Posted by : Suscitando a Historia sexta-feira, 22 de março de 2013


“GRANDE SABOTAGEM CONTRA O BRASIL”
ALCÂNTARA: GOVERNO OCULTA ATO TERRORISTA DOS USA

{Jornal “A Nova Democracia”: Ano 2 – Nº 13 – Setembro de 2.003}

A MAIOR DE TODAS AS SABOTAGENS
[J. W. Bautista Vidal: físico, engenheiro, pesquisador, autor premiado de diversos livros em
que defende o uso da biomassa. Foi o principal responsável do Pró-Álcool, é consultor de
várias instituições civis internacionais que se dedicam aos estudos estratégicos dos avanços
técnico-científicos em benefício dos povos. O cientista é também presidente do Instituto do
Sol]

Viveu o Brasil no dia 22 de Agosto último -sempre em Agosto- uma de suas grandes
tragédias com a misteriosa explosão - cheirando a sabotagem - do Veículo Lançador de
Satélites (VLS-1), na base de Alcântara, Maranhão, a melhor localizada em todo o mundo,
chegando a economizar 30% da energia necessária aos lançamentos.
O Senado da República, por proposta do senado Helio Costa, deve avaliar o que
estavam fazendo na baia de São Marcos, no dia da tragédia, inúmeros barcos estrangeiros.
A imprensa, porém, insiste em enfatizar campanha que tende a transformar as vítimas
em culpados e, assim, desvia da análise as verdadeiras razões da tragédia. O Centro
de Lançamento de Alcântara recebeu em 1.995 recursos de cerca de R$ 10 milhões, e
apenas R$ 1 milhão em 2.002, quando os gastos da infra-estrutura já instalada são de
aproximadamente R$ 9 milhões.
Na realidade, as atividades desenvolvidas em Alcântara começaram há mais de
meio século em São José dos Campos, no Centro Técnico Aeroespacial (CTA), um
dos nossos melhores centros tecnológicos industriais.Essas atividades deram ao Brasil
importantes resultados entre os quais: A-) Criação de uma das principais indústrias de
aviões do mundo, a Embraer; B-) O outrora mais importante programa aeroespacial do
Terceiro Mundo, cujo último grande resultado seria o VLS-1, que explodiu quando era
preparado para seu lançamento dois dias depois. A Índia já investe no programa espacial
este ano três vezes mais do que o Brasil; C-) A decisiva contribuição na área de motores,
que permitiu o surgimento do Pró-Álcool, ademais de milhares de contribuições de
inovações tecnológicas transferidas para indústrias nacionais nos setores de materiais,
metalurgia, eletrônica, química e tantas outras áreas estratégicas em projetos industriais e
de engenharia nos setores bélicos, aeronáutico, de energia, fissão nuclear, petróleo, naval,
telecomunicações, armamentos, entre outros.
São milhares as contribuições em componentes industriais, materiais de densidade
tecnológica e inúmeras indústrias de alta sofisticação, possíveis somente em país com
avançado parque industrial puxado por empreendimentos industriais detentores de
adequado acervo tecnológico desenvolvido em centros de pesquisas de padrão internacional
– como é o caso do Centro Técnico Aeroespacial do Ministério da Aeronáutica.
Se afastadas as hipóteses de atentado ou sabotagem industrial, em processo de
averiguação, a possível falha que resultou na tragédia poderia ser debitada a um desses
milhares de estratégicos elementos que provêm de inúmeros fornecedores de máquinas,
equipamentos, materiais e componentes normalmente submetidos a rigoroso controle de
qualidade na indústria de origem e no seu destino.

