uma pesquisa mostrasse que um remédio tivesse os mesmos resultados que
este sobre os celulares, deveria ser retirado imediatamente do mercado”, declarou Erik
Huber, especialista em medicina ambiental do Colégio Médico. “Temos que levar em conta
que as crianças são mais sensíveis às radiações do que os adultos, já que os ossos do crânio
são mais finos” e os “efeitos genotóxicos” são maiores nas células infantis, acrescentou o
especialista.
O Estudo Reflex foi feito a pedido da Comissão Européia e contou com a colaboração
de 12 importantes centros de pesquisa de sete países do Velho Continente.
[Tecnologia.Terra.Com.Br]

“CELULARES: RISCO DE TUMOR É MAIOR EM ZONAS RURAIS”
[João Magalhães – Estadão: 17 de Maio de 2.005, terça-Feira]

Risco de câncer no cérebro é maior em usuários de celulares que moram em zonas
rurais, diz estudo sueco publicado pela revista médica britânica Occupational and
Environmental Medicine Journal.
São Paulo – Pesquisa liderada pelo professor de oncologia Lennart Hardell, do Hospital
Universitário de Orebro, na Suécia, constatou que a incidência de tumores cerebrais em
usuários de celulares GSM nas zonas rurais do país era maior em comparação com os que
não possuíam os aparelhos ou com aqueles que os usavam em zonas urbanas.
Segundo o estudo, publicado pela revista médica britânica Occupational and
Environmental medicine Journal, isso se deve ao fato de as antenas transmissoras se
encontrarem mais afastadas no campo do que nas cidades, sendo por essa razão mais fortes
os sinais emissores das comunicações.
O grupo trabalhou numa região do centro da Suécia, onde cerca de 1.400 adultos de 20
a 80 anos tinham tumores cerebrais – benignos e malignos. O perfile delas foi comparado
com os mesmos números de adultos saudáveis, residentes nas mesmas áreas. Os que
usavam um telefone GSM por mais de três anos revelaram-se três vezes mais suscetíveis
a desenvolver um tumor. Entre os que usaram o aparelho por mais de cinco anos, o risco
quadruplicou.
Hardell considera os resultados perturbadores, mas adverte que deverão ser confirmados
por amostras mais precisas. A polêmica em torno do assunto é grande. Cientistas franceses
e britânicos, por exemplo, não acreditam que os telefones celulares ou suas estações de base
causem males à saúde.

“CIENTISTAS DETECTAM RISCO DE CÂNCER ENTRE USUÁRIOS DE
TELEFONE CELULAR”
[Jonathan Leake – The Sunday Times, pela Internet, em 07-11-2.005, Segunda-Feira]

Londres – Cientistas descobriram o primeiro indício de uma ligação entre o uso regular
de telefones celulares digitais e tumores cerebrais.
Pesquisadores suecos detectaram um aumento de 30% no risco de ocorrência de tumores
cerebrais entre usuários regulares, normalmente aqueles que passam mais de uma hora por
dia nesses telefones.
Tais tumores ocorrem com mais freqüência do lado da cabeça no qual a pessoa costuma
segurar o telefone.
O maior aumento detectado foi de neuromas acústicos, que se formam atrás da orelha
e na maioria dos casos podem ser tratados. Os neuromas acústicos geralmente apresentam
crescimento lento e podem ser detectados porque provocam zumbido no ouvido e perda de
audição.
Mesmo assim, os médicos levam em média dois anos para estabelecer o diagnóstico, e a
cirurgia, o tratamento usual, pode deixar como seqüelas nervos danificados que provocam
espasmos faciais involuntários.
Já tinha se descoberto que os telefones móveis alteram os mecanismos das células
cerebrais e afetam a memória, assim como causam câncer em ratos de laboratórios. Até
agora, porém, não havia um elo comprovado com doença humana.
O novo estudo, publicado no International Journal of Oncology (Revista Internacional
de Oncologia) analisou 1.600 vítimas de tumor que vinham usando telefones celulares por
um período de até dez anos.

