BEBA ÁGUA MINERAL ! SAIBA PORQUÊ
BEBA ÁGUA MINERAL ! SAIBA PORQUÊ
ESTUDO ACHA HORMÔNIO SEXUAL EM ÁGUA
Pesquisa da Unicamp sobre a qualidade da água para consumo na região de
Campinas também encontrou resíduos industriais.
[Jornal Folha de São Paulo: 09 de Dezembro de 2.006, Sábado. Página C-10]
MAURÍCIO SIMIONATO – Da Agência Folha, em Campinas.
Estudo da Unicamp sobre a qualidade da água para consumo e de rios da região
metropolitana de Campinas (95 quilômetros de São Paulo) – onde vivem cerca de 2,5
milhões de pessoas – revela a presença de hormônios sexuais e de compostos derivados de
produtos farmacêuticos e industriais.
Algumas dessas substâncias podem interferir na saúde humana e alterar o
funcionamento de glândulas do corpo. No entanto, não há estudos que indiquem quais
problemas podem ser causados pela ingestão crônica dessas substâncias.
A pesquisa coletou, durante quatro anos, amostras de água bruta e potável na bacia do
rio Atibaia, o principal manancial da região, que abastece cerca de 92% de Campinas.
O monitoramento de substâncias na água foi feito para 21 compostos: seis hormônios
sexuais, quatro esteróides derivados do colesterol, cinco produtos farmacêuticos e seis
produtos industriais.
Na água potável, foram identificadas desde progesterona (hormônio sexual feminino) até
cafeína, bem como colesterol e os hormônios estradiol e etinilestradiol, além de compostos
usados em remédios e na indústria. Os fármacos (substâncias químicas usadas como
remédios) detectados na água são muito utilizados como analgésicos, antiinflamatórios e
antitérmicos. As concentrações de fármaco na água bruta do rio foram maiores do que na
água potável.
Os compostos identificados não deveriam estar presentes na água consumida pela
população. Contudo, não há legislação que fixe níveis toleráveis para essas substâncias.
Algumas, como a cafeína, foram encontradas em concentração até mil vezes maiores do
que em países europeus.
A média de hormônios femininos encontrados na água potável de Campinas é um
micrograma por litro. Portanto, ao beber dois litros de água por dia, uma pessoa pode
ingerir 60 microgramas por litro dessas substâncias por mês.
“Não há dados conclusivos sobre quais danos ao homem são causados por exposição
crônica a esses compostos. Mas eles não deveriam estar presentes na água potável. O
resultado do estudo é bastante preocupante”, disse o professor Wilson de Figueiredo
Jardim.
Tanto os hormônios como os fármacos são excretados pela urina e fezes, chegando aos
rios pelo esgoto.
Segundo a autora da pesquisa, Gislaine Ghiselli, alguns estudos semelhantes foram
feitos nos Estados Unidos usando água bruta de rios. Para o hormônio progesterona, por
exemplo, foi identificada uma média de 0,11 microgramas por litro. No rio Atibaia, a média
foi de 1 micrograma por litro de água potável.
PARA EMPRESA, TEOR DETECTADO É MUITO BAIXO.
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CAMPINAS.
O Coordenador de Análise e Controle de Água da Sanasa (empresa de água e
saneamento), Ivânio Alves, disse que as substâncias monitoradas no estudo da Unicamp
não são contempladas por órgãos estaduais, federais e internacionais da saúde, com relação
à qualidade da água para consumo humano.
Segundo Alves, a Sanasa segue normas federais de 2.004, que estabeleceram
“procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água
para consumo humano e seu padrão de potabilidade”. Alves disse ainda que as substâncias
monitoradas pela Unicamp na água para consumo foram detectadas em “valores muito
baixos em comparação a outros produtos alimentíceos”.
Com relação aos hormônios, a Sana informou que “os teores detectados são baixos em
comparação com anticoncepcionais e com aditivos colocados na alimentação animal”. O
coordenador da Sanasa usou a mesma explicação – de baixa concentração encontrada –
para as outras substâncias verificadas na água.
****
Juntando isso que acabou de ser lido, mais o fato de que há centenas de outras
substâncias perigosíssimas, que não são pesquisadas, mais a brutal e gigantesca química
prejudicial para a saúde, que a indústria de alimentos coloca em seus produtos, somando-
se a ignorância quase que total da população que não lê quase nada que presta, será que
alguém tem ainda dúvida de que estamos sendo envenenados aos poucos?