Sob este ponto de vista, os melhores julgadores das causas da tragédia seriam os mortos,
em sua quase totalidade constituída por engenheiros e cientistas com mais de vinte anos de
experiência nessas complexas atividades, ou seus companheiros de trabalho e superiores
que não se encontravam no local no momento da explosão.
Nas circunstâncias, o imenso poder de destruição – 40 toneladas de combustível
sólido -, submeteu as estruturas e os corpos das vítimas a elevadíssimas temperaturas,
ficando muito difícil, mesmo para um experimentado especialista, identificar a causa
primeira da tragédia nos escombros resultantes da violenta explosão. Assim, pensar em
comissão “independente” é o mesmo que desejar a fraude da independência do Banco
Central ao desvincula-lo do Estado brasileiro. Essa suposta independência tende a desviar
a identificação das verdadeiras causas de tão complexa situação, mas fortalece a perversa
tese de que os mortos são os culpados, repetindo a tática usada no caso do afundamento da
plataforma marítima da Petrobrás e os outros casos, em que culpados transformaram-se em
julgadores.
Estamos vivendo hoje a desoladora situação de nação que caminha para a ruína e
que vê seus principais ativos, construídos nos últimos setenta anos, serem destruídos ou
transferidos para o controle internacional conjuntamente com os patrimônios naturais
estratégicos.
O Brasil chegou neste ano de 2.003 à mais baixa taxa de investimentos de todos os
tempos, quando dispõe de recursos naturais excepcionais e competência tecnológica para
voltar a crescer na média de 8,8% ao ano, como ocorreu no período 1.970/80. Ou, na pior
das hipóteses, pode repetir a média histórica de todo o século passado quando cresceu 4,5%
ao ano procurando a industrialização. Chegou assim a ser a 8ª economia.
De 1.981 para cá, porém, devido à absurda política de dependência externa, encruou
em 2,2% na chamada década perdida e no triênio 2.001/3 deve ficar em torno de 1% ao
ano. Já caminhamos em plena recessão. Ou seja, despencou em apenas duas décadas
da segunda para a 93º posição do ranking mundial. Um retrocesso monumental, fruto
principalmente do criminoso governo de Cardoso, servil à perversa política do Fundo
Monetário Internacional (FMI), que considera investimentos do Estado – como o essencial
aumento de geração elétrica pelas empresas de economia mista, a prospecção e exploração
de poços de petróleo pela Petrobrás e a manutenção do programa espacial do Ministério da
Aeronáutica – como déficit em vez de investimentos cruciais. Esta lamentável e criminosa
política, apesar da sua rejeição pela população na última eleição presidencial, está tendo
continuidade no governo Luís Inácio.
A inapetência de ruptura com a estúpida anorexia monetária que se reflete em tirania de
dinheiro falso de origem externa, leva o Brasil para uma situação em que são sintomáticas
as tragédias como as de Alcântara e da plataforma marítima da Petrobrás. Mais que
tragédias localizadas, elas balizam a tragédia histórica de um povo potencialmente rico,
cujos dirigentes adotam postura servil ante as metrópoles coloniais, levando a nação a
perder a postura de conjunto e perdendo a essencial unidade necessária à defesa ante a
devastação causada pelo usurpador externo.
Vivemos, assim, um processo de decadência e de brutal destruição da estrutura
industrial de capital nacional, cujas conseqüências lógicas são as tragédias como essas.
Hoje, há uma estrutura produtiva esmagada do lado do capital nacional – o único que
tem motivação pelo desenvolvimento tecnológico – e internacionalizada nos ativos e
patrimônios estratégicos pela ação de governos que se submetem ao controle externo, com
grave perda de autonomia e poder de competição. Por isso, os bens e serviços perdem as

qualidades essenciais par alimentar programas de elevadíssimo nível tecnológico, como
ocorre no setor aeroespacial. Ele é fruto de dirigentes desfibrados e despreparados, que
preferem o que o professor Cerqueira Leite chama de servilismo voluntário às forças
externas que comandam de modo absoluto a tirania vídeo-financeira que domina o país.
Esse evidente processo de decadência e afundamento foi fruto de políticas antinacionais,
ditas neoliberais, como a que resultou do Consenso de Washington, desde 1.979 e, muito
especialmente, nos oito anos do governo de Cardoso. Nesse período, de modo crescente,
foi-se reduzindo a soberania nacional por meio do esvaziamento do lado nacional, pelo
fechamento e internacionalização de indústrias, quando o país alcançava altos níveis
tecnológicos em vários setores industriais, como o aeroespacial, de grande destaque
mundial, graças à autonomia tecnológica que o Brasil foi conquistando, apesar das nefastas
influências do modelo dependente que domina o país há 50 anos.
De fato, na área aeroespacial o Brasil ocupava o primeiro lugar entre os países do
chamado Terceiro Mundo, incluindo-se em um pequeno clube de países que desenvolviam
atividades nesse setor. No modelo do Brasil-colônia implantado desde 1.979, isso não podia
continuar. Por isso, foi praticamente destruída toda a estrutura tecnológica anterior no país,
simultaneamente ao esmagamento das empresas de capital nacional, públicas e privadas.
A trajetória do CTA na área aeroespacial é longa e vitoriosa, além dos grandes avanços
na área industrial de aviões, como o Bandeirante – com mais de 500 unidades vendidas em
todo o mundo, especialmente nos EUA -, o turbo hélice Brasília, de 30 lugares, e as novas
versões atuais do jato ERJ-145, de 50 lugares, os ERJ-170 e 190, com 70 e 90 lugares,
respectivamente. Na área de aviões militares, tivemos o desenvolvimento e a fabricação
conjunta com a indústria aeronáutica italiana do sofisticado AM-X.
Em 1.965 iniciou-se no CTA o desenvolvimento do primeiro foguete de sondagem
meteorológica, o Sonda 1. Inúmeras tecnologias foram desenvolvidas e transferidas para a
indústria, o que significou uma economia de divisas superior a US$ 1 milhão por mês. Mais
de 225 foguetes Sonda 1 foram lançados a partir da base de Barreira do Inferno, em Natal.
Logo vieram o Sonda II, em 1.966, e o Sonda III, com dois estágios, em 1.969, utilizados
em pesquisas atmosféricas e ionosféricas. Ambos necessitaram de desenvolvimentos
tecnológicos de laminados de aço de alta resistência que passaram a ser produzidos na
Acesita. Foram eliminadas as dependências externas a produção de envelopes de motores
e minoradas as dificuldades de atendimento de materiais metálicos de alta resistência, em
especial nos setores de caldeiraria e ferramental. Foram lançados 61 Sondas II e 29 Sondas
III das bases de Barreira do Inferno e Alcântara.
Um passo avançado foi dado em 1.974 com a pesquisa e o desenvolvimento do foguete
Sonda IV, oito toneladas, que exigiu a utilização de ligas metálicas de ultra-alta-resistência.
O CTA desenvolveu, junto à indústria nacional moderna, a liga de aço conhecida como
300M, de altíssima resistência, por meio da técnica especial de fusão (eletro-slag). Houve
transferência de sofisticadas tecnologias para a Eletrometal, Usiminas e Acesita, todas de
capital nacional. Todas elas foram “internacionalizadas” na “bacia das almas”, bem como a
Embraer.
Empresas nacionais privadas foram capacitadas na produção de matérias primas para
peças de alto grau de confiabilidade e durabilidade. Assim, foi instalado pelo CTA na
Eletrometal, o maior forno do Hemisfério Sul para tratamento térmico de metais. Este
trabalho foi motivo de bloqueio pelo governo norte-americano na década de 90, gerando
sério incidente diplomático.