O professor Kjell Mild, um biofísico da Universidade Orebro, Suécia, que comandou o
estudo disse: -“A prova de que existe uma ligação entre o uso do telefone celular e o câncer
é clara e convincente. Quanto mais intenso é o uso e quanto mais tempo você os têm, mais
alto o risco de tumores cerebrais”.
No estudo, os cientistas compararam os portadores de tumores com um grupo de
pessoas que levavam vida semelhante, mas não usavam telefones móveis. Também fizeram
comparações com um grupo de portadores de tumores que não usavam telefones celulares.
Em um estudo anterior conduzido por Mild e Lennart Hardel, um oncologista relacionou
tumores cerebrais com o uso de telefones celulares analógicos. A nova pesquisa repetiu isso
e também analisou os telefones celulares digitais e os de aparelhos sem fio.

Compre, leia e divulgue o livro:
“O celular e seus riscos”.
Professor Doutor Vitor Baranauskas.
Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação.
UNCAMP.
Av. Alberto Einstein, número 400.
13083-970 – Campinas – SP.

“JOVEM CHINÊS MORRE APÓS EXPLOSÃO DA BATERIA DE SEU
CELULAR”

[Yahoo! Notícias Brasil. 04 de Julho de 2.007, quarta-feira]

Pequim, 4 jul (EFE) – Um jovem chinês de 22 anos morreu após a explosão da bateria
de seu telefone celular, um Motorola, que estava no bolso de sua jaqueta, informou hoje a
agência oficial “Xinhua”.
O acidente, o primeiro desta natureza registrado no país, ocorreu em 19 de junho,
quando Xiao Jinpeng trabalhava como soldador em uma fábrica de processamento de
minério de ferro no distrito de Jinta, na província de Gansu (noroeste).
O jovem levava o aparelho no bolso de sua jaqueta, perto do peito, e a explosão causou
uma fratura em suas costelas, que perfuraram o coração.
Os paramédicos não puderam fazer nada para salvar a vítima.
As primeiras investigações mostram que a bateria do telefone explodiu após ter sido
exposta a altas temperaturas, embora não se descartem problemas específicos do modelo
como causa do acidente.
Muitos usuários de celulares chineses, que conhecem os acessórios falsos ou de baixa
qualidade que circulam no mercado, pediram uma resposta imediata à Motorola – que
tem uma grande fábrica em Tiajin (norte) – e às autoridades responsáveis para saber se a
explosão foi resultado de defeitos de bateria ou do uso inadequado do aparelho.
A fábrica na qual Xiao trabalhava indenizou sua mãe com US$ 17.763, e um grupo de
representantes da Motorola chegará hoje à região para ajudar nas investigações.
A explosão de baterias de celulares é pouco freqüente, segundo Yang Boning, diretor
do departamento de relações públicas da Motorola na China.

Yang acrescentou que a companhia leva o acidente “muito a sério” e respeitará os
resultados da investigação.

“TELEFONES CELULARES PODEM PROVOCAR CÂNCER, DIZ ESTUDO”

[Yahoo Brasil – Londres, 30 de Agosto de 2.007, quinta-feira]

