Posted by : Suscitando a Historia quinta-feira, 11 de abril de 2013




Ainda hoje o ufólogo é autodidata, ou seja, uma pessoa que se forma por seus próprios esforços e, nesse caso, o esforço é tão árduo que de cada mil interessados no assunto, apenas um indivíduo consegue seguir esse assunto e auto-didaticamente, se tornar um ufólogo.

 Por outro lado, a maioria dos ufólogos profissionais, não tem condições de orientar a formação de novos profissionais dessa “Ciência”, e os motivos são os mais variados: falta de tempo, vaidade egocêntrica, método pedagógico, linha de atuação, etc...

Assim, um potencial humano incrível de futuros e excelentes ufólogos, se perde pelo caminho  da  vida,  por  não  ter nem uma orientação e  nem  um  incentivo   para   vencer   as  gigantescas barreiras que tal “Ciência” oferece. Com esse lamentável fato acontecendo a todo instante, quem sai perdendo é a sociedade em que vivemos, a humanidade.

Mas, quem são os ufólogos? São visionários? Loucos? Pessoas que não tem o que fazer? Pessoas deslocadas psicologicamente, do meio social em que vivem? Desocupados com a vida e com as coisas que realmente valem a pena? –Claro que não!

Talvez, o ufólogo seja uma pessoa que tenha capacidade mental a mais; aquele que “num relance” de segundos ou minutos, compreende e sente o mundo onde vive, em detrimento daquelas pessoas que, para a mesma compreensão e sentimento, levam anos. Isso não quer dizer, em absoluto, que seja superior em nada, a qualquer ser humano.

O ufólogo é aquela pessoa que, possuindo uma intelectualidade mais aguçada, não se contenta apenas com a sociedade tradicional e as coisas que ela oferece. O ufólogo é aquela pessoa que não tem medo de perguntar: -“Estamos sós no Universo?” E não tem medo da resposta: -“Não!” As barreiras propositadamente colocadas na humanidade, podem ser vencidas na maioria das vezes pelos ufólogos.

Medo. Eis a palavra de dominação, mais usada em nossa sociedade e desprezada pela Ufologia. Talvez, a grande maioria das pessoas tenham medo de possuir suas próprias opiniões; de tentar algo diferente na vida e serem mais felizes. São os seres humanos “carneiros”, que não pensam. Tem pavor de pensar; tem preguiça de refletir e não sabem (em muitos casos), o que seja raciocinar, de fato. Os “carneiros tem verdadeiro horror de sair um milímetro sequer, dos tradicionalismos estabelecidos para emburrecer as massas humanas. Por isso que o filósofo inglês Francis Bacon ( 1.561 – 1.626), já dizia:

     -Quem não quer pensar é um fanático!
      Quem não pode pensar é um idiota!
      Quem não ousa pensar é um covarde!

O dia em que quase todos tiverem uma profunda reflexão mental, estaremos acabando de vez com os racismos, classismos, sexismos e uma série enorme de preconceitos que emperram e atrasam a evolução humana e, sem dúvida alguma, são motivos de dor e tristeza ao Supremo Criador. Se essas pessoas não conseguem uma reflexão mental, para acabar com os preconceitos entre os próprios seres humanos, logicamente, não terão condições de tentar entender a existência de vida em outros lugares do Universo.

Não sendo superior a ninguém, o ufólogo é diferente porque faz parte daqueles seres humanos que não são “carneiros”; que alçam vôo nas investigações desse fenômeno popularmente chamado de discos voadores, cujos registros se perdem na noite dos tempos da História. Daí encontrarmos pinturas de Objetos Voadores Não Identificados em cavernas e locais pré-históricos de vários lugares do mundo, como na África do Sul, Tassili – Norte do Saara, Val Camonica – Itália, Fergana – Itália, Usbequistão, etc.. Pelo que as pesquisas ufológicas indicam, não existe um só continente habitado plenamente, no qual, desconcertantes descobertas referentes a extraterrestres não tenham ocorrido.

A Ufologia, como a própria História, quebra barreiras, dissolve e tenta sublimar o racismo, sexismo, classismo e a infinidade de preconceitos; tenta mostrar a verdadeira trajetória da evolução humana nesse Planeta e, mostrando uma parte apenas dessa verdade, em muitos casos, esta verdade choca-se com interesses econômicos e políticos, ocultos atrás de fachadas das mais variadas, inclusive religiosa. E, quem está pronto para aceitar certas verdades? Claro que a Ufologia não é e nem pretende ser uma “Ciência” perfeita e no meio da mesma, há muito engodo. Nos dias em que vivemos, nada é mais atrasado intelectualmente do que certos ataques que os ufólogos sofrem.

Os atacantes esquecem que os ufólogos profissionais hoje, possuem cursos universitários: físicos, matemáticos, historiadores, astrônomos, engenheiros, psicólogos, psiquiatras, além de militares, etc.. Aqui em Campinas, na década de 1.970 pude sentir ataques contra a Ufologia, partindo de pessoas que estudavam e pesquisavam a Astronomia. Muitas vezes ouvi que, a moderna Astronomia, cujo patrono é o francês Camille Flammarion (1.824 – 1.925), abominava (a Astronomia), essas besteiras relativas a discos voadores. É curioso como essas mesmas pessoas, faziam questão de esquecer que Flammarion foi um grande amigo de um outro formidável francês, Allan Kardec (Leon Hippolyte Denizard Rivail: 1.804 – 1.869) e que, o Pai da Moderna Astronomia era Kardecista (professava com muita honra e saber o Espiritismo), era reencarnacionista, estudava não só a Astronomia tradicional, como os O.V.N.Is., suas aparições, etc. e tão defensor desses fatos era que, no enterro de Allan Kardec (morreu da ruptura de um aneurisma, na Rua Santana, nº 25 – Paris, em 31 de Março de 1.869), onde foram feitas quatro orações, a segunda oração foi feita pelo Pai da Moderna Astronomia, espírita e estudioso do fenômeno “discos voadores”. Nessa oração Flammarion traçou o caráter de Kardec, um rápido exame das ciências físicas do ponto de vista Espírita, do fato da existência da alma-espírito e de sua indestrutibilidade! Devo salientar, aqui, que não sou Kardecista e sim apenas um Professor de História.