As atividades espaciais e aeronáuticas vinham permitindo significativos avanços
tecnológicos na indústria brasileira em várias áreas do conhecimento, como materiais,
eletrônica, química, beneficiando-se a economia nacional do gigantesco esforço de
nacionalização que permitiu ao Brasil penetrar no reduzido número de países que atuam na
indústria aeroespacial, hoje um mercado de cerca de US$ 200 bilhões.
Assim, a fabricação de foguetes e o Veículo Lançador de Satélites também envolve
a fabricação de propelentes, isolantes térmicos elásticos resistentes a altas temperaturas,
desenvolvimento de estrutura ultra-leves e resistentes, técnicas de controle por infra-
vermelho e laser, sofisticados instrumentos de controle, dispositivos de recuperação de
cargas úteis suborbitais, estruturas compostas de fios não metálicos, turbinados resistentes
a altas pressões, ligas especiais de titânio, materiais cerâmicos e carbonosos. Além disso, o
desenvolvimento de fios de alta tenacidade, produção de cordas e fitas de alta resistência e
centenas de outros itens de avançada tecnologia.
Os materiais compostos, visando a obtenção de estruturas de foguetes de fibras e resinas
especiais, contribuíram de modo decisivo para o desenvolvimento de partes dos aviões da
Embraer. Esta foi por algum tempo a única fornecedora para a Boeing-Douglas dos “flaps”
feito com material composto das enormes asas do avião MD-11.
Os benefícios para a indústria nacional foram imensos e os retornos financeiros foram
dezenas de vezes maiores do que já despendido nos projetos espaciais. Isso permitiu ao
Brasil promover a fabricação e exportação de aeronaves de alta tecnologia gerando bilhões
de dólares no mercado externo e mais de dez mil postos de trabalho de elevadíssima
sofisticação tecnológica. Permitiu também o desenvolvimento e a fabricação de aeronaves,
armamentos e equipamentos de elevado conteúdo tecnológico para o re-equipamento das
Forças Armadas, hoje em processo acelerado de sucateamento.
Grande parte das centenas de indústrias que surgiram, detentoras de avançadas
tecnologias desenvolvidas no país em torno do programa aeroespacial e de aviões, foi
fechada e as mais estratégicas foram “internacionalizadas”. O desemprego foi imenso e
as equipes técnicas não se renovaram. Nos últimos 15 anos, apenas um engenheiro de
aeronaves conseguiu emprego, o que demonstra a decadência provocada pelas políticas
financeiras impostas ao país pelo FMI – e suportada de modo vergonhoso por dirigentes
políticos que ocuparam os últimos 20 anos os postos de comando político interno.
Com os gigantescos juros impostos pelas dívidas brasileiras e mais um superávit fiscal
que já alcança 5,5% do PIB, não sobra dinheiro para nada. O país vive em plena recessão
e caminha para a ruína, porque teve grande parte de sua estrutura produtiva destruída por
políticas monetaristas criminosas.
Todos os programas, por mais importantes que sejam, sofrem reduções drásticas nas
suas previsões orçamentárias. No ano de 2.002, o programa do VLS-1 recebeu apenas 10%
do previsto no orçamento. Dirigentes tiveram que dispensar seus trabalhadores três vezes
pro semana, reduzindo o trabalho a meio expediente por falta de dinheiro para fornecer o
almoço. Simplesmente irresponsável o que as delinqüentes autoridades financeiras estão
fazendo com o país. Isto compromete de modo irremediável os demais dirigentes que
toleram tanto arbítrio sem nada fazerem, acovardados ante a prepotência financeira.
Não é o projeto VLS-1 que está sendo sabotado, é a sobrevivência do Brasil que está
comprometida com a nefanda política da tirania financeira do dinheiro externo falso
transformada em verdade absoluta. Estamos vivendo a grande sabotagem que leva à
destruição de todo o país.
*

TERRORISMO IANQUE EM ALCÂNTARA
[Ronaldo Schlichting: é administrador de empresas]

