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“ORIGENS DO IMPERIALISMO ESTADUNIDENSE E A UFOLOGIA”
A Revista Superinteressante – Edição 179 – Agosto de 2.002, na magistral reportagem “A
Verdade Sobre A Maconha”, do jornalista Denis Russo Burgierman, coloca:
-“Por que a maconha é proibida? Porque faz mal à saúde. Será mesmo? Então, porque o bacon
não é proibido? Ou as anfetaminas? E, diga-se de passagem, nenhum mal sério à saúde foi
comprovado para o uso esporádico de maconha. A guerra contra essa planta foi motivada muito
mais por fatores raciais, econômicos, políticos e morais do que por argumentos científicos. E
algumas dessas razões são inconfessáveis. Tem a ver com o preconceito contra os árabes,
chineses, mexicanos e negros, usuários freqüentes de maconha no começo do século 20. Deve
muito aos interesses de indústrias poderosas dos anos 20, que vendiam tecidos sintéticos e
papel e queriam se livrar de um concorrente, o cânhamo. Tem raízes também na bem-sucedida
estratégia de dominação (o destaque é meu) dos Estados Unidos sobre o Planeta. E, é claro,
guarda relação com o moralismo judaico-cristão (e principalmente protestante-puritano), que não
aceita a idéia de prazer sem merecimento – pelo mesmo motivo, no passado, condenou-se a
masturbação”.
Qualquer pessoa que deseja ser esclarecida deve, não só ler a citada reportagem como
divulga-la a todos, não apenas pelos fatos medicinais da maconha (= cânhamo), mas
principalmente pelas brilhantes relações históricas que o autor faz, com respeito a hipócrita moral
judaico-cristã-protestante, no tocante ao ortodoxismo nefasto, que há séculos emburrece e atrasa
a evolução técnico-espiritual da Humanidade e que, após o predomínio econômico anglo-saxão/
inglês, no século 19, e, a supremacia anglo-saxã-estadunidense, em anos mais recentes, como
um câncer, alastra-se a todas as regiões da Terra.
Isso, claro, com respeito à política de domínio global, onde não entra o folclore e as positivas
conquistas científicas de ingleses e estadunidenses.
Até 1.555, a Inglaterra era um país europeu periférico, sem nenhuma expressão em qualquer
área científica. Nessa data, torna-se rainha Elisabete 1ª que, falece em 1.603. A Era Elisabetana
tem várias facetas pitorescas: há uma certa “liberdade religiosa” e científica, apenas porque,
sendo protestante, Elisabete tudo fará para combater e contrariar o predomínio católico.
Outra faceta interessantíssima é que, nesse período os ingleses, motivados por uma política
protestante de superioridade “racial”, conseguem riquezas para iniciarem seu salto rumo à futura
Revolução Industrial (1.720 – 1.750). Essa riqueza não foi feita com o puro e simples incremento
comercial e sim, com Elisabete 1ª, financiando em grande escala a pirataria. Assim, o roubo a
navios espanhóis e portugueses (nações católicas), feita pelos protestantes-puritanos anglo-
saxões (ingleses), fez a riqueza da Inglaterra pela pirataria.
As inúmeras adulterações feitas por religiosos judeus no Antigo Testamento, para aumentar
seus poderes econômicos, junto ao povo desanimado por tantas guerras e, mais tarde pela
própria Igreja Católica Apostólica Romana, quando os pensamentos nocivos de Paulo de Tarso,
destruíram a espiritualidade libertadora de Jesus, O Cristo, divulgada a todos por Pedro, só
deu margem para que a Infinita Verdade de Jesus (um Avatara!), fosse sofrendo mudanças e
mais mudanças, nos séculos futuros. Paulo, aliás, cravou profundíssimo punhal de morte, no
Cristianismo de Jesus.
Na Inglaterra, o “sofrendo mudanças e mais mudanças nos séculos futuros”, atinge um
primeiro clímax, na protestante Era Elisabetana.
Como diz o historiador brasileiro Raymundo Campo:
-“Por trás da fachada brilhante da sociedade elisabetana, do enriquecimento da burguesia
comercial, grassava a crise econômica e o empobrecimento de amplas camadas da população,
que fazia aumentar de forma incessante o número de
mendigos nas cidades inglesas”.
Esse domínio dos “mais aptos/ricos”, das religiões predominantes na Inglaterra, já justificavam
como sendo “a vontade de Deus, pelo Determinismo”.
Enquanto a elite burguesa ganhava cada vez mais capital para novas investidas, ela também
ganhava uma massa humana miserável, esfomeada e extremamente violenta, massa humana
essa, disposta às mais bárbaras atrocidades para ter uma vida um pouco mais confortável.
Incentivando o aumento desses miseráveis, a elite inglesa terá gente suficiente (e disposta a
tudo), para a pirataria, a política do estado de Elisabete 1ª, bem como pessoas dispostas a
invadirem as Américas e pegar o quinhão da Inglaterra.
Fato interessante é a justificativa da relação elite-miseráveis, habilmente manipulada pelas
religiões inglesas, como “desígnio de Deus”. A elite nobreza/burguesia, era o que era por
vontade expressa do Criador. Não podemos esquecer de que no protestantismo luterano, há o
determinismo e a aniquilação total do Livre Arbítrio (Livre Escolha) o que, manipulado por líderes
religiosos fanáticos, concentra uma inimaginável força político-econômico.
Esse aperfeiçoamento da força político-econômico foi retirada da ganância da Igreja Católica
onde, no período de 1.502 a 1.522 (época em que nasce o Luteranismo), metade da Alemanha,
três quartos da França e um terço da Itália (apenas para exemplo), pertenciam à Igreja Católica.
De um lado o aumento do poder político-econômico das elites, de outro, catequizando o
povo com pérolas podres, como essa do Eclesiastes: -“Aquele que aumenta o saber aumenta a
tristeza, e que em muita sabedoria há dor”.
Um dos maiores teóricos protestantes, Erasmo de Roterdã, dizia que temia o povo como um
“volúvel monstro de duas cabeças”, condenada as discussões populares das leis e das políticas
(democracia), e julgava o caos da revolução pior do que a tirania dos reis. Bela justificativa da
submissão à elite.
Em 31 de Outubro de 1.517, o monge agostiniano Martinho Lutero, fixou suas teses na porta
principal da igreja do castelo de Wittenberg e com isso, sutilmente, começou a Reforma.
O Livre Arbítrio foi substituído pela Predestinação, base teológica de “santo” Agostinho,
fartamente estudado por Lutero:
-“Onde Deus, mesmo antes da criação, destinara para sempre algumas almas à salvação e o
resto ao inferno; e que o eleito tinha sido escolhido pelo livre arbítrio de Deus para ser salvo pelo
divino sacrifício de Cristo”.
Eis a base de todo fanatismo dessa nova corrente religiosa, herdada do catolicismo
fundamentalista!
O luterano Carlstadt pregou que Deus fala diretamente aos homens através das escrituras,
e fala de preferência (!) aos simples de espírito e de coração e não aos instruídos em línguas
e livros. Por causa disso, proclamou que as escolas e os estudos desviam a piedade, e que
os verdadeiros cristãos deviam desprezar letras e estudos, e tornar-se camponeses iletrados
ou artesãos. Lutero era contra esses abusos e para justificar o seu ponto-de-vista, proclama a
célebre frase: -“Como feito um boêmio e bebo como um alemão, graças a Deus, amém”.
Quando um jovem teólogo perguntou a Lutero, onde estivera Deus antes de criar o mundo,
ele respondeu: -“Estava construindo o inferno para os espíritos presunçosos, agitados e
perguntadores como você”. Era o medo daqueles que ousavam raciocinar fora do postulado!
Lutero também considerava o granizo, o trovão, a guerra, a peste, como ações do diabo e cobras
e macacos, eram encarnações prediletas do demônio.
Que quadro, a Doutrina da Predestinação de Deus atingiu pontos marcantes quando um
hebreu lunático interpretou esta doutrina “ad libitum”; um jovem degolou seu irmão e atribuiu a
ação a Deus, de Quem ele era simplesmente agente, e outro, lógico, espezinhou sua mulher até
morrer, gritando; -“Agora está feita a vontade do Pai”.
Lutero também defendia a servidão e a escravidão. Por outro lado, também dizia:
-“Nosso amor a Deus quer que comamos, bebamos e sejamos alegres”.
E nessa alegria, ele pregou a destruição total dos judeus.
Sobre a sua doutrina ser questionada, Lutero dizia:
-“Não admito, que minha doutrina possa ser julgada por quem quer que seja, nem mesmo os
anjos. Aquele que não aceita minha doutrina não pode ser salvo”.