A exposição aos sinais da telefonia móvel durante apenas cinco minutos poderia
estimular um processo de divisão celular, segundo um novo estudo sobre o uso do aparelho
publicado no último número da revista “New Scientist”.
Esse processo ocorre de forma natural no crescimento ou rejuvenescimento do tecido
humano, mas ocupa também um papel central no desenvolvimento de um câncer.
Uma equipe dirigida pelo professor Rony Seger, pesquisador do Instituto Weizmann
de Rehovot, Israel, expor células humanas e de ratos à radiação eletromagnética com uma
freqüência semelhante à emitida pelos celulares, mas a um décimo de sua potência.
Após apenas cinco minutos,os pesquisadores identificaram a produção de quinases (tipo
de enzima) reguladas por sinais extracelulares (ERK1/2), substâncias químicas naturais que
estimulam a divisão e o crescimento celulares.
“A importância real de nossa descoberta é que as células não são imunes à radiação dos
telefones celulares, embora não estejam expostas a um aumento de temperatura”, diz o
professor Seger, citado hoje pelo jornal “Daily Telegraph”.
“Utilizamos níveis de radiação equivalentes a um décimo dos gerados por um celular
comum e constatamos que as mudanças não se devem ao aquecimento”, afirmou o
cientista.
Segundo Graham Philips, do Powerwatch, um grupo que analisa o risco potencial dos
telefones celulares, as diretrizes oficiais sobre o uso dos aparelhos indicam que a saúde só
pode ser atingida em caso de grande aumento da temperatura do tecido humano.
“O novo estudo indica, no entanto, que as reações também acontecem sob o efeito de
radiações de nível baixo, o que pode ter implicações para a saúde”, ressaltou Philips.
Outros cientistas, como Simon Cook, bioquímico do instituto Babraham, próximo a
Cambridge (Inglaterra), se mostram ais céticos e afirmam que, embora os resultados do
estudo sejam interessantes, não demonstram que há uma divisão celular suficiente para
provocar câncer.
*
Observação:
Durante décadas houve cientistas que afirmaram que o cigarro provocava cânceres, além
de outras doenças. Esses cientistas foram contestados e desmentidos por outros cientistas,
que tinham a disposição uma grande mídia na imprensa e diziam que era besteira, que não
haviam provas científicas sobre o cigarro provocar tais doenças.
Essa briga entre os cientistas honestos e os demais durou mais de 50 anos! Hoje, após
uma explosão monumental de cânceres no Hemisfério Norte do Planeta, principalmente
nos Estados Unidos, onde tais doentes acionaram a emprega de Seguro de Saúde, elas
“caíram de pau”, em cima da indústria de cigarros e a partir disso, tais fábricas, passaram a
mostrar a realidade: cigarros provocam cânceres e outras doenças, inclusive (por exemplo),
se os pais fumam dentro do carro com os filhos, esses estão consumindo cerca de 85% das

substâncias cancerígenas e podem em muito pouco tempo desenvolverem tais doenças. São
os chamados “fumantes passivos”.
O que ocorre na telefonia celular e nas torres de celulares é a mesma briga.
Cabe a você, através do seu nível cultural e não econômico, entender esse processo de
disputa econômica das multinacionais de celulares, com os seus cientistas “testa de ferro”
de seus interesses, e a realidade científica de fato e não de interesses econômicos.

“CELULAR EXPLODE ENQUANTO CARREGAVA”
MOTOROLA ENVIA APARELHO PARA PERÍCIA; BATERIA É ORIGINAL, DIZ
DONA.

[Jornal O Estado de São Paulo: 20 de Setembro de 2.007, Quinta-Feira. Página C-7]

(Ana Carolina Moreno)
Ana Cristina Harumi Oda completa 27 anos hoje. Ganhou um celular, contra a vontade
dela. A hoteleira de São Paulo tomou um susto anteontem de manhã quando um “estouro”
chamou a atenção dela e das colegas de trabalho. “Quando olhei para trás vi meu celular
pegando fogo”, diz a dona, há dois anos, de um aparelho V3 da Motorola.
O celular estava carregando havia 45 minutos a 1 metro dela, na única tomada
que também recarrega os aparelhos dos outros funcionários os aparelhos dos outros
funcionários da sala. “Ele simplesmente explodiu”, conta Cristina, que garante que,
apesar de a bateria não ser mais a de fábrica, está dentro da validade, é original e nunca é
recarregada por mais de três meses. “Ele estava em condições ótimas, eu nunca esperava
isso”.
No mesmo dia, ela contatou a empresa e recebeu um nov aparelho V3, preto, para usar
enquanto o seu passava por perícia. Segundo a Assessoria de Imprensa da Motorola, o
aparelho passará por perícia para definir se as causas do acidente envolveram defeito no
produto, uso inadequado ou irregularidades na instalação elétrica.
Em 2.004, seis aparelhos da Motorola foram danificados em acidentes parecidos. Cinco
casos foram no interior paulista, e um, em Brasília. Segundo a Motorola, em três casos,
houve uso incorreto, sobrecarga da rede e bateria falsificada. Em um, a causa não pode ser
definida.
Baterias e carregadores passarão por testes específicos de segurança e qualidade,
segundo Resolução nº 481 da Agência Nacional de telecomunicações (Anatel), que aprova
a Norma para a Certificação e Homologação de Baterias de Lítio e Carregadores Utilizados
em Telefones Celulares. “Antes só eram testadas as funcionalidades do celular, a bateria
não. Agora serão testadas as baterias e seu funcionamento sob condições adversas”, disse o
Superintendente de Radiofreqüência e Fiscalização da Anatel, Edílson Ribeiro dos Santos.