Em Julho de 2.000, sugeri pela Internet – e foi publicado pelo jornal eletrônico da
Sociedade Brasileira para o progresso da Ciência (SBPC) – UMA Comissão Parlamentar
de Inquérito (CPI) para investigar e relatar as sabotagens diretas e indiretas que vinha
e vem enfrentando o Programa Espacial Brasileiro, com o claro propósito de sepulta-lo
definitivamente, para facilitar e justificar a entrega da base aeroespacial de Alcântara –
Maranhão ao controle internacional.
A sabotagem direta, praticada pelo Pentágono e seus soldados “brasileiros” da coluna do
general Mola, hoje não passa de um “Segredo de Polichinelo”.
Mera coincidência, o embaixador do Brasil nos EUA, grande articulador e um dos
ferrenhos defensores do “Acordo Sardenberg-USA”, no dia 11 de Setembro de 2.001 tinha
um almoço agendado no Pentágono. Só não compareceu ao encontro porque um “avião”
havia explodido por lá pela manhã (Fonte: Folha de São Paulo).
Porém, a sabotagem indireta é o ataque silencioso e perverso que o Brasil e o seu
Programa Espacial vêm sofrendo, sem tréguas, nos últimos 20 anos.
Esse é o pior tipo de agressão que uma nação pode sofrer, porque se trata da agressão
generalizada e institucionalizada através da lei orçamentária, de medidas provisórias, de
portarias ministeriais, de emendas à Constituição, de tratados e “acordos” internacionais
espúrios, etc..
A princípio, não existem forças armadas no mundo que possam defender seus territórios
contra este tipo de ataque, porque ele vem de dentro, através da quinta coluna cooptada
pelo agressor nas fileiras do próprio Estado.

Prova disso:
Aeromóvel: pérola da genuína tecnologia brasileira para o transporte coletivo urbano
elevado, movido a ar e desenvolvido no Rio Grande do Sul pela Coester S.A. na década
de 80 – destruído. Seu inventor foi o técnico em aeronáutica Oscar Coester. Uma primeira
linha piloto foi instalada em Porto Alegre, onde demonstrou durante anos todas as suas
potencialidades. O Ministro tarso Genro, então prefeito, garantiu em entrevista à TV
Globo, que em função das suas excepcionais características, iria concluir o primeiro trecho
operacional do sistema. Não concluiu. Com a palavra o Ministro.

Tanque de combate Osório – destruído. Tanque pesando 41 toneladas, desenvolvido
na década de 80 pela Engesa S.A. para suprir o Exército Brasileiro e o da Arábia Saudita
através de uma concorrência internacional. Disputou com o “Abraham” americano, o
tanque francês e o inglês. Venceu a todos. Chegou a ponto de ir desencalhar um “Abraham”
no deserto saudita. Ganhou, mas não levou. O governo americano impôs que a Arábia
Saudita comprasse o seu tanque. O governo brasileiro fingiu ignorar o caso.

Engesa S.A. – destruída. Como a Engesa tinha apostado todas as suas fichas no
desenvolvimento do Osório, cuja venda para a Arábia era tida como certa, contraiu uma
dívida de US$ 53 milhões. Os sauditas “puxaram o tapete” e Fernando Collor deu a “cama
de gato”, não encomendando nenhuma unidade para as nossas Forças Armadas. Assim,
a Engesa desapareceu. Recentemente, os dois últimos exemplares, que faziam parte da
massa falida da Engesa, depois de uma campanha cívica, foram incorporados ao Exército

Bomba atômica – desintegrada. Fernando Collor, logo que assumiu o governo, foi
com José Goldenberg, até a área militar de Cachimbo onde, em frente às câmeras de TV,
mandou cimentar os poços com 600 metros de profundidade, que serviriam de local de teste
para os primeiros artefatos nucleares brasileiros.

Submarino nuclear – em fase final de destruição. Projeto da marinha do Brasil, muito
maior, sofisticado e importante que o do VLS. Parado totalmente por corte de verbas. A
tecnologia do ciclo completo para a produção de urânio 235 enriquecido foi dominada. A
metalurgia para o reator também, que já está em fase final de construção. US$ 1 bilhão já
foram investidos no projeto – menos do que o Cacciola levou de uma só vez para a Itália
com o auxílio do Banco Central. Previsão oficial para a conclusão do submarino: 2.017.

Embraer/Militar – semidestruída. O governo norte-americano está subsidiando a
construção da nova fábrica da Embraer, em Jacksonville, Flórida.

Veículo Lançador de Satélite da Força Aérea Brasileira (VLS) – Sob intenso ataque e
agora com 21 brasileiros mortos. Não fornecem dados.

Petrobrás – Sob intenso ataque.

Telecomunicação – Totalmente nas mãos do agressor.

Energia elétrica – Ainda sobram Itaipu, Copel e Furnas, mas sob ataque.

Produção de nitrocelulose – Destruída. Se o Brasil entrar em guerra com a França (de
onde compra a pólvora), não vai dispor desse material para lutar.

Sistema de Saúde – Em ruínas, com milhares de mortos.

Sistema Educacional – Em ruínas, com milhões de analfabetos e pseudo-alfabetizados.

Embrapa – Em ruínas.

Forças Armadas – Em ruínas.

Fontes de água potável – Sob ataque constante.

Nióbio - Saqueado e contrabandeado diuturnamente.

Face ao covarde e criminoso ataque terrorista perpetrado contra o Brasil às suas Forças
Armadas e a 21 cidadãos civis no dia 22 de Agosto de 2.003 na base aeroespacial de
Alcântara, urge a instalação de uma comissão de investigação séria, patriótica e com seus
constituintes escolhidos a dedo – excluindo dela os já conhecidos “internacionalistas” que
fazem parte da “escola do sr. Ronaldo Sardenberg” – para que, ao menos desta vez, em
nome das vítimas, a verdade prevaleça.