Os humanistas, claro, reprenderam ao fanatismo de Lutero. Ele, óbvio, em 1.525, escreveu
“De servo arbítrio”, onde postulou incondicionalmente a predestinação, contra o livre arbítrio:
-“A vontade humana é como uma besta de carga. Se Deus a montar, ela caminhará como
Deus quiser: se Satanás a montar, caminhará como Satanás quiser. Nem pode escolher
cavaleiro... Os cavaleiros brigam pela sua posse... Deus prevê, preordena e executa todas as
coisas por vontade imutável, eterna e eficaz. Por este raio o livre arbítrio caí em pedaços no pó”.
Com tanta “bondade” em seu ser, Martinho Lutero, em 1.535, já sofria de: má digestão,
insônia, tonturas, cólicas, cálculos nos rins, abscessos nos ouvidos, úlceras, gota, reumatismo,
ciática e palpitações no coração. Em 1.537 pensou em morrer de cálculo, e lançou um ultimato a
Deus: -“Se esta dor continua ficarei louco e deixarei de reconhecer Tua bondade”.
Paulo de Tarso, que de santo nada tinha, disse que:
-“Deus o Pai nos elegeu Nele, antes da fundação do mundo para que fôssemos santos e
irrepreensíveis diante Dele em caridade; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus
Cristo, para Si mesmo, segundo o beneplácito de Sua vontade”.
Assim, Lutero e Calvino interpretaram o determinismo, “significando que Deus, por livre
escolha e completamente independente de nossas virtudes e vícios, determinou muito antes da
criação, quais os que deveriam ser salvos e quais os que deviam ser condenados”. Aqui está a
base para que determinadas religiões, ensinem que, independente das atrocidades da pessoa, o
arrependimento, e só isso, é a salvação. Não se comenta se, aquele que errou, cair novamente
em erro...e assim por diante.
O aumento do fanatismo e da arrogância de alguns protestantes dessa época, faz-se com
João Calvino (1.509 – 1.564), nascido em Noyon, França. Seu fanatismo fundamentalista, tem
clareza, em alguns pontos que comentava:
01º- “Não sou desses amantes loucos que, ao ficarem fascinados pelo belo corpo de uma mulher,
aceitam também seus defeitos. Eis apenas um tipo de beleza que me seduz: que ela seja casta,
prestimosa (não fastidiosa), econômica, paciente e que zele pela minha saúde”.
02º- Seu fundamentalismo religioso é expresso, quando diz: -“A verdadeira lei de um Estado
cristão, deve ser a Bíblia; o clero é o justo intérprete dessa lei, estando a ela sujeitos os governos
civis, os quais devem fazer com que seja cumprida, conforme é assim interpretada”.
03º- Calvino chegou ao ponto de regular tudo de seus adeptos: comida (quantos pratos variados
por refeição), roupa, cor da roupa e quantidade, jóias, lazer, jogo, etc.. Houve até o caso
extraordinário de uma criança decapitada por ter batido nos pais.
04º- Sobre quem discordasse dele, tratava-os como canalhas, idiotas, cães, burros, porcos e
animais fedorentos.
05º- Quando podia capturar seus oponentes, a coisa ia mais longe. Jacques Gruet, chefe
libertino, foi acusado de escrever coisas contra Calvino. Foi preso e duas vezes por dia foi
torturado, durante 30 dias, até que “confessou” a tentativa de matar Calvino. Em 26 de Julho de
1.547, Gruet, meio morto, foi amarrado a um poste; os pés foram pregados e ali lhe deceparam a
cabeça.
Assim como Lutero, Calvino, esse homem “da paz e da concórdia”, sofria de dores de cabeça,
asma, dispepsia, cálculos nos rins, gota e febres. De 1.558 a 1.559 sofreu moléstia prolongada,
que lhe deixou paralítico, fraco e com constantes hemoptises.
Em 1.559, os protestantes franceses já somavam um-quarto da população, e eram, em sua
maioria, calvinistas.
Já o protestante John Knox, considerado o chefe da Reforma na Escócia, dizia:
-“Estamos persuadidos de que tudo que nossos adversários fazem é diabólico”.
Dizia e achava normal o ...
-“Perfeito ódio que o Espírito Santo engendra no coração dos eleitos (o destaque é meu) de
Deus contra os que condenam seus estatutos sagrados”.
John Knox usou o capítulo 13 do Deuteronômio, que determina que os hereges, suas posses
(inclusive animais) e cidades, deveriam ser arrasados (o destaque é meu).
Não se pretende, com tantos exemplos de “piedade cristã européia”, desenvolver uma
dissertação nova. Tais exemplos servem apenas, para pontuar o fato histórico de que,
absolutamente nada foi tão forte e marcante, em todos os extratos sociais-econômicos-religiosos,
do que esse tipo de fanatismo.
Todas essas “seitas” protestantes, convergiram para a Inglaterra e foram usadas, em vários
momentos, para que a Coroa inglesa estabelecesse colônias na América do Norte:
1ª- Em 1.584 o inglês Walter Raleigh instalou 117 homens e mulheres na Virgínia (nome em
homenagem a rainha Elisabete, que apesar, de virgem não tinha nada). Em nova expedição, em
1.590, nenhum sobrevivente foi encontrado. Fracasso do empreendimento. Refugiados religiosos.
2ª- Em 1.607 o rei inglês Jaime 1º, criou a cidade de Jamestown, que quase desapareceu.
Empreendimento quase completamente fracassado. Refugiados religiosos.
3ª- Em 1.620, os puritanos (refugiados religiosos) alugaram o navio e chegaram a região de
Massachussetts. Eles eram uma dissidência nova, da igreja anglicana fundada pelo rei inglês
Henrique 8º. Os puritanos eram influenciados pelas idéias fanáticas do calvinismo.
Os puritanos do Mayflower chegaram a Massachussetts, no meio de um rigoroso inverno, em
Novembro de 1.620 e após um ano, mais da metade estavam mortos por causa de doenças
e outras privações. De bom grado, os índios da região deram suporte aos sobreviventes,
ensinando-os o cultivo de produtos da região (como milho e aveia, por exemplos), a caça e
outras técnicas corretas de sobrevivência para o local. O pequeno povoado se firmou (graças
aos índios!), como base numa intensíssima e fanática religiosidade, que controlava as roupas (as
cores, também) a serem usadas, o vocabulário a ser empregado, os alimentos, suas diversidades
e quantidades a serem ingeridas diariamente e os mínimos detalhes da vida, do nascimento à
morte.
Esse viver fundamentalista e fanático é o germem humano dos futuros Estados Unidos!
Assim, levas sucessivas e contínuas de fanáticos e fundamentalistas religiosos protestantes,
fixam-se junto ao poder real inglês. Nesse ínterim, com o caos religioso na Grã-Bretanha e outras
regiões européias, várias pessoas em desespero, buscam fundar a “Nova Canaã”.
Canaã é palavra fenícia, pois os habitantes de Tyro monopolizavam a fabricação da cor
púrpura, a cor da realeza, desde mais de 2.000 anos ªC.. Canaã = Terra da Púrpura.
Com o passar das décadas, várias colônias inglesas foram se formando, uma ao lado da
outra, com sutis porém, marcantes diferenças religiosas.
Mas, algo comum as marcavam: todos sentiam que tinham sido tocados por Deus; que
após sofrerem perseguições religiosas na Europa, atravessado o Atlântico Norte, estavam
sobrevivendo e progredindo na Nova Canaã e isso, só poderia ser porque eles eram os
escolhidos, os melhores, os mais aptos, aqueles que foram criados pelo determinismo de Deus,
para serem salvos.
As 13 colônias inglesas (Geórgia, Carolina do Sul, Carolina do Norte, Virgínia, Maryland,
Delaware, Pensilvânia, Nova Jersey, Nova Iorque, Connecticut, Rhode Island, Massachussetts e
Nova Hampshire), eram uma “babel de religiões” (seitas de toda Europa; laboriosos muitos, pois
todos precisavam mostrar que eram os melhores, os escolhidos...). Essa concorrência econômica
tinha sua base nas religiões da região. Vários foram os fatores econômicos para a independência
das 13 colônias inglesas nos Estados Unidos mas, isso não é o ponto desse modesto artigo e sim
a linha religiosa, que é de fato o alicerce do imperialismo estadunidense.
Afinal, o que os ingleses queriam na América do Norte?
1º- Comercializar por escambo (trocar um produto por outro, sem o uso de dinheiro), com
índios que continuariam a fornecer farta quantidade de peles à Grã-Bretanha.
2º- Que as 13 colônias funcionassem como um depósito de pessoas-problemas, fossem no
aspecto religioso ou no dos B.A.Ls. (Bandidos, Assassinos e Ladrões).
3º- Com essas pessoas-problemas, a melhor administração seria cobrar poucos e simples
impostos, nunca super-explorando-os e deixá-los com alguma liberdade política e econômica.
Essas 13 colônias davam lucro relativo, extremamente modesto ao crescente império colonial
britânico.
Mas então, de onde vinha o dinheiro que expandia e mantinha o crescimento do império
britânico, no século 18? –Do Brasil!