“CELULAR PODE CAUSAR CÂNCER NAS GLÂNDULAS SALIVARES”
[Yahoo! Notícias: 07 de Dezembro de 2.007. Sexta-Feira]

Jerusalém (AFP) – As emissões de radiofreqüências e microondas dos telefones
celulares aumentam o risco de câncer nas glândulas salivares, afirma um estudo realizado
por pesquisadores israelenses.

Os riscos de desenvolver um tumor maligno em tais glândulas são quase 50% maiores
quando há uso freqüente de telefones celulares (22 horas por mês), segundo este estudo
publicado no American Journal of Epidemiology em dezembro.
O risco é ainda mais elevado se os usuários sempre usarem o mesmo ouvido, se não
possuírem um fone ou se estiverem em áreas rurais.
“Os resultados sugerem que existe uma relação de causa e efeito entre os telefones
celulares e o desenvolvimento de tumores em glândulas parótidas”, concluem os
pesquisadores.
Em um grupo de 460 doentes estudados, 58 desenvolveram tumores cancerígenos e 402
tumores benignos de glândulas parótidas.
A pesquisa dirigida pelo médico Sigal Sadetzki do centro médico Tel Hashomer de
Tel Aviv foi financiada pela Associação Internacional contra o câncer em um projeto da
Organização Mundial da Saúde (OMS).

DIGITAÇÃO INTENSA EM CELULARES CAUSA LESÕES

[Jornal O Estado de São Paulo: 17 de Dezembro de 2.007, Segunda-Feira. Página A-14]

Estados Unidos – Médicos estadunidenses apontam um crescimento “dramático” no
número de pessoas que procuram os seus consultórios com dores persistentes na nuca e
também o dedo polegar. O diagnóstico: fadiga muscular provocada pelo esforço contínuo
no exercício da escrita de mensagens eletrônicas a partir de telefones celulares, ou pelo
uso intenso de aparelhos de MP3, como o iPod. O alerta é da Associação Estadunidense de
Fisioterapia. (EFE)

MUSEUS E BIBLIOTECAS DE PARIS SUSPENDEM USO DE WI-FI
DETERMINAÇÃO ATENDE AO PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO; FUNCIONÁRIOS
SE QUEIXAM DE RISCO À SAÚDE.

[Jornal O Estado de São Paulo: 20 de Janeiro de 2.008, Domingo. Página A-31]

(Andrei Netto – Especial para o Estado – Paris)