Para isso, o trabalho tem que ser iniciado pelo “ponto zero”, ou no mínimo o mais
próximo dele possível.
Assim, forneceremos aqui algumas pistas que deveriam ser investigadas, não só
por alguma comissão ou comissões que venham a ser estabelecidas, mas também pelo
Ministério Público Federal.

1.985 – O governo brasileiro pede a presença norte-americana em toda a Amazônia por
intermédio da Administração nacional de Aeronáutica e Espaço Aéreo dos EUA (Nasa),
através do LBA (The Large Scale Biosphere-Atmosphere Experiment in Amazônia),
inclusive com a instalação de uma estação transmissora e receptora em Alcântara.

1.986 – Correu a notícia de que em Fevereiro, um grupo armado invadiu as instalações
do CTA (Centro tecnológico de Aeronáutica), de onde subtraiu informações sobre o VLS.
Após este ato, ao ser surpreendido, o grupo fugiu trocando tiros com a segurança do Centro.

1.989 – O brigadeiro Paulo Roberto Camarinha declarou para a Folha de São Paulo: -
“Nem em 2.089 o satélite sai”.
Nesta época, já vinham à tona os primeiros nomes dos inimigos declarados da Missão
Completa Espacial Brasileira, que tramavam nos bastidores a contratação para lançamento
do primeiro satélite brasileiro, o SSR1, em um vôo experimental de um foguete norte-
americano, o Pegasus, da Orbiter, em detrimento do VLS, cujo desenvolvimento já estava
atrasado por falta de verbas e pelo boicote internacional ao programa.

1.991 – Por “pressão” do governo norte-americano, Fernando Collor rejeita excelente
oferta russa de transferência total de tecnologia espacial para o Brasil, através da Elebra, e
fecha negócio com a Orbiter americana, desviando assim US$ 18 milhões do programa para
o desenvolvimento do VLS (fonte: revista Veja e Folha de São Paulo).

1.993 – Lançado o primeiro satélite brasileiro por um foguete Pegasus norte-americano.

1.994 – O governo dos Estados Unidos da América confisca os primeiros vasos dos
motores do VLS que tinham sido enviados para lá, a fim de se submeterem a um tratamento
térmico em uma siderúrgica ianque. Neste caso o “tiro saiu pela culatra” porque, em função
da arbitrariedade do Tio Sam, o CTA descobriu que a Villares S.A. poderia fazer aqui o
mesmo serviço e assim é feito até hoje (esta informação foi confirmada por Gylvan Meira
Filho, o primeiro Presidente da Agência Espacial Brasileira –AEB-, por e-mail.
Durante os primeiros testes dos motores S-43 do VLS em São José dos Campos houve
uma explosão, investigada pelo Serviço de Inteligência da Aeronáutica, foi classificada
como sabotagem (fonte: Internet).

1.995 – O governo de FHC submete o Brasil ao MTCR (Regime de Controle de
Tecnologia de Mísseis) por imposição de Washington.
Fernando Henrique Cardoso cria a Agência Espacial Brasileira por determinação de
Washington (fonte: Folha de São Paulo) e nomeia como seu presidente Gylvan Meira
Filho, homem com fortes ligações com a Nasa (fonte: Spacenews).
1.997 – Através da Agência Espacial Brasileira, o Brasil assina contrato com a Nasa
para participar da construção da Estação Espacial Internacional Americana, por intermédio

do qual a administração Cardoso desviou mais US$ 150 milhões do seu programa espacial
próprio.
O primeiro protótipo do Veículo Lançador de Satélites brasileiro foi lançado pela Força
Aérea da Base Aeroespacial de Alcântara, às 09:25 horas do dia 02 de Novembro de 1.997,
para colocar em órbita o satélite de sensoriamento remoto do INPE com (N) dias de atraso,
sem a presença do presidente da República, Cardoso, ou alguns de seus ministros.
O primeiro estágio, composto por quatro motores-foguetes S-43 da FAB, de
combustível sólido, acoplados simetricamente ao redor do motor do segundo estágio,
idêntico aos quatro primeiros, foi acionado com parcial sucesso, porque o motor-foguete D
inexplicavelmente não acendeu. Por isso, 29 segundos após decolar da mesa de lançamento,
e não suportando a crescente carga dinâmica provocada pelo grande ângulo de ataque se
auto-destruiu a uma altitude de 3.250 metros, a uma velocidade de (X) quilômetros por
hora, voando no rumo (X) e a uma distância de (X) quilômetros da rampa de lançamento. A
parte superior do veículo foi tele-destruída 65 segundos após a decolagem e caiu no mar a
uma distância de 1.920 metros da mesa de lançamento.
João Stainer, astrofísico e funcionário do CNPq (Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico), que foi o indicado pelo governo como
especialista oficial para descrever e dar detalhes sobre o lançamento para a TV Clora, que
transmitia ao vivo para todo o Brasil (quando na verdade deveria ter sido designado um
oficial da Aeronáutica, destacado no IAE ou CTA), já demonstrava cabalmente em suas
palavras quais eram as verdadeiras intenções de Cardoso para com o futuro da base de
Alcântara e do Programa Espacial Brasileiro ao dizer, sorrindo, minutos após a explosão
do VLS: “(...) o problema não foi com a Base, foi com o foguete. Foi com um motor do
primeiro estágio do foguete e não com a Base. E a base tem uma perspectiva muito grande
para se tornar uma Base, um Espaçoporto Internacional, onde muitos países poderiam se
beneficiar lançando os foguetes...”
O diretor-geral do DEPED (Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da
Aeronáutica), Tenente-Brigadeiro-do-Ar José Marconi de Almeida Santos, constituiu uma
Comissão de Investigação para, no prazo de trinta dias, realizar uma análise das causas do
acidente.
Conclusão> “Dos dados levantados e dos ensaios realizados com componentes similares
aos utilizados na rede pirotécnica de ignição do VLS1-PT01, pode-se afirmar que o
motivo do não acendimento do motor-foguete D foi a dupla falha na transmissão da ordem
pirotécnica, entre os detonadores e os reforçadores do Dispositivo mecânico de Segurança
(DMS)”.
Como podemos constatar, o documento em questão só demonstra o óbvio, sem
apresentar suas causas e os seus responsáveis. O relatório contempla muito pouco a atuação
e a responsabilidade do fator humano pela causa da “falha”.
Análise da Falha do DMS: “Os aspectos essenciais do DMS são o alinhamento e o
espaçamento induzidos nas duas interfaces pirotécnicas em seu interior. No rotor do DMS
se alojam duas cargas pirotécnicas denominadas reforçadores que, na posição ‘armado’,
devem ficar alinhados com os detonadores de um lado e com os Estopins Detonantes
Confinados (EDC) do outro. A verificação do alinhamento é feita por pessoal experiente e
conferida por inspetor também experiente” (Fonte: IAE/CTA).
Face a tantas contradições quem realmente pode nos garantir que o rotor do
DMS do motor D foi corretamente alinhado ou, se, até, na última hora, desalinhado
intencionalmente?