Em 1.701, pressionado por todos os lados por Espanha e França, Portugal está quase sem
estrutura para manter o seu enorme império ultra-marinho, na Índia, África, Ásia e Brasil. Em
1.702, no Sul do Estado de Minas gerais, grandes jazidas auríficas, anteriormente descobertas,
começaram a ser exploradas e outras, maiores ainda, foram encontradas na mesma região. A
Inglaterra, que precisava desesperadamente de um bom acordo econômico (lembra-se dos seus
piratas profissionais?!) com alguma potência européia e que já contava com praticamente dois
séculos de pirataria oficializada pelos seus reis e que roubavam inúmeros navios portugueses
e espanhóis., em 1.703, propôs à Portugal (e esse não teve outra alternativa, senão aceitar), o
“Tratado de Methuen”, mais conhecido como o “Tratado dos Panos e Vinhos”. Em linhas gerais,
esse tratado estipulava que, todo o tecido para vestir o império português, seria comprado dos
ingleses, com pagamento à vista e com o ouro mineiro. Em troca, na hora de comprar vinhos, a
Inglaterra daria preferência aos vinhos portugueses. A bebida mais consumida na Inglaterra era a
cerveja e o consumo de vinho era mínimo.
Assim, a maior parte do ouro brasileiro foi parar na Inglaterra. Nosso ouro criou a Revolução
Industrial (1.720 – 1.750) e as nossas árvores, a marinha inglesa dos séculos 18 e 19!
Os súditos ingleses das 13 colônias da América do Norte, sabiam que a sua relativa
independência da metrópole, se devia ao Tratado de Methuen (1.703). Eles aprenderam a
aproveitar essa liberdade e, mais ainda, analisar um bom tratado comercial.
Por uma série de liberdades econômicas e políticas dadas pela Inglaterra aos súditos
americanos e com várias batalhas, foram proclamados em 04 de Julho de 1.776, os Estados
Unidos da América (= EE.UU.), 1.787unidos apenas para a mútua defesa e o mútuo interesse
econômico, mantendo, entretanto, forte individualismo em todos os sentidos.
Em 1.787 (guarde bem essa data!), houve na cidade da Filadélfia, uma convenção com 55
representantes dos estados e apenas Rhode Island, não mandou delegados. A convenção era
formada por grandes fazendeiros escravocratas, comerciantes e agiotas. Enquanto duraram
as várias reuniões, todos juraram guardar absoluto segredo sobre as discussões e decisões ali
realizadas, que terminou em 17 de Setembro de 1.787 e estavam presentes George Washington,
James madison e benjamim Franklin (este último com 81 anos, enquanto a média dos demais
mal chegava aos 40 anos de idade).
Diz Raymundo Campos, mais uma vez:
-“Os convencionais suprimiram a estrutura descentralizada da Confederação, criando poderes
fortes. Repudiaram as tentativas democráticas de ampla participação popular nos assuntos do
governo, como vinha ocorrendo a partir da independência, e aplicaram no texto constitucional as
idéias do liberalismo.
-“Alguns dos traços principais da Constituição proposta eram:
1º- A criação de três poderes nacionais: Executivo, Legislativo e Judiciário.
2º- A validade das leis aprovadas pelo Congresso (Câmara dos Deputados e Senado) seria
extensiva a todos os Estados.
3º- A criação de um sistema de dupla soberania; acima dos Estados deveria estar o Estado
federal, possuindo atribuições de cunhar moeda, manter exército nacional, realizar política
externa, coordenar o comércio com o estrangeiro e entre os Estados. Tudo o que não estivesse
na alçada do poder federal seria atribuição dos Estados.
4º- O direito de voto exclusivo aos proprietários na eleição dos representantes. As Assembléias
estaduais e a Câmara dos Deputados seriam eleitas pelo voto direto. Os senadores (dois para
cada Estado) seriam eleitos pelas Assembléias estaduais, e o presidente da República por um
colégio eleitoral restrito.
Como podemos observar, a democracia direta ao povo nunca foi o objetivo da elite
proclamadora da independência estadunidense.
Mas, voltemos aquela data de 1.787, nas várias reuniões, onde os grandes fazendeiros
escravocratas, comerciantes e agiotas, juraram guardar ‘segredo absoluto’ do que decidiram
fazer.
Em uma dessas reuniões secretas da Convenção de Filadélfia, a elite estadunidense criou
a primeira doutrina política do país: a DOUTRINA DO DESTINO MANIFESTO, que dizia que o
povo estadunidense (apenas os brancos, claro!), tinha recebido de Deus o direito de, utilizando
todos os meios possíveis (compra por um preço módico, roubo ou guerra), conquistar a região
Oeste (Mississipi, Louisiana e área espanhola – futuro México), bem como o extremo Sul: Flórida
(Espanha). Para essa conquista os estadunidenses aprovitaram ao máximo os seus escravos:
na verdade, os estados sulistas tinham fazendas produtoras de escravos, nos moldes da criação
de porcos, caso único nas Américas e cuja barbaridade, nós latino-americanos, e isso deve ser
salientado, nunca fizemos. Além da super-exploração da raça negra, foi instituída a política do: -
“Índio bom, é índio morto”, adotada nas escolas, lares e algumas religiões.
No início do século 19, frente as grandes transformações que Napoleão Bonaparte fazia na
Europa (seu projeto maior era formar os Estados Unidos da Europa), os ingleses seqüestraram a
família real portuguesa e quase 15.000 nobres e fazem a transferência da Coroa portuguesa para
o Brasil. Em 1.815, o príncipe regente Dom João, muda o estatus jurídico-social de nossa Pátria,
para Reino Unido a Portugal e Algarves.
Projetos secretos da Independência do Brasil começam a ser colocados em estudos.
Dada a imensidão de seus então portentosos 8.250.000 quilômetros quadrados, o governo
estadunidense encarrega o capitão Mathew Fawry, da marinha de guerra, de elaborar um plano
onde o nosso País seria destroçado em 7 países menores.
Leia e analise a notícia que se segue:
QUEREM INTERNACIONALIZAR A NOSSA AMAZÔNIA
(Revista Manchete: 05 de Julho de 1.997 – Carlos Chagas).
| A operação de conquista já começou. Tropas especiais treinam na Flórida para ‘guardar
a floresta Amazônica’. Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia é de todos nós:
Al Gore, vice-presidente dos Estados Unidos. Crescem em todo o mundo as pressões contra a
soberania brasileira na Amazônia. As Forças Armadas, conscientes do perigo, se preparam para
resistir|
As tentativas começaram no início do século passado, jamais desapareceram e agora
constituem risco iminente. As riquezas da região, mais do que as preocupações ecológicas,
levam os países desenvolvidos a contestar a soberania brasileira sobre a Amazônia, sob o
pretexto de que eles precisam cuidar das florestas e do ar que respiram, como declarou o
presidente Bill Clinton, na semana passada, na véspera da abertura da sessão especial das
Nações Unidas que debateu a questão ambiental.
O presidente Fernando Henrique Cardoso abriu os trabalhos num discurso duro, onde criticou
o desinteresse das nações ricas em cumprir os compromissos assumidos na Rio-92 e denunciou
que o meio ambiente passou a ser utilizado como pretexto para práticas protecionistas que
minam as bases do desenvolvimento sustentado e de um sistema econômico internacional
aberto. “Ficou mais fácil cobrar e acusar do que fazer” – disse o presidente, acrescentando a
necessidade de diminuição dos gases que provocam o aquecimento do Planeta e são causados
pelo CFC (clorofuorcarbono), gerados pelos aerosóis, escapamento de veículos e a produção
de parte das indústrias do Primeiro Mundo. Também surpreendeu a própria equipe econômico-
financeira do governo ao anunciar a súbita retomada do Plano do Álcool, para diminuir a poluição.
Coincidência ou não, Bill Clinton, em entrevista à imprensa, exigiu a redução significativa
de gás carbônico e centralizou suas críticas nos países que queimam parte de suas florestas.
O presidente estadunidense desmarcou encontro que tinha com FHC, preferindo viajar para a
Califórnia para um encontro com prefeitos do interior daquele estado.
Certas organizações não-governamentais servem de instrumentos para a cobiça internacional
e sua estratégia, agora, é usar a mídia para convencer a todos, desde as crianças, que não
temos capacidade para conservar a Amazônia, “que pertence à Humanidade”. Assim, daqui
a alguns anos, quando um organismo supranacional qualquer decretar a internacionalização,
ninguém reagirá> estarão todos com a cabeça feita e acharão perfeitamente natural a ocupação,
para a qual, aliás, já treinam batalhões especiais na Flórida e Panamá, destinados a “guardar a
floresta amazônica”.
A fase operativa da conquista já começou, na palavra deles mesmos. Nossas Forças Armadas
estão conscientes do perigo. Faz alguns anos que deslocam cada vez mais unidades para a
região. Reconhecem, porém, que não resistiríamos a um ataque armado por mais de dez dias, se
ele se fizesse sobre as principais cidades amazônicas. A solução, conforme um ministro militar,
“seria nossos guerreiros se tansformarem em guerrilheiros, porque entrar, eles entram, mas sair,
ficará difícil...”