Quantas vezes também não ouvi e vi ferozes ataques aos ufólogos partindo de físicos radicais quando propositadamente esses parecem esquecer que Alberto Einstein, estudou esse fenômeno além de ter uma boa cultura esotérica, já que lia tudo sobre Teosofia (também devo salientar que não sou teósofo, e sim apenas um Professor de História) e dois de seus livros prediletos foram Ísis Sem Véu e A Doutrina Secreta, de Helena Petrovna Blavatsky (1.831 – 1.891), russa.

O físico “pai” da bomba atômica estadunidense, Julius Robert Oppenheimer (1.904 – 1.967), coordenador do projeto Manhattan, além de sanscritista  (dos clássicos hindus que tratam de batalhas aéreas e explosões atômicas, na Antigüidade: Mahabharata, Vaimanika Shastra, Samaranganasutradhara, etc.), era um “devorador” dos assuntos teosóficos ligados ao fenômeno O.V.N.I..

Na área psicológica e psiquiátrica, temos o suíço Carl Gustav Jung (1.875 – 1.961) que, em sua época, estudou como pode os “discos voadores” e era reencarnacionista (teósofo, kardecista, etc.).

Recentemente, um dos maiores astrônomos estadunidenses, J. Allen Hyneck (já falecido), que atuou como diretor do Departamento de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Northwesterns, nos Estados Unidos e durante 20 anos foi consultor científico (para discos voadores), da Força Aérea estadunidense (USAF), tornou-se um exemplo claro para os preconceituosos de opção. No início Hyneck era mais um desses céticos compulsivos porém, passou anos estudando os discos voadores e acabou se transformando numa das maiores autoridades mundiais da Ufologia.

Com o que foi exposto acima, acredito que atualmente só combatam a Ufologia, aqueles “carneiros” ou pessoas que optaram em taxar os ufólogos de loucos, por fazerem parte dos grupos interessados em emburrecer a Humanidade.

São ridículos e de má fé, todos os jornais ou revistas, quando solicitam opiniões de cientistas abalizados em ridicularizar a Ufologia (serão “carneirinhos”?) e propositadamente, esquecem de pedir opiniões para cientistas que há décadas estudam os O.V.N.Is. (e não são “carneiros”). Nota-se, nessa disputa tradicional um largo e magnífico campo psicológico de estudo da mais medíocre vaidade humana.

No Jornal “Correio Popular”, de minha Cidade, no segundo semestre de 1.995, um renomado (?) cientista universitário, escreveu um pequeno artigo, ridicularizando a existência dos O.V.N.Is. e extraterrestres. A pedido de um jornalista, escrevi e foi publicado em 08 de Novembro de 1.995, um artigo pequeno, esclarecendo para os leitores, um pouco da barbaridade opinada pelo cientista que, acredito, não é ufólogo. O Jornal truncou o título que dei e errou o meu nome em dois locais, porém o que escrevi foi quase totalmente publicado. Eis alguns trechos:

“Nós e os discos voadores. Independentemente de certas jogadas políticas que determinados governos e meios de comunicação possam fazer, uma coisa precisa ficar bem clara: ninguém, absolutamente ninguém que passe dias e dias de trabalho entre quatro paredes, que não conheça livros e revistas especializados em Ufologia, que não tenha assistido a algumas fitas de vídeo sobre o assunto e, mais ainda, que não tenha participado durante alguns anos de vigílias e pesquisas de campo, que nunca tenha participado de um congresso ufológico, tem realmente autoridade para afirmar qualquer coisa de sólido sobre o assunto “discos voadores”.

Se estivéssemos na década de 1.950, vá lá, mas em final de século e milênio, com a vasta literatura ufológica disponível, com uma publicação mensal como a Revista Ufo, do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (encontrada em qualquer banca de jornal, atualizada), alguém duvidar ou ficar com certas elucubrações mentais, se isso ou aquilo de discos voadores existe, etc. e tal é, no mínimo uma falta de originalidade e um modismo fora de época de extremo mal gosto.

Outro fato: Afinal, quem são os ufólogos? São estudiosos e pesquisadores do fenômeno popularmente chamado de “discos voadores”.

Obviamente que se um cientista diz duvidar da existência dos discos voadores, isso não se torna palavra divina. Além disso, a não ser que a população queira andar olhando constantemente para o céu, convenhamos que, na esquina da nossa rua não haverá um disco voador estacionado, a nos esperar.

Felizmente, o estudo ufológico quebra muitas coisas estabelecidas, principalmente para as pessoas que se mantêm numa ortodoxia de homens das cavernas. Uma coisa é saber de onde vêm várias civilizações extraterrestres, que visitam a Terra. Isso é algo que está sendo investigado pela ufologia. Outro ponto também investigado é sobre o comportamento mostrado pelos extraterrestres. Agora, duvidar da existência dessas naves extraterrestres, achar que milhões de seres humanos tiveram alucinação coletiva e que o estudo ufológico é mera fraude, convenhamos, é desinformação, é uma falta de raciocínio vasto...

*José Carlos Rocha Vieira Júnior é professor de História e estudante de Ufologia desde 1.974.

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