Outra informação intrigante é a de que o perfeito funcionamento do ejetor não garante o
acendimento do combustível do motor.

1.999 – A Gazeta Mercantil de Setembro e a Galileu de Outubro trazem graves
denúncias contra o governo Cardoso e seu ministro da C&T (Ciência e tecnologia), hoje
embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), Ronaldo Sardenberg,
por suas ações contra o Programa Espacial Brasileiro. O primeiro demonstra cabalmente os
artifícios usados para a demolição das equipes tecno-científicas do IAE/CTA e o segundo
afirma: “As potências do Primeiro Mundo boicotam, o governo desdenha e corta verbas,
mas eles não desistem. Esperamos que vençam pela teimosia”.
O segundo protótipo do VLS01 foi lançado pela Força Aérea Brasileira da Base
Aeroespacial de Alcântara sem a presença do presidente da República ou alguns de seus
ministros, às 16:39 horas do dia 11 de Dezembro de 1.999, para colocar em órbita o satélite
de aplicações científicas, SACI 2 do INPE, com (N) dias de atraso. O primeiro estágio,
composto por quatro motores-foguetes S-43 da FAB, de combustível sólido, acoplados
simetricamente ao redor do motor do segundo estágio, idêntico aos quatro primeiros, foi
acionado com sucesso e funcionou perfeitamente por 55,4 segundos, quando o motor
do segundo estágio foi aceso por ordem do computador de bordo. Porém, 5 décimos de
segundo após a sua ignição, explodiu a uma altitude de (X) mil metros, a uma velocidade
de (X) quilômetros por hora, voando no rumo (X), e a uma distância de (X) quilômetros da
rampa de lançamento.
A explosão de 7 toneladas de combustível sólido desacoplou intempestivamente o
conjunto formado pelo motor do terceiro estágio da baia de equipamentos, do quarto
estágio e da coisa com o satélite do resto do foguete. Entretanto, a forte explosão não
causou danos ao conjunto superior, que continuou voando sem propulsão e controle em
uma trajetória balística até aos 119 segundos, quando o computador de bordo comandou a
ignição do motor do terceiro estágio, a uma altitude de (Y) mil metros, a uma velocidade
de (Y) quilômetros por hora, voando no rumo (Y), numa atitude ligeiramente picada de (Y)
graus, e a uma distância de (Y) quilômetros da rampa de lançamento.
O terceiro estágio funcionou em condições normais pelo tempo previsto, seguindo uma
trajetória anômala, mas dentro de uma área que não infringia a segurança, até aos 189
segundos, conforme o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), e até aos 200 segundos,
de acordo com a Agência Espacial Brasileira, a uma altitude de (Z) mil metros, a uma
velocidade de (Z) quilômetros por hora, voando no rumo (Z), numa atitude de (Z) graus, e a
uma distância de (Z) quilômetros da rampa de lançamento.
A equipe de segurança de vôo comandou a teledestruição do quarto estágio ao notar que
a trajetória seguida pelo conjunto estava se deslocando para fora da área de segurança. O
ponto de impacto dos destroços do satélite, assim como os restos do conjunto, se deram a
(H) quilômetros da rampa de lançamento no Oceano Atlântico, a (H) graus de latitude, e a
(H) graus de longitude, (H) segundos após o lançamento. São 19 incógnitas que o governo,
através da AEB, se recusa a responder.
Após a explosão do segundo VLS em 11 de Dezembro de 1.999, que colocaria em
órbita o satélite SACI 2, passei a acompanhar pela Internet e pela imprensa os seus
desdobramentos. A partir daí, percebi que as notícias divulgadas eram contraditórias
com os fatos e com as declarações dos responsáveis pelo lançamento. Por isso, passei a
investigar o assunto, questionando os diversos órgãos envolvidos, até que recebi um e-
mail de um integrante de um dos órgãos envolvidos na questão que diz: “(...) infelizmente,