-“O Brasil deve delegar parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos
internacionais competentes” (Gorbatchóv).
Em Abril de 1.817, o capitão da Marinha dos Estados Unidos, Mathew Fawry, famoso por
seus trabalhos em oceanografia, enviou à Secretaria de Estado um estranho mapa da América
do Sul, redesenhada por ele. O mapa ia em adento a um memorando secreto que ele havia
encaminhado em 1.816, sob o título “Desmobilization of the Colony of Brazil”. O comandante
Fawry não era obrigado a conhecer detalhes de nossa política, porque naquela ano não éramos
mais colônia de Portugal. Havíamos passado a Reino Unido a Portugal e Algarves, por ato de
Dom João 6º, mas isso era de menor importância para os objetivos do brilhante oficial naval
estadunidense.
Porque no mapa, e no memorando anterior, ele sugeria que os Estados Unidos tomassem a
iniciativa de estimular a criação do “Estado Soberano da Amazônia”, incluindo a região limitada
pelas Guianas atuais, pela fronteira da Venezuela e da Colômbia, ao Norte, e, ao Sul, por uma
linha reta que começaria por São Luís do Maranhão e hoje terminaria no ponto estremo onde
Rondônia se limita com Mato Grosso.
As sugestões do sr. Fawry não paravam aí, em sua intenção de desestabilizar o Brasil, porque
sugeria também a criação da República do Equador, que nada tinha a ver com esse país, mas
englobaria os atuais Estados brasileiros de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande
do Norte, Ceará, Piauí e parte do Maranhão. Queria, ainda, a “Província Autônoma da Bahia” e,
lá embaixo, a “República Riograndense”. O que sobrasse seria o Brasil...
Coincidência ou não, em 1.823 eclode no Nordeste a rebelião contra Dom Pedro 1º, com
o Brasil já transformado em Império. Que nome deram os revoltosos de Manoel Paes de
Andrade e do frei Caneca à república que fundaram e logo se viu batida pelas forças imperiais?
Confederação do Equador...
Lincoln sugeriu um Estado livre na região.
Mais tarde, em plena Guerra Civil Estadunidense, Lincoln faz a Proclamação de emancipação,
a 22 de Setembro de 1.862, declarando “desde já e para sempre livres todos os escravos
existentes nos Estados rebeldes”. Com a vitória dos negros libertados e lhes sugere, conforme
proposta do general James Watson Webb, ministro plenipotenciário de Washington junto à
Corte de Dom Pedro 2º, a criação de um Estado Livre dos negros estadunidenses. Onde? Na
Amazônia... Dom Pedro 2º perdeu noites de sono mas, ao final, foi salvo pelo próprio grupo de
negros que Lincoln havia convocado. A proposta deles foi: “Não aceitamos a proposta, porque
este país também é nosso!” E ficaram por lá mesmo, até hoje.
São reminiscências do passado, coisas de antanho, essas investidas sobre a Amazônia?
Tomara que fossem, valendo alinhar alguns comentários recentes de líderes da atualidade:
“Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós” (Al
Gore, 1.989, vice-presidente dos Estados Unidos).
“Os países industrializados não poderão viver da maneira como existiram até hoje se não
tiverem à sua disposição os recursos naturais não renováveis do planeta. Terão de montar um
sistema de pressões e constrangimento garantidores da consecução de seus intentos” (Henry
Kissinger, 1.994, ex-scretário de Estado estadunidense).
“O Brasil deve delegar parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais
competentes” (Mikhail Gorbatchóv, 1.992, ex-ditador da extinta União Soviética).
“O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia” (François Mitterand, 1.989,
então presidente da França).
“As nações desenvolvidas devem estender o domínio da lei ao que é comum de todos no
mundo. As campanhas ecologistas internacionais que viam à limitação das soberanias nacionais
sobre a região Amazônica estão deixando a fase propagandística para dar início a uma fase
operativa, que pode, definitivamente, ensejar sobre a região” (John Major, 1.992, então primeiro-
ministro da Inglaterra).
“A liderança dos Estados Unidos exige que apoiemos a diplomacia com a ameaça da força”
(Warren Christopher, 1.995, quando secretário de Defesa dos Estados Unidos).
“Se os países subdesenvolvidos não conseguem pagar suas dívidas externas, que vendam
suas riquezas, seus territórios e suas fábricas” (Margaret Tatcher, 1.983, então primeira-ministra
da Inglaterra).
Precisa mais? Pois bem, mesmo sem precisar:
“A Amazônia deve ser intocável, pois constitui-se no banco de reservas florestais da
Humanidade”(Congresso de Ecologistas Alemães, 1.990).
“Só a internacionalização pode salvar a Amazônia” (grupo dos Cem, 1989 – Cidade do
México).
“ A destruição da Amazônia seria a destruição do Mundo” (Parlamento italiano, 1.989).
“A Amazônia é um patrimônio da Humanidade. A posse dessa imensa área pelos países
mencionados – Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru e Equador -, é meramente circunstancial”
(Conselho Mundial de Igrejas Cristãs, reunidas em Genebra, 1.992).
“É nosso dever garantir a preservação do território da Amazônia e de seus habitantes
aborígenes para o desfrute pelas grandes civilizações européias, cujas áreas naturais estejam
reduzidas a um limite crítico” (idem).
Dizem que somos dilapidadores das riquezas naturais.
Enganam-se apenas quem for bobo ou então malandro, se não concluir já ter começado o
sistema de pressões e constrangimento preconizados por Henry Kissinger, ou a fase operativa
referida por John Major. Começou a se encontrar em pleno desenvolvimento, apesar do silêncio
cúmplice de nossa mídia, de nossas entidades representativas, especialmente empresariais.
Não se marcaram datas, é claro, ao menos até agora, para operações militares. Os “marines”
ainda não estão saltando sobre a Amazônia, porque essa não é a estratégia lá de cima.
Eles têm tempo e paciência. Pretendem, primeiro, conscientizar a opinião pública mundial
de que nós, brasileiros, somos irresponsáveis, dilapidadores da natureza, vândalos que
não merecemos deter a soberania sobre nosso próprio território. Pode levar alguns anos a
mais, porque começaram fazendo a cabeça do cidadão comum e, em especial, das crianças.
Estas, quando adultas, de tanta propaganda antibrasileira, aceitarão sem pestanejar, até com
aplausos, uma decisão qualquer das Nações Unidas ou de outro organismo supranacional,
internacionalizando a região.
Evidências disso? Vamos a elas.
O Homem-Aranha, numa revista em quadrinhos, organiza a sua turma e luta contra posseiros,
fazendeiros e o governo do Brasil, “para salvar a Amazônia”. O Super-Homem, também e
quadrinhos, em vez de voltar para Kripton, dedicou-se numa aventura inteira a enfrentar os
madeireiros que destruíam a região. Venceu, pelo menos na revistinha. Num ingênuo brinde
distribuído por uma cadeia internacional de hambúrgueres, numa história em quadrinhos, dois
meninos discutem se gostam mais de alho, de cebola ou de pepino em conserva. De repente,
sem mais nem menos, um fala com o outro: “Você sabia que o Brasil queima um campo de
futebol por segundo na Amazônia?”
E por falar em fogueiras: diversos restaurantes populares, de fast-food, nos Estados Unidos,
utilizam toalhas descartáveis em suas mesas. Nelas se lê com muita freqüência o mesmo que os
ingleses colocam em adesivos nos seus carros: “Lute pelas florestas. Queime um brasileiro”.
Na CNN, cenas de queimadas e devastação.
Acabou? Não. Há meses a cadeia de televisão CNN dedica à Amazônia um comercial-
institucional, apresentado por sua correspondente no Rio de Janeiro, Marina Mirabella. Ela
mostra, primeiro, as belezas e maravilhas da região, exaltando-as. De repente, um corte e cenas
de queimadas, devastação da flora e fauna, garimpeiros, sujeira e imundice. E a conclusão da
jornalista, em “off”: “São os brasileiros que estão fazendo isso. Até quando? A Amazônia pertence
à Humanidade e o Brasil não têm competência para preserva-la”.
Tem mais. A revista “Science”, editada em Washington, acaba de publicar recentemente
estudo mostrando que em 30 anos os recursos de água doce do planeta não serão suficientes
para aplacar a sede universal, e o maior problema é a falta de acesso a essa água, porque dois
terços dela estão nas geleiras dos Pólos. Em seguida completam dizendo que o Rio Amazonas
carrega 15% da água doce da terra, e “só é acessível a 25 milhões de pessoas, constituindo uma
opção exótica tentar utilizar os icebergs...”