O uso de hotspos de internet sem fio (Wi-Fi) em museus e bibliotecas da capital francesa
está suspenso até o mês de fevereiro. A moratória decretada pelo Conselho de Paris visa
a esclarecer a origem de distúrbios de saúde declarados por funcionários das instituições,
supostamente vinculados às emissões de radiofreqüência das estações de base.
A decisão reabre a controvérsia em torno dos riscos -ainda não comprovados, nem
descartados- à saúde gerados pela exposição excessiva às ondas de internet, telefonia
celular e microondas, entre outras.
Desde junho, 60 bibliotecas e museus mantidos pela prefeitura vinham sendo equipados
com estações de base, aparelhos que emitem as ondas captadas pelos microcomputadores.
Com o passar dos meses, funcionários de quatro bibliotecas pediram a intervenção da
Federal Sindical Unitária (FSU) junto à prefeitura.
A moratória foi decidida pela Direção de Assuntos Culturais de Paris, a pedido do
Comitê Higiene e Segurança, depois que mais de 40 funcionários públicos descreveram

problemas de saúde como dor de cabeça, mal-estar, vertigem e dor muscular. Os supostos
distúrbios chamaram a atenção por terem características semelhantes aos diagnosticados
por pessoas que se sentiam prejudicadas por antenas de retransmissão de sinais de telefonia
celular.
A causa foi encampada não apenas pelos sindicalistas mas também por ambientalistas e
organizações não-governamentais (ONGs) que já haviam militado contra o que consideram
“instalações indiscriminadas” de antenas de telefonia celular. “O grande problema é que a
questão segue em aberto. Não temos certeza sobre a existência ou não de riscos à saúde. O
que há é um “risco potencial” que precisa ser analisado. Daí a necessidade de moratória,
afira Stéphen Kerckhive, da ONG Agir pelo Ambiente.
Outra ONG, a Priartem (na sigla em francês, para Regulamentação das Implantações de
Atenas de Telefonia Celular) se vale de estudos em laboratório para embasar o temor. De
acordo com Janine le Calvez, presidente da associação, com sede em Lion, há pesquisas
acadêmicas que indicam o efeito genotóxico -ALTERAÇÕES GENÉTICAS NOCIVAS-
provocado pelas ondas de radiofreqüência de 2.450 MHz, as utilizadas pelas redes sem
fio de internet. “Esses resultados epidemiológicos sobre a telefonia móvel e mostram um
AUMENTO no risco de tumores”, diz.

INDICAÇÕES.
Encerrado há dois anos, o relatório Reflex, estudo supervisionado pela Comissão
Européia,baseou-se em quatro anos de experiências realizadas por 12 grupos de pesquisa
em sete países , ao custo de 3 milhões de euros (cerca de R$ 8 milhões). Segundo o
relatório, ondas eletromagnéticas podem, em tese, quebrar o DNA de células humanas
expostas de forma sistemática e por longos períodos (18 horas) a raios de baixa freqüência,
gerando alterações. A pesquisa, porém, não é conclusiva e ressalta que ainda não é possível
afirmar que haja danos à saúde humana.
Outro estudo epidemiológico internacional, o Interphone, também estimula a discussão
na Europa. Ainda em curso em 13 países, o levantamento -específico sobre telefonia
celular- indica que a exposição excessiva à radiofreqüência pode dobrar o “risco relativo”
de TUMORES CEREBRAIS, como gliomas, meningiomas e neurinomas, entre outros.
Em Paris, o tom das discussões é ainda mais acalorado porque a cidade tornou-se
a metrópole mais conectada por redes Wi-Fi da Europa. Bertrand Delanoë, prefeito
de Paris, vem implantando um projeto de “cidade digital”, o Paris Wi-Fi, que consiste
na implantação de hotspots (pontos de internet sem fio de livre uso), uma forma de
democratizar o acesso à rede mundial.
No final de 2.007, 260 pontos da cidade, como parques, monumentos, prefeituras
distritais, museus, bibliotecas e centros associativos - entre os quais o Campo de Marte,
onde se situa a Torre Eiffel, e o Hotel de Ville, a sede do Executivo municipal - já
contavam com 400 estações de base Wi-Fi.
Diante da incerteza, s cientistas apelam ao uso comedido de telefones portáteis. Quanto
às redes sem fio de internet, a medida preventiva é o uso a uma distância mínima de 50
centímetros da estação de base.