não posso divulgar outras informações além das que estão disponíveis na Internet, as quais
foram cuidadosamente elaboradas e abalizadas antes de serem postas no ar. (...) se nós
expormos as verdadeiras razões acabamos por ir frontalmente contra o governo (...)”.
Em princípio, quais eram essas contradições? No dia do lançamento, o Brigadeiro Tiago
da Silva Ribeiro, então diretor do CTA, disse para todos os canais de TV que cobriam o
evento: -“O VLS foi teledestruído aos 3 minutos e 20 segundos de vôo porque o motor do
segundo estágio não acendeu”. A AEB, pela Internet (www.agespacial.gov.br) confirmou
essa informação. Em seguida, a própria AEB, ainda mantendo a primeira versão do fato,
divulgava que o segundo estágio do VLS explodiu aos 56 segundos de vôo, mas o foguete
continuou voando normalmente até ser teledestruído aos 200 segundos.
Sete toneladas de combustível sólido explodem e o foguete continua voando
normalmente? Como? As imagens apresentadas na época pela TV como a da teledestruição
do terceiro estágio, eram, na verdade, a da suposta explosão do segundo estágio e não
mostram o característico “chuveiro” (formado por milhares de pequenos pedaços de
propelente queimando) quando da detonação de motores que queimam combustível sólido.
Entre o fato de o motor não acender e explodir, existe uma grande diferença, mesmo
para um leigo. Passei essas indagações para a SBPC, que as publicou no seu jornal
eletrônico em 04 de Julho de 2.000, com o título : Agência Espacial Brasileira divulga
falso relatório sobre a falha do VLS. Após essa publicação, o Brigadeiro Tiago e o
Coronel Aviador Mozart M. Louzada Júnior, até então Diretor do Instituto de Aeronáutica
e Espaço, alertados pela empresa Brazsat Commercial Space Services (www.brazsat.com)
sobre a denúncia, convidam-me para ma visita ao CTA e ao IAE, onde dariam todas
explicações necessárias. O coronel Louzada, por sua vez, ainda prometeu me enviar um e-
mail respondendo item por item os meus justos questionamentos.
O que provocou toda essa reação? Por que um cidadão leigo no assunto e totalmente
desconhecido recebeu tanta atenção? A Brazsat, por sua vez, através de seu presidente João
Vaz, (jvaz@airwaysintl.com) convidou-me para assistir em 08 de Setembro de 2.000, como
convidado VIP, o lançamento da nave Atlantis em Cabo Canaveral. Por que?
O coronel Louzada cumpriu o que prometeu. Enviou as respostas às minhas perguntas,
mas as contradições só aumentaram, o que chamou ainda mais a minha atenção.
Segundo o coronel, “o vôo não pôde prosseguir, pois o motor do segundo estágio
não acendeu (ele teve o início de acendimento mas apagou-se em seguida, quase que
imediatamente)”. Neste ponto a explicação virou num mar de contradições. O coronel
disse também que os técnicos do CLA recuperaram parte do envelope do motor do terceiro
estágio. Como? Pois se os fatos aconteceram conforme descrevem os relatórios, os seus
destroços devem ter caído entre 60 a 130 quilômetros da costa.
O coronel ainda informou que as fitas de vídeo, sem cortes, com a seqüência do vôo
que solicitei ao IAE não precisariam ser fornecidas, já que as imagens divulgadas pelas
TVs comerciais eram semelhantes às gravadas pelo CLA, porque eles também não
dispunham de câmaras de altíssima resolução como as da NASA para registrar o vôo.
Entretanto, no relatório elaborado pela Comissão que investigou a falha, está escrito que
foram feitas imagens com câmeras de altíssima velocidade. Se foram investidos R$ 1,6
bilhão o programa, iriam deixar de comprar pelo menos uma câmera especial para registrar
opticamente os vôos?
A descrição oficial da causa da falha apresentada pela Comissão de Investigação não é
conclusiva. A hipótese da sub-câmara confederada, a mais provável, tal como está descrita
no Relatório, não é lógica, e chega a ser infantil. Considerada a possibilidade de ter existido