Conforme depoimento do ex-ministro da Marinha, almirante Maximiano da Fonseca, quando
na capital estadunidense, “são freqüentes as professoras das escolas públicas que defendem a
invasão da Amazônia como inevitável, e virá mais cedo ou mais tarde”.
Documentos continuam sendo produzidos pelo Conselho Mundial das Igrejas Cristãs, em
Genebra, sustentando “a necessidade da infiltração de missionários na floresta para delimitar
as nações indígenas, sempre pedindo três ou quatro vezes mais (...) sendo nosso dever esgotar
todos os recursos que devida ou indevidamente possam redundar na preservação desse imenso
território, patrimônio da Humanidade, não patrimônio dos países que pretensamente dizem lhes
pertencer”.
Em nome dos índios, ongs fajutas criticam o Brasil.
Organizações internacionais de reconhecidos méritos em defesa da ecologia e dos direitos
humanos muitas vezes se misturam a organizações fajutas, calhordas, daquelas que servem a
interesses escusos do empresariado, pregando a demarcação de terras indígenas e a formação
de nações indígenas independentes, inclusive em zonas onde o Brasil faz fronteira com a
Venezuela e a Colômbia. Só para citar o caso dos Ianomâmi, que merecem todo o nosso respeito
e proteção: são cerca de 10 mil e têm assegurada uma área de cerca de 9,5 milhões de hectares
entre os Estados de Roraima e Amazonas.
Uma Bélgica e uma Holanda, onde, por coincidência, conforme o coronel Gelio Fregapani,em
seu livro “Amazônia – 1.996”, lê-se que 96% das reservas mundiais de NIÔBIO localizam-se
exatamente lá. E, segundo informações da Unicamp, a energia elétrica no futuro será gerada
em centrais nucleares limpas, feitas de um grande aro de nióbio na forma de um pneu. Essas
centrais só poderão ser construídas de nióbio e, se dominarmos a tecnologia, dominaremos a
venda das centrais...
Por ocasião da crise do petróleo o presidente Richard Nixon declarou que “antigamente
quando os povos vigorosos necessitavam de água, iam busca-la onde existisse, independente
de quem fosse o dono”. Pois um de seus sucessores, George Bush, além de ter deflagrado a
Guerra do Golfo, para buscar petróleo, foi quem, em carta ao então presidente Fernando Collor,
exigiu que a área dos Ianomâmi fosse demarcada. Também exigiu o entupimento do poço do
Cachimbo, onde, no futuro, o Brasil poderia fazer experiências nucleares...
Hoje fica supérfluo dizer, por inócuo, ser a Serra dos Carajás, por coincidência em território
amazônico, a maior concentração mundial de minerais, do ferro aos nobres. A Vale já foi
privatizada.
O coronel Gelio Fregapani, que serviu muitos anos na Amazônia, e hoje se encontra a
reserva, faz um alerta partido de frase de Bismarck, para quem “recursos naturais nas mãos
de nações que não querem ou não podem explorar, deixam de constituir bens e passam a ser
ameaças aos povos que os possuem”. E acrescenta: “A ameaça poderia não ser imediata na
época da bipolaridade, quando os Estados Unidos não se arriscariam a jogar o Brasil e talvez
toda a América Latina para o outro lado, mas a situação não é mais a mesma, e a guerra do
Iraque mostrou claramente que os nossos antigos amigos do Norte decidem rápido e passam à
ação mais rápido ainda quando estão em jogo os seus interesses. (...) Então, qualquer pretexto
servirá. Em caso de instabilidade social ou econômica no País haverá muito maior possibilidade
de pressões serem bem-sucedidas”.
Dúvidas inexistem de que todas essas ameaças ficariam enfraquecidas caso dedicássemos
a ocupar e desenvolver a Amazônia no mais breve prazo possível. Tentativas, porém, têm,
fracassado ou sido propositadamente levadas ao fracasso. A experiência da Transamazônica
malogrou, talvez pela impossibilidade de levar nordestinos a uma região completamente diversa
de sua cultura. Mas o Projeto Calha Norte foi deliberadamente torpedeado, como se tenta fazer
com o SIVAM, importando menos quem ganhou a concorrência e lucrará com sua implantação.
Existe o risco de acontecer um novo Vietnã.
Não dormimos, propriamente, enquanto isso acontece. Unidades das Forças Armadas têm
sido transferidas para a Amazônia, mas é claro que, diante de uma invasão armada, dizem os
Estados-Maiores, não resistiríamos dez dias na preservação das principais cidades da região.
O problema (ou a solução), está no comentário reservado de um de nossos ministros militares,
feito pouco tempo atrás: “Será o momento, então, de nossos guerreiros se transformarem em
guerrilheiros”. Aconteceu assim no Vietnã, queira Deus que não aconteça por aqui, mas o
confronto bélico não constitui o perigo principal dessa questão. Muito pior é a lavagem cerebral
que se faz no planeta inteiro, atingindo crianças e jovens, até os nossos. Porque um belo dia irão
decretar a internacionalização da Amazônia e se repetirá a história daquele pastor evangélico
alemão que momentos antes de enfrentar o pelotão nazista de fuzilamento, escreveu:
-“Primeiro vieram levar os judeus e eu não me incomodei, porque não era judeu. Depois
levaram os comunistas e eu também não me importei. Não era comunista. Levaram os liberais e
também dei de ombros. Nunca fui liberal. Em seguida os católicos, e eu era protestante. Quando
vieram me buscar não havia mais ninguém para protestar...
Quando vier a internacionalização da Amazônia, quem reagirá?
(Transcrito integralmente).
Leia e analise esse outro comunicado que foi enviado à vários pesquisadores, em Março de
1.996, pelo sr. Luís Carlos Borges da cidade de Jaraguá do Sul, Santa Catarina:
Um Projeto Pirata – O Misterioso Golpe Que Ninguém Viu!
Igrejas Evangélicas e Governo de mãos dadas: É o ecumenismo contra a evidência dos
Objetos Voadores Não identificados.
Recentemente a Revista (...) publicou uma verdadeira bomba em matéria de descoberta sobre
fatos estranhos que envolvem a questão dos discos voadores (...). O artigo da Revista começa na
abordagem a um certo jovem auxiliar de escritório e uma importante organização Evangélica nos
Estados Unidos (...) – não mencionaremos seu nome por motivos óbvios.
O Artigo declara que, órgãos ligados as Altas Cúpulas do Governo Estadunidense e da
Organização das Nações Unidas, estariam usando da mídia Religiosa c Omo meio de disseminar
seus planos em relação a questão dos Discos Voadores. Um Documentário Ultra-Secreto (Top-
Secret), teria vazado e chegado nas mãos do já citado jovem que deveria tê-lo entregado ao
pastor da Igreja local, porém fatos isólitos impediram e impossibilitaram a entrega do documento
naquele dia. Nota: o jovem que nunca antes houvera se esquecido de entregar a correspondência,
por insondável desígnio do Destino não lembrou-se de entregar o envelope que chegará com o
nome do Ministro não impresso.
Resolvendo levar a correspondência para sua casa e entrega-la na Igreja ao domingo, foi
que se chegou ao mais macabro e arrojado plano que alguém poderia imaginar. Ao conferir as
notas e separar os documentos, o jovem encontrou um envelope lacrado e sem selo, ou outra
identificação, não sabendo o que seria resolveu abri-lo para conferir; e qual não a sua surpresa ao
verificar que se tratava de uma Carta. Documento Ultra-Secreto enviada por uma área do Governo
indicando e dando ordens aos Ministros Evangélicos a efetuarem uma verdadeira lavagem
cerebral em seus membros.
Levando-os ao esterismo coletivo e fanático contras as Manifestações Ufológicas, entre os
métodos utilizados pelos Pastores Evangélicos estaria o uso de técnicas de hipnose, totalmente
camufladas, as quais seriam Ministradas aos Ministros Religiosos em cursos fornecidos por
companhias governamentais ou em encontros Secretos de Pastores. As outras alternativas seriam
o uso do Marketing Religioso. A literatura (livros devidamente bolados para serem comercializados
com o fim escuso de desviar os membros da realidade, e do fato de que naves extraterrestres
estariam presentes na terra). Sermões teologicamente arquitetados com o fito de fazer o povo ver
nas manifestações dos objetos voadores não identificados uma ameaça.
Um trecho da carta diz:
-“Vocês devem induzir as massas a idéia de que tais contatos são perigosos! Usem seus
chavões religiosos e digam ao povo que isso é tudo coisa do Diabo, à vida na terra”.
Tudo o que acabamos de ler não nos causaria maior espanto se...não por um trecho da Carta
que diz:
-“Estes Seres estão nos ameaçando já faz algum tempo (desde o episódio em que se usou a
1ª bomba atômica) nosso sistema de vida consumista e nossa política, de domínio não poderá
sobreviver por mais tempo com as duras repreensões que temos recebidos dos Celestiais; a
não ser que levemos o povo para o nosso lado, pois estes Seres se importam demais com a
ralé ignorante das massas estúpidas das quais nos temos servidos. O seu Amor e interesse no
bem estar dos homens subjugados, será sua fraqueza, e a nossa arma. Bem sabemos dos seus
planos, e que pretendem dar um basta em nossas atividades políticas e governamentais e assim
estabelecer um Reino Único e Multimilenar sobre a Terra.
