Posted by : Suscitando a Historia terça-feira, 26 de março de 2013


Jornal inglês afirma que deficientes foram cobaias de testes nucleares


A Inglaterra utilizou deficientes físicos e mentais como cobaias em testes nucleares na Austrália durante os anos 50, afirma o jornal The Independent desta segunda-feira.
Estas cobaias humanas assistiram as explosões nucleares em Maralinga, no deserto do Sul da Austrália, depois, quando voltaram a ser convocados para revisão, já estavam mortos, agrega o jornal inglês.
A acusação foi examinada em 1985 por uma comissão real australiana que a rejeitou, recorda o The Independent.
Segundo o jornal, um piloto que disse ter transportado os deficientes até os testes nucleares tinha confessado tudo no final dos anos 80 para o cientista australiano Robert Jackson, que dirige o Centro de Pesquisas de Doenças da cidade de Perth.
Jackson considerou válidas as explicações do piloto, que depois tornou-se funcionário do Centro de Pesquisas de Perth, e após um tempo se demitiu e desapareceu.
Vários militares australianos em Maralinga afirmaram que dois grupos de pessoas deficientes tinham sido levadas para uma área de testes pouco antes de uma das 12 explosões nucleares realizadas pela Inglaterra na Austrália nos anos 50, recorda o jornal.
No começo de maio, o Governo inglês reconheceu ter exposto 12 soldados neozelandeses, australianos e ingleses à radiação nuclear "para testar a resistência das fardas."
"Não fazíamos testes com as pessoas, mas com as fardas", disse um porta-voz, que garantiu jamais ter usado seres humanos como cobaias.
Em 1997, o governo inglês afirmou ao Tribunal europeu de Direitos Humanos, sediado na cidade francesa de Estrasburgo, que nenhum ser humano tinha sido utilizado para realizar experiências durante os testes nucleares.

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