Observação:
Todo mundo sabia que o cigarro causava cânceres, mas a ciência ainda não tinha
desenvolvido equipamentos e análise química moderna o suficiente para provar tal fato. Os
cientistas ligados aos interesses das indústrias do cigarro, “provavam” cientificamente que

o cigarro não causava cânceres. Isso perdurou até que a indústria de seguros de vida nos
Estados Unidos, quase foi à falência, obrigando a própria indústria de cigarros a contar a
verdade. Nessa época, houve coincidência de equipamentos científicos mais modernos e o
mesmo para as análises químicas.
Até isso acontecer, centenas de milhões de pessoas desavisadas ou ignorantes, morreram
antes da hora, por causa do cigarro.
A MESMA COISA está ocorrendo com a indústria da telefonia celular que é,
infinitamente para poderosa do que a indústria de cigarros de antigamente.
Assim, quando os estudos científicos chegam perto de PROVAR que telefones celulares
causam cânceres generalizados, o mesmo ocorrendo com suas antenas, acontece o que
ocorreu com o estudo Reflex: ele NÃO FOI terminado. Cortaram a verba antes das últimas
conclusões.
O estudo INTERPHONE, que está em curso, já era para ter terminado e a indústria da
telefonia celular, está fazendo com que governos “enrolem” com o mesmo.
Cabe, portanto, a pessoa CULTA e não ignorante, fazer a opção de não utilizar telefonia
celular, do mesmo modo que, a pessoa culta de 50 anos atrás não consumia cigarros,
enquanto o debate político e mentiroso continuava.

ESPECIALISTA ALERTA SOBRE RISCO DE USO DE CELULAR

[Uol Notícias – BBC Brasil – 24 de Julho de 2.008, quinta-feira]

O diretor de um dos principais centros de pesquisa sobre o câncer dos Estados Unidos
emitiu um alerta aos seus funcionários sobre os riscos do uso de telefones celulares.
O comunicado foi elaborado por Ronald Herberman, diretor do Instituto de Câncer da
Universidade de Pittsburgh.
Herberman afirmou que, apesar de nenhum estudo acadêmico confirmar a relação entre
o uso de celulares e o risco de tumores no cérebro, os usuários não devem esperar uma
pesquisa conclusiva para começar a tomar certas precauções.
“Dada a falta de provas definitivas sobre os efeitos cancerígenos da radiação magnética
emitida pelos celulares, não podemos falar em medidas preventivas, mas em simples
medidas de precaução”, diz o alerta.
Além do alerta, Herberman emitiu ainda um comunicado, assinado por 20 especialistas
internacionais com algumas precauções sobre o uso dos telefones celulares.
Entre as ações aconselhadas pelos especialistas está a de permitir o uso de celulares por
crianças apenas em casos de emergência, tentar manter o aparelho longe do corpo enquanto
guardado e usar o viva-voz sempre que possível.
Herberman, alerta ainda para que as pessoas usem o celular apenas para conversas
rápidas, já que os efeitos biológicos estariam “diretamente relacionados ao tempo de
exposição”.
ESTUDOS:
O diretor afirma que decidiu emitir o alerta com base em informações ainda não
publicadas sobre os efeitos do uso dos aparelhos celulares.
As informações preliminares seriam do estudo internacional Interphone, que envolve 13
países.