Sabemos que pretendem tomar as rédeas do Poder e estabelecer a Paz e harmonia total entre
os habitantes em todo o Planeta (isso seria o nosso fim e a nossa ruína total!). Perderíamos todo o
nosso poder de comércio e o esclarecimento total dos fatos para a humanidade vulgar seria uma
quebra total do pagode que temos eregido a custa de tremendas e terríveis dificuldades”.
Temos informações de que ao colocarmos nosso projeto de controle Mental Mundial, os
Celestiais levarão os seus escolhidos e os demais Representantes que aqui se encontram em
nosso meio. É difícil identifica-los visto poderem assumir nossa forma. Temos recebido a ajuda
de Entidades que combatem os Celestiais, as quais nos tem fornecido auxílio tecnológico entre
outros, para manter o atual sistema de coisas. Sabemos que os Celestiais pretendem evacuar a
terra de seus moradores; quando isso acontecer os que aqui ficarem serão nossos servos mais
leais, para isso é preciso que a igreja nos ajude catequizando estas pessoas e levando-as a crer
que estes seres são o próprio mal em pessoa. Esta parte cabe aos Ministros Religiosos.
Dizem os propagadores das mensagens dos Celestiais, que o Imperador Universal desta região
da galáxia virá dentro em breve a Terra; virá através de um portal dimensional que se encontra
em um buraco negro na Constelação de Óriom. Nossos cientistas já confirmaram o fato, e nossos
auxiliares também já nos informaram do mesmo, seja ele quem for. Budha, Krishna, Jesus ou o
próprio Deus em pessoa é o nosso dever recebe-lo de armas em punho, pois não aceitaremos
a um governo alienígena que não seja compatível com o nosso, ou que não nos permita dirigir
nossos próprios negócios.
Não, não aceitaremos um governo que não seja dirigido por nós! Manteremos o nosso domínio
custe o que custar. Temos armas estrategicamente colocadas no espaço para evidar a descida
deste Messias, Maitréya ou seja lá quem ele for. O papel dos dirigentes das igrejas será o de
preparar o povo e coloca-lo do nosso lado. O governo não poderá fomentar uma perseguição aos
propagadores destas Mensagens (ufólogos, seguidores da Nova Era, etc.), dos alienígenas, mas a
igreja poderá faze-lo de forma sutil e menos suspeita: ela terá todo o nosso apoio e isso nos livrará
de embaraços e de colocar tudo a perder na vista nossas reais intenções.
O povo é estúpido, principalmente os muito céticos e os crédulos nos padrões eclesiásticos
ortodoxos... Levem o condicionamento e dependência dos seus prosélitos ao extremo. Um povo
dependente é um povo cativado e submisso: isso garantirá o nosso poder e domínio universais...
Desmentiremos tudo!
*
Passados alguns anos, o leitor que achar que o artigo enviado pelo senhor Luís Carlos Borges,
é alguma “maluquice”, escreva pedindo livros (compre-os e leia-os) para:
Instituto por Correspondência Internacional.
Caixa Postal nº 364.
130001-970 – Campinas – SP.
*
Mas, voltemos ao corpo principal do nosso raciocínio:
Em 1.821, frente ao envenenamento de Napoleão Bonaparte na Ilha de Santa Helena (ilha
inglesa no Oceano Atlântico), apressa-se o processo da nossa Independência.
Leia e analise a notícia abaixo:
Cientistas exibem provas de que Napoleão morreu envenenado.
Jornal ‘O Estado de São Paulo’: 02 de Junho de 2.001, Sábado.
Página A-12 – Reali Júnior – correspondente / Transcrição Integral/.
Análises dos cabelos do imperador demonstram quantidade do veneno muito acima do normal.
Paris – Um importante episódio da história da França terá de ser re-escrito, o da morte do
imperador Napoleão Bonaparte. Três renomados cientistas franceses apresentaram ontem novas
provas confirmando a tese do envenenamento por arsênico do imperador durante seu cativeiro
nos últimos anos de sua vida, na Ilha de Santa Helena.
Essa possibilidade havia sido levantada anteriormente pelo milionário canadense Ben Weider,
autor de um
Livro que vendeu mais de 1 milhão de exemplares e se apoiava em análises feitas em mechas do
cabelo de Napoleão, examinadas nos laboratórios do FBI (a polícia federal estadunidense).
Inicialmente, os historiadores franceses mostraram-se muito cético, não aceitando a versão do
assassinato de Napoleão, preferindo a oficial, que atestava sua morte aos 52 anos, em 05 de Maio
de 1.821, por um câncer no estômago. Napoleão encontrava-se na ilha, desterrado pelos ingleses
desde sua derrota em Waterloo, em 1.815.
A pedido de Weider, os professores Bertrand Ludes e Pascal Kintz, ambos do Instituto Médico
Legal de Estrasburgo, e o dr. Paul Fornés, do Hospital Europeu Georges Pompidou, de Paris,
efetuaram pesquisas em amostras de cabelos de Napoleão, confirmando resultados de análises
anteriores, os quais atestam o envenenamento. Segundo Kintz, diretor-adjunto do instituto e
toxicólogo conhecido mundialmente, “a concentração de arsênico nas amostras de cabelo de
Napoleão é de 7 a 38 vezes superior à normal, comprovando, sem contestação, uma intoxicação”.
Seu colega Fornés, especialista em anatomopatologia, salienta em seu relatório que os
historiadores concluíram que a morte havia sido provocada por um câncer gástrico, mas nenhuma
das manifestações dessa doença aparecem claramente no processo da morte do imperador,
nem emagrecimento extremo nem existência de metástase. A prova de DNA é necessária e será
definitiva, pois os cientistas não podem atestar que as amostras de cabelos examinados provêm
realmente da cabeleira de Napoleão Bonaparte.
Os restos mortais estão na Igreja de São Luís dos Inválidos, um dos monumentos mais
visitados de Paris. A exumação é juridicamente possível, permitindo recolhe o DNA para compara-
lo com a análise dos cabelos.
*
Leia e analise a próxima notícia:
Mataram o Rei – Exames comprovam que Dom João 6º, Rei de Portugal, morreu envenenado
com arsênico.
Revista Veja – 07 de Junho de 2.000 – Página 126 /Transcrição Integral/.
Uma equipe composta de dois arqueólogos e um médico-legista começou a reescrever a
História de Portugal. Exames químicos realizados pelo time de pesquisadores comprovaram
que o rei Dom João 6º morreu envenenado com arsênico. As análises das vísceras do monarca
detectaram uma quantidade de veneno quase quatro vezes maior que a necessária para mata-
lo, confirmando as suspeitas de que o rei, morto em 1.826, foi assassinado. Na época creditou-se
sua morte a complicações digestivas, ocorridas logo após um jantar em família. Mas logo surgiram
boatos de que ele havia sido envenenado. As pesquisas que desvendaram o mistério agora
criaram outro ainda mais inquietante: quem matou o rei? Trabalho com fatos. Minha função de
arqueólogo está feita. O resto cabe aos historiadores, disse a Veja Fernando Rodrigues Ferreira,
chefe da equipe de pesquisadores.
Dom João 6º foi o rei de Portugal que em 1.808, fugindo das tropas de Napoleão que invadiram
o país, transferiu a corte para o Brasil. Por aqui ficou até 1.820, quando uma revolta na cidade
do Porto obrigou a retornar. Partiu levando sua esposa, Carlota Joaquina e sete dos oito filhos
vivos. Só dom Pedro, o mais velho, ficara no Brasil na condição de regente. Em Portugal, o rei
foi obrigado a jurar a Constituição liberal, provocando a indignação da mulher e do filho dom
Miguel, ambos do olho no trono real. Carlota Joaquina, que considerava o marido excessivamente
tolerante, uniu-se a dom Miguel e passou a conspirar contra o marido. Em 1.824, após uma
tentativa fracassada de golpe para derrubar o rei, Carlota foi confinada no Paço de Queluz, e dom
Miguel, exilado em Viena. Dois anos depois o rei morria, misteriosamente. Será que a rainha está
por trás do crime? Carlota devotava total desprezo ao marido, e as más línguas na corte diziam
que ele não era o pai dos últimos filhos dela. Nada que um bom exame de DNA não pudesse
esclarecer hoje em dia.
O corpo de dom João 6º foi embalsamado e levado para o Panteão dos Reis de Bragança,
no mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. As vísceras e o coração acomodados em um
pote de porcelana foram depositados em uma caixa de madeira e enterrados no chão da Capela
dos Meninos de Palhavã, no mesmo mosteiro. Em 1.993, durante a restauração do mosteiro, o
arqueólogo Ferreira encontrou dois potes similares aos que continham os despojos do rei. Ao
notar que o material daqueles potes estavam em bom estado de conservação, teve a idéia de
procurar pelos restos do rei com o propósito de desvendar o mistério sobre sua morte. As vísceras
do monarca estavam quase reduzidas a pó, mas, segundo os pesquisadores, em condições de
ser analisadas. “O arsênico era muito usado para envenenar pessoas, já que algumas formas da
substância não são perceptíveis ao olfato e ao paladar”, explica Ferreira. Para infelicidade do rei,
um copo d’água com arsênico é idêntico a um copo de água pura.
*
E mais a notícia que segue-se, que trás paralelo com o que informei no Boletim Informe anterior
(nº 43 – Março de 2.003), sobre o tenente da marinha estadunidense, Mathew Fawrey:
Um plano para resgatar Napoleão.
Jornal da Tarde: 14 de Janeiro de 2.001, Domingo, por Rodrigo Garcia – Transcrição Integral.
Era um plano fantástico e por muito tempo permaneceu oculto: espiões franceses, auxiliados
por brasileiros, partiriam de Pernambuco para resgatar Napoleão Bonaparte de seu exílio na Ilha
de Santa Helena. Descobertos, os envolvidos foram presos e deportados.
Um grupo de brasileiros, com estadunidenses e exilados franceses, planejou, em 1.817, libertar
Napoleão Bonaparte de Santa Helena, ilha no Oceano Atlântico, a mais de 3.000 quilômetros do
Brasil, entre Angola e o Estado da Bahia, onde o imperador deposto da França era mantido como
prisioneiro pela Grã-Bretanha.
O objetivo era trazer Napoleão para o Nordeste. Mas o plano nunca foi posto em prática, pois
o governo revolucionário que se instalou em Pernambuco e que ajudaria na missão, acabou
derrubado pelas tropas portuguesas.
Esse ousado e pouco conhecido episódio da história Nacional foi contado em detalhes pelo
historiador Ferreira da Costa no artigo “Napoleão I e o Brasil – tentativa de evasão do prisioneiro
de Santa Helena concertado entre emigrados franceses nos Estados Unidos e agentes da
revolução pernambucana de 1.817”.
O texto foi publicado primeiro em francês, em 1.886, na Revue du Monde Letine (Revista
do Mundo Latino) e, 17 anos depois, na Revista do Instituto Archeológico e Geográfico de
Pernambuco.
Segundo Ferreira da Costa, desde que Napoleão foi enviado para Santa Helena, em 1.815, os
ingleses temiam que ele fugisse – como já tinha ocorrido em 1.814, quando ele esteve preso na
Ilha de Elba, no Mar Mediterrâneo. E, realmente, logo surgiram notícias sobre planos de fuga do
imperador de Santa Helena.
Numerosos planos de rapto foram concertados com efeito, tanto na Europa como na América
– escreveu Ferreira da Costa. O historiador também falou sobre o medo que essas informações
provocavam:
-“O rei Luís 17 ouvia-os com inquietação e o governo inglês duplicava a vigilância em volta
de seu prisioneiro. Napoleão podia perceber a existência destes boatos e o terror que inspirava
aos seus inimigos pelo excesso de precauções tomadas com relação a sua pessoa. Quanto mais
se falava na França “do regresso”, tanto mais se esforçavam os carcereiros britânicos para torna-
lo impossível”.
Em Março de 1.817 um movimento revolucionário instalou-se no Recife e decretou a
independência de Pernambuco. O nov país, porém, só durou três meses. Mas nesse período um
embaixador, Antônio Gonçalves da Cruz, mais conhecido como Cabugá, foi a Washington tentar
conseguir o apoio dos Estados Unidos, e comprar armas. Lá ele se encontrou com franceses
exilados após a derrota de Napoleão na batalha de Waterloo e organizaram o plano de fuga.
A Grã-Bretanha e a França souberam dos preparativos. Um diplomata inglês nos Estados
Unidos, Charles Bagot, escreveu a seus chefes de Londres em 06 de Outubro de 1.817 que “deve
haver uma reunião geral dos agentes da conspiração em Fernando de Noronha, pequena ilha da
costa de Pernambuco, que os portugueses transformaram em presídio”.
Paris sabia mais sobre o plano. Um relatório da diplomacia francesa de 20 de Julho de 1.817
afirmava: “Assegura-se que José Bonaparte (irmão de Napoleão) ocupa-se desde alguns meses
com o projeto de raptar seu irmão da Ilha de Santa Helena”. E dava detalhes:
-“O coronel Latapie já partiu com 32 homens para Pernambuco. O ponto de reunião dessa
expedição é a Ilha de Fernando de Noronha, situada a 62 léguas da costa do Brasil. Ali devem
reunir-se os oficiais franceses de Bonaparte, em número de aproximadamente 80, 700 oficiais
americanos, duas escunas e um navio armado por Lord cochrane e tendo a seu bordo 800
marinheiros e 200 ou 300 oficiais”.
O documento ressalta ainda que os moradores de Santa Helena eram simpáticos a Napoleão.
Mas, quando quatro franceses, liderados pelo coronel Latapie, chegaram ao Brasil no final
de 1.817, o governo revolucionário de Pernambuco já fora deposto e a coroa portuguesa estava
finalizando investigações e prisões arbitrárias. O grupo francês foi detido e posto sob liberdade
provisória. Eles ficaram sob a proteção do cônsul americano no Recife, Joseph Ray.
O coronel Latapie, num depoimento ao governador de Pernambuco, o general Luiz do Rego
Barreto, confirmou que estava no Brasil a pedido de José Bonaparte, de quem era amigo, com o
objetivo de analisar a possibilidade de organizar uma flotilha para libertar o ex-imperador.
O secretário do cônsul americano, Georges Flemming Holdt, confirmou o plano. Segundo ele,
Latapie disse que “os emigrados franceses nos Estados Unidos, em número de 10 mil, estavam
prontos para ir raptar Napoleão Bonaparte em Santa Helena, para cujo fim já haviam reunido
quantia superior a US$ 1 milhão”.
Holdt informou mais detalhes ditos por Latapie. “O plano de evasão fora submetido ao
comandante Decatur, o melhor oficial da Marinha federal, o qual assegurara que o projeto tinha
duas probabilidades sobre três.
As autoridades de Pernambuco, ao perceberem que os franceses estavam envolvidos numa
questão com muitas implicações diplomáticas, enviaram os prisioneiros para o Rio de Janeiro, de
onde foram expulsos do Brasil. Desta forma, chegava ao fim um ousado plano que, na verdade,
nunca foi posto em prática.
Em 05 de Maio de 1.821, Napoleão morreu em Santa Helena. Seus restos mortais só deixariam
a ilha em 1.840. Foram levados para o Panteão dos heróis franceses, em paris, onde estão até
hoje.
*
Do que foi escrito por Carlos Chagas, em magnífico artigo já publicado no Informe nº 42 –
Janeiro de 2.003, nos artigos anteriormente aqui citados, podemos destacar que:
1º- A Revolução Pernambucana de 1.817 foi feita pelo governo estadunidense, dentro de
um plano muito maior, envolvendo não só o Brasil como toda a América Latina. Se desse certo,
maravilha, caso algum obstáculo se fizesse no meio do caminho, era só Washington sair “de
fininho”...o que fez!
2º- A ajuda estadunidense aos franceses napoleônicos, nada tinha de simpatia e sim, de
desestabilizar o domínio britânico pois:
2.A- A Doutrina do Destino Manifesto já estava em andamento.
2.B- A futura Doutrina Monroe (A América para os americanos), estava ano a no, ganhando
corpo jurídico-doutrinário eficiente.
3º- Há determinada corrente de historiadores, a maioria ligados a determinada
organização ‘secreta’ (porém amplamente conhecida, dividida em graus) que, documentalmente,
sabem que o plano de fuga de Napoleão Bonaparte, foi novamente orquestrado na época da
nossa independência o que, nesse caso, tornaria um perigo gigantesco, dessa vez, para os
Estados Unidos. Dizem que, esse projeto maior, mais bem organizado e que provavelmente se
executado, teria três pontos de sucesso entre três, deixou Washington e Londres tão alarmados,
que os ingleses optaram (só eles?) pelo envenenamento.
4º- Nesse segundo plano, dizem que Dom João 6º estava envolvido, para assegurar um
Brasil forte, que tanto amava e que tentou por várias vezes a transferência definitiva do Império
português de Lisboa para o Rio de Janeiro, daí sua permanência no País até 1.821 e uma
revolução na cidade do Porto, dizem que orquestrada pelos ingleses, para obrigar a volta do
monarca. Muitos nunca perdoaram Dom João 6º por isso...daí...