Será que responde a pergunta de termos crianças com 10 a 11 anos de idade com
colesterol ruim altíssimo, como de uma pessoa com 70 anos de idade? E a diabetes e
pressão alta?
Problemas glandulares sérios que a maioria dos médicos não descobrem a causa?
Lembre-se que para proteger nossa saúde, os VEREADORES ganham mais de 7 mil
reais por mês, em Campinas, além das mordomias.
Você acha que eles não tomam água mineral!
***
“BRASIL: NUNCA MAIS”
“BRASIL: NUNCA MAIS”
[TRECHOS SELECIONADOS]
*
T R E C H O Nº 01.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA TORTURA.
Ao longo dos séculos, a tortura era um direito do senhor sobre os escravos,
considerados coisas, ou foi aplicada como pena advinda de sentenças criminais.
O apedrejamento, o chumbo derretido na pele, a decepção de órgãos, eram penas
impostas a infratores ou supostos infratores das leis e visavam obediência ao
princípio do Talião, resumido pelo célebre axioma olho por olho, dente por dente, e
tinham como fundamento o ressarcimento do mal causado através da aplicação
do mesmo mal a quem o causara. Já o Código de Hamurabi, ordenamento legal
do século 18 antes do Cristo, adotado na Babilônia, previa para os criminosos a
empalação, a fogueira, a amputação de órgãos e a quebra de ossos.
A Lei Mosaica, do Antigo Testamento, defendia os escravos das
arbitrariedades: -“Se alguém ferir o seu escravo ou a sua serva com uma vara, e o
ferido morrer debaixo de sua mão, será punido” (Êxodo 21,22). Entretanto, o livro do
Eclesiástico admite a tortura dos escravos (“Jugo e rédea dobram o pescoço, e
ao escravo mau torturas e interrogatórios”, 33,27), embora defendam a dignidade
dele (“Tens um só escravo? Trata-o como a um irmão, pois necessitas dele como
de ti mesmo”, 33, 32).
No Novo Testamento, o açoite aparece como a sevícia mais comum aos
acusados de delitos. O apóstolo Paulo chega a apelar à sua cidadania romana
para livrar-se da tortura (Atos dos Apóstolos, 22, 24). O Direito Romano admitia
a tortura, pois o processo baseava-se na auto-acusação e na confissão dos
suspeitos, e não nas provas e nas testemunhas.
Em fins do século dois, Tertuliano, na obra De Corona, exorta os soldados
convertidos à fé cristã a evitarem praticar torturas. Dois séculos depois, Lactâncio,
em sua Divinae Institutiones, escreve eloqüentes páginas contra a tortura, “por
ser contra o direito humano e contra qualquer bem”. Já Santo Agostinho, na De
Civitate Dei, escrita entre os anos 412 e 416, não chega a condenar a inclusão
da tortura no Direito Romano, mas repudia sua aplicação por tratar-se de pena
imposta a quem não se sabe ainda se é culpado.
Pouco antes de Agostinho, em 382, o Sínodo Romano, presidido pelo
papa Damaso, remete alguns cânones aos bispos da Gália, entre os quais
se declara expressamente que não são livres de pecado os funcionários civis
que “condenaram pessoas à morte, deram sentenças injustas e exerceram a tortura
judiciária”. Apenas vinte anos após aquele sínodo ocorre uma virada no
pensamento do magistério pontifício da Igreja. O papa Inocêncio 1º (401 – 417)
escreve em sua Epístola 6: -“Pediram-nos a opinião sobre aqueles que, após
haverem recebido o batismo, tiveram cargos públicos e exerceram a tortura, ou
aplicaram sentenças capitais. A este respeito nada nos foi transmitido”. Iniciava-
se, pois, o consentimento implícito às normas processuais romanas, apesar da
suposta cristianização do Império. Entendia-se que a Igreja não podia reprovar o
uso da espada no Direito penal, uma vez que isso decorria da própria “vontade de
Deus”. E considerando que o Estado, após Constantino, contava com um número
sempre maior de funcionários cristãos, exigir que se mantivesse frente a ele a
mesma atitude crítica de Tertuliano, de Lactâncio, de Agostinho e de todos que
sentiam de perto a perseguição, significava -aos olhos da nova teologia do poder-
impedir a justiça penal de seguir o seu curso “normal”.
Com as invasões bárbaras, a tortura diminuiu e as fontes conhecidas só
retomam o tema por