“Apesar das provas ainda causarem controvérsia, estou convencido de que há
informações suficientes para emitir um alerta para que tomemos precauções sobre o uso do
telefone celular”, disse Herberman.
No passado, um estudo realizado durante seis anos afirmou que o uso dos celulares não
causava nenhum efeito, a curto prazo, no cérebro ou no funcionamento das células.
No entanto, o Programa Britânico de Pesquisa em Telecomunicações Móvel e Saúde,
afirmou que havia um indício de um risco maior a longo prazo e que sua pesquisa iria
avaliar os efeitos durante um período de 10 anos.
Segundo o diretor do Programa, Lawrie Challis, “não podemos eliminar a possibilidade,,
neste momento, de que o câncer pode aparecer em alguns anos”.
Um outro estudo realizado no Reino Unido em 2.005 sugeriu que o uso dos celulares
por crianças deveria ser limitado como precaução. Além disso, a pesquisa aconselhava que
menores de oito anos de idade não deveriam usar os aparelhos.
Os telefones celulares emitem radiações eletromagnéticas que podem penetrar o cérebro
humano e a precaução de alguns ativistas é a de que isso poderia causar sérios danos à
saúde.
Uma análise realizada neste ano pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos,
observou milhares de pacientes com tumor no cérebro e não identificou nenhum aumento
no risco como resultado do uso dos aparelhos celulares.
No entanto, o estudo afirmou que os efeitos do uso a longo prazo ainda aguardam a
confirmação de pesquisas futuras.
Estudos recentes na França e Dinamarca também não identificaram aumento no risco de
câncer pelo uso dos aparelhos.
Entretanto, uma pesquisa feita com 500 israelenses neste ano aponta que o uso dos
celulares pode estar vinculado a um aumento no risco de desenvolver câncer nas glândulas
salivares.

USO DE CELULAR PODE PROVOCAR ALERGIAS, AFIRMA ASSOCIAÇÃO

[Correio Popular: 20 de Outubro de 2.008, segunda-feira. Página E-2]

O uso excessivo de telefone celular pode provocar alergias nas bochechas e orelhas.
Batizada de dermatite do telefone celular, a reação alérgica provoca coceiras e deixa a
pele avermelhada. Afeta pessoas que desenvolvem uma sensibilidade ao níquel – elemento
que é utilizado na superfície de telefones celulares – depois de passarem muito tempo em
contato com o aparelho. Segundo comunicado da Associação Britânica de Dermatologia,
divulgando semana passada, quem passa muito tempo digitando mensagens de textos pode
desenvolver a alergia até na ponta dos dedos, embora bochechas e orelhas sejam mais
comuns. A associação recomenda que médicos fiquem atentos aos sintomas e considerem
o uso excessivo de celulares como uma das causas possíveis da alergia, já que estudos
demonstram que o níquel é uma das causas mais comuns de dermatites alérgicas. O
material é encontrado em diversos modelos de aparelhos de celular.

RAPAZ MORRE APÓS CHOQUE EM CELULAR
JOVEM FOI ATENDER CHAMADA COM APARELHO LIGADO À TOMADA
ELÉTRICA PARA CARREGAR

[Correio Popular: 27 de Dezembro de 2.008, Sábado. Página B-3]

(De Goiânia)

Eric Henrique de Oliveira Rodrigues, de 18 amos, morreu no dia de Natal ao ser
atingido por uma descarga elétrica em Bonfinópolis, a 35 quilômetros de Goiânia (GO). No
momento do acidente, por volta das 21:30 horas, chovia muito e o rapaz decidiu atender o
telefone celular. O aparelho estava conectado à tomada elétrica para ser recarregado e Eric
foi fulminado pela descarga.
“Para nós está sendo o Natal da tragédia”, desabafou Luzia Rodrigues, mãe do rapaz.
Antonio Rodrigues, pai do rapaz, contou que os amigos e parentes estavam reunidos
juntamente com Eric, a mulher dele e a filha numa chácara da família. Todos participaram
da ceia de Natal e conversavam animadamente. O celular tocou e, apesar do ruído das
chuvas e das vozes, Eric decidiu atender à chamada. Após a descarga, o rapaz, ainda com
vida, foi levado às pressas para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). No trajeto,
o choque elétrico provocou uma parada cardiorrespiratória. “Quando chegou já estava
morto”, disse Luzia.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros de Anápolis, que foi acionado
pela família, a descarga elétrica arremessou o corpo do rapaz a uma distância superior a
dois metros. Exames do Instituto de Medicina Legal (IML), indicaram, ainda, marcas de
queimaduras pelo corpo de Eric.
De acordo com o capitão Monteiro, da Defesa Civil de Goiás, “não são raros os casos”
como o de Eric.
(Da Agência Estado).

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