*
Novamente, voltemos ao raciocínio principal:
O Brasil independente em 1.822 força os Estados Unidos a aperfeiçoar sua política de domínio
das Américas. Em 1.822, em mensagem ao congresso, o presidente James Monroe (1.817 –
1.825) anuncia a Doutrina Monroe:
-“ A América (do Norte, Central e do Sul) para os americanos” (= estadunidenses explorarem e
mandarem).
Os estadunidenses deveriam ser os dominadores/donos absolutos de tudo, nas três Américas!
Essas doutrinas políticas (ensinadas e pregadas nas escolas, lares e religiões), incentivam
também a contínua expansão para o oeste (Oceano Pacífico), da fronteira dos EE.UU.. em 1.862
o governo cria a Lei de Cessão de Terras, que dava 160 acres de terras a todo cidadão que as
ocupasse durante 05 anos. Isso para que o governo diminua seu gasto (e isso passa a ser uma
das obrigações indiretas desses cidadãos), na política do “índio bom é índio morto”. O próprio
general Sherman pregava que:
-“Devemos agir contra os sioux (uma das muitas tribos indígenas) com um zelo vingador e,
sendo necessário ir até o seu completo extermínio: extermínio de homens, mulheres e crianças...”
Caravanas enormes são organizadas para que os proprietários das terras “doadas” pelo
governo, encaminhem-se às mesmas com, normalmente, prévio contrato de bandidos e
assassinos, que dariam combate mortal aos índios que estivessem nas terras.
Aliás, cabe aqui comentar que a técnica do escalpelamento, ou seja, cortar com uma faca o
couro cabeludo e rrancá-lo com as mãos, foi introduzida pelos ingleses na “colonização” das
suas 13 colônias originais e tal “técnica” foi amplamente utilizada pelos Estados Unidos no
despovoamento indígenas. Isso era completamente desconhecido pelos índios americanos (das
três Américas!). Com os cabelos, ingleses e estadunidenses faziam perucas e cordas/correias.
No século 19, a formação da sociedade estadunidense na costa Leste (Atlântico), irá ter
diferenças interessantes. A área dos chamados Estados Sulistas (antigas áreas espanhola e
francesa), será escravocrata e mais lenta em sua ganância econômica e por causa da geografia
(clima), optou por grandes plantações, predominantemente de algodão e abastecerá as indústrias
têxtis do Norte/Leste.
A parte Norte/Leste, de esmagadora maioria protestante, sediará o governo federal, os
bancos, indústrias e arsenais militares. A famosa Guerra Norte contra Sul (Guerra da Secessão:
1.861 – 1.865), será simplesmente a ganância dos banqueiros-industriais nortistas (22 milhões
de habitantes), para terem para si a matéria-prima (algodão) do Sul (9 milhões de habitantes
e destes, 4 milhões de escravos e sem nenhuma indústria). Quem pensa que essa guerra foi
causada para libertar e acabar com a escravidão nos Estados Unidos, está enganado! A guerra
custou mais de 260.000 mortos e um número muito maior de feridos/mutilados mas, provou para
os industriais nortistas que a Doutrina do Darwinismo Social (criada pelo filósofo inglês Spencer),
estava correta: o mundo é dos mais aptos, dos mais arrojados e dos mais fortes que, pela própria
seleção nas oportunidades sociais e econômicas distingüem aqueles que, com tais características
foram abençoados por Deus para comandarem o ... resto!
Essa guerra se insere em modesta análise de um povo (elite), que não pensa duas vezes para
exterminar os seus semelhantes, para consolidar sua supremacia econômica e cultural.
A elite protestante tendo o absoluto controle dos meios de produção e bancários dos Estados
Unidos, começam a expandir seus negócios e sua doutrina, para outros lugares do Planeta.
Um pequeno exemplo: no final do século 19, Cuba era colônia espanhola de onde os Estados
Unidos compravam açúcar, pagando uma pequena taxa à Espanha. O imperialismo estadunidense
fez com que o governo mandasse ao porto de Havana o encouraçado Maine que, atracado, na
noite de 15 de fevereiro de 1.898 explode “misteriosamente”, fazendo com que Washington acuse
os espanhóis. Tem início a guerra hispano-estadunidense que nada mais é do que a continuação
da Doutrina do Destino Manifesto quando já, em 1.850, De Bow, político e jornalista sulista
pregava que:
-“Temos um destino a cumprir, um “destino manifesto” sobre todo o México, sobre a América
do Sul, sobre as Índias Ocidentais e o Canadá. As ilhas Sandwich são tão necessárias para o
nosso comércio oriental quanto as ilhas do Golfo para o ocidente. As portas do Império Chinês
devem ser derrubadas pelos homens de Sacramento e do Oregon, e os arrogantes déspotas
japoneses, inimigos da cruz, serão iluminados nas doutrinas do republicanismo e da lei do voto. A
águia da república pousará no campo de Waterloo, depois de traçar seu vôo entre os desfiladeiros
do Himalaia ou dos Montes Urais, e um sucessor de Washington ascenderá ao trono do império
universal”.
O grande escritor estadunidense Mark Twain, respondia a isso:
-“Apresento-vos a altiva nação que se diz CRISTÃ que volta enlameada, enfarruscada e sem
honra de suas incursões de pirata na China, na África e nas Filipinas, a alma inflada de baixezas,
o bolso cheio de dinheiro mal adquirido, a boca transbordante de piedosas mentiras. Daí-lhe
sabão, roupa branca, mas escondei-lhe bem o espelho”.
A guerra contra a Espanha, fez com que Cuba ficasse um país “independente” e capacho
dos EE.UU., e as grandes plantações de cana-de-açúcar, passaram aos ricos industriais
estadunidenses. A surra que a Espanha levou foi tão monumental que, de resto os Estados Unidos
aproveitaram e pegaram para si outra grande colônia espanhola: o arquipélago das Filipinas, do
outro lado da Terra.
Os interesses de Washington ainda passam por terem pego a Ilha de Porto Rico; roubaram
uma parte da Colômbia (através das Doutrinas do Grande Porrete e da Diplomacia do Dólar),
transformando essa parte num país independente, o Panamá, para a construção do famoso
canal (originalmente o governo estadunidense queria construí-lo na Nicarágua, mas sofreu forte
oposição do povo), etc..
Em 1.904 (cabe aqui documentar o autor), o presidente Theodore Roosevelt (tio republicado
do futuro presidente democrata, Franklin Delano Roosevelt: 1.932 – 1.945), estabeleceu
definitivamente a Doutrina do Grande Porrete: -“Fale macio, carregue um grande porrete e irá longe...”
Além dessa doutrina, que invadia militarmente e derrubava governos de qualquer país contrário
aos interesses dos EE.UU., o próximo presidente, que sucedeu Theodore Roosevelt, Willian Taft
(1.909 – 1.913), justificava a Dilomacia do Dólar, as intervenções em países da América Latina,
dizendo:
-“Uma intervenção tendente a assegurar as nossas mercadorias e a nossos capitalistas
facilidades para realizar inversões proveitosas, fonte de benefício para ambas as partes”.
Prezado (a) leitor (a): Eis a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA)!!!
E há pessoas que pensam que a briga é dos dias atuais. Quanta ignorância!!!
O suborno aos políticos dos países de interesse de Washington, era mais barato do que a
invasão militar da Doutrina do Grande Porrete. Além disso, as elites subornadas e continuadas
no poder como fantoches, cuidavam de reprimir qualquer tentativa de rebelião e/ou nacionalismo
exacerbado, da massa popular!
No período em que os EE.UU. e a Grã-Bretanha firmaram o pacto de mútua ajuda para
combater o nazi-fascismo (1.939 – 1.945), é onde nasceram todas as atuais diretrizes de domínio
anglo-estadunidense, do tão comentado “mundo globalizado”. Foram Franklin Delano Roosevelt e
Wiston Churchill que elaboraram tais planos.
Leia o livro:
Tempos Muito Estranhos – Doris Kearns Goodwin. Editora Nova Fronteira.
E tudo começou em 1.787!!!
Da 2ª Guerra Mundial aos nossos dias, o conhecimento histórico é mais recente na memória
dos pesquisadores e não necessita, neste momento de maiores considerações.
Assim, quando manifestações ufológicas, completamente desunidas, “exigem” do governo
estadunidense e dos seus aliados, que esse ou aquele dado ufológico seja imediatamente
divulgado ao público, só há de se rir...e bastante!, de uma atitude tão infantil (para não dizer idiota-
pressunçosa), frente a uma potência mundial (Estados Unidos), que desde 1.787 traçou seu
projeto de domínio planetário, controlando direta ou indiretamente todos os setores da sociedade
humana, e, em nenhum momento até os dias atuais, saiu um milímetro sequer do que projetou.
Há necessidade dos verdadeiros estudiosos da ufologia mergulharem de cabeça na História,
para não fazerem papel de tontos nas eternas exigências descabidas e amalucadas. É necessário
sim, e há décadas isso deveria ter ocorrido, que absolutamente tudo na Ufologia fosse divulgado à
Humanidade!
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