dentro da câmara de combustão do motor do segundo estágio uma pequena zona com
pressão muito superior à prevista para todo o resto do mesmo vaso, provocando a sua
ruptura naquele ponto. A hipótese, que também consta do relatório oficial diz: “Os sistemas
de destruição do veículo (teledestruição ou autodestruição) foram acionados intencional ou
intempestivamente”.
Tendo em vista todas essas absurdas contradições, podemos formular outras hipótese: os
sistemas de destruição foram acionados intencionalmente por um sinal transmitido aos 55,9
segundos de vôo por alguém fora do centro de lançamento de Alcântara.
Em 24 de Fevereiro de 2.002, o Deputado Hélio Costa (PMDB-MG) deu uma entrevista
à rádio CBN, onde falou sobre a presença de um navio norte-americano, tipo Puebla,
navegando na costa do Maranhão em 11 de Dezembro de 1.999, que também estava
rastreando o lançamento do VLS. O segundo estágio do VLS pode ter sido teledestruído
por um sinal enviado por esse navio.
Prova disso:
01º- Palavras do Ministro Ronaldo Sardenberg para a revista Veja na sua edição de
12 de Setembro de 2.001: -“Sabe qual era a posição inicial dos EUA? Eles queriam que
desistíssemos do VLS. Respondi que não havia ido lá para negociar o VLS, mas para
começar a negociar lançamentos a partir de Alcântara com uso de tecnologia americana
protegida. E conseguimos”.
02º- Palestra do Brigadeiro Reginaldo dos Santos para o Grupo Guararapes e
seus convidados em 23 de Janeiro de 2.002, na cidade de Fortaleza: -“Os americanos
queriam que nós desistíssemos do VLS para eles assinarem o Acordo de Salvaguardas
Tecnológicas”.
03º- Palavras de José Monserrat Filho, vice-presidente da Sociedade Brasileira de
Direito Espacial, na página da AEB: -“Washington nunca engoliu a idéia de que o Brasil
pudesse desenvolver o foguete VLS”.
04º- Havia também uma câmara de TV acoplada na parte externa superior do VLS
apontada para baixo, filmando e transmitindo em tempo real o funcionamento dos motores
do primeiro estágio e, portanto, deve ter registrado a explosão do segundo estágio assim
que ela ocorreu. Então, porque afirmar, intempestivamente, num primeiro momento que o
motos não acendeu?
05º- O terceiro estágio foi teledestruído aos 200 segundos de vôo, de acordo com a
AEB, e aos 189 segundos, conforme o IAE. Por que esta diferença de 11 segundos entre
um e outro informante?
06º- O relatório do coronel Louzada comenta: -“Vale ressaltar que recebemos
vários comentários de outras agências externas ao Brasil, confirmando os resultados
apresentados”. Que outras agências são essas? Como tiveram acesso ás informações do
CLA para análise da falha? Através da AEB? Quem são estes estrangeiros bonzinhos?
A revista Galileu nº 99 (Outubro de 1.999) já publicava: Suzel Tunes relata as
dificuldades e a abnegação dos cientistas de nosso programa espacial em sua luta para
colocar nos ares o foguete brasileiro.
“As potências do Primeiro Mundo boicotam, o governo desdenha e corta verbas, mas
eles não desistem. Esperamos que vençam pela teimosia”, disse Ronaldo Sardenberg.
Se as potências do Primeiro Mundo boicotam o programa, como elas aparecem agora
interessadas em salva-lo?
Não é preciso ser um especialista para concluir que alguma coisa está errada.

O Diretor-Geral do DEPED, Tenente-Brigadeiro-do-Ar José Marconi de Almeida
Santos, constituiu uma Comissão para, no prazo de trinta dias, proceder à investigação do
insucesso no vôo VLS-V02.
Conclusão Oficial: “A ocorrência de penetração de chama na interface do propelente
com a proteção térmica, na região do domo dianteiro do motor-foguete, foi, mais
provavelmente, a causa de sua explosão e insucesso da missão de colocação em órbita do
Satélite Saci 2 do INPE (Fonte: IAE/CTA).
Mais uma vez, foi apresentada uma “conclusão inconclusiva” sem indicar
responsabilidades. Os membros indicados para compor essa última são praticamente os
mesmos que integraram a “Comissão” que investigou a primeira falha.
Curiosidades: O Dr. Múcio Dias, ex-presidente da AEB, fez parte das duas Comissões
citadas anteriormente e o Dr. Jorge Bevilaqua, atual presidente da AEB, compôs a última.
Será que também vão fazer parte da terceira?

2.000 – Brasília, 18 de Abril. A calada da noite, quatro meses após a explosão do
segundo VLS, o Ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, assina o “Acordo
de Salvaguardas tecnológicas”, que passa o controle da base aeroespacial de Alcântara aos
ianques.

2.002 – Dezembro: Gylvan Meira Filho, logo após ser exonerado da presidência da
Agência Espacial Brasileira, foi condecorado pela Nasa pelos bons serviços prestados para
aquela agência estrangeira. (Folha on-line).
A nova guerra total (Correio Braziliense, em 22 de Julho): “(...) general Charles E.
Wilhelm, do Comando de Forças Conjuntas dos EUA, disse no Centro de Informações
para Defesa, que a estratégia de guerra de seu país autorizará a realização de Operações
Decisivas Rápidas (RDO), na área psicológica, econômica e cibernética. Nessa, admite
invadir computadores inimigos para impedir lançamento de mísseis e proteger interesses
americanos”.

2.003 – Janeiro: o governo dos Estados Unidos apresenta uma nova arma ao mundo: “a
bomba de microondas”. Trata-se de um artefato, a ser operado de aviões, mísseis cruzeiro,
navios, satélites, etc., para o qual é apontado.
22 de Agosto: o terceiro protótipo do VLS 01 não foi lançado pela Força Aérea
Brasileira da Base Aeroespacial de Alcântara, porque às 13:30 horas o motor S-43-A do
primeiro estágio, de combustível sólido, foi acionado intempestivamente com o VLS ainda
dentro do hangar de integração sendo preparado para a decolagem, que deveria acontecer
no dia 25. Trágica e covarde sabotagem: 21 brasileiros assassinados.
Alcântara, não ceder para não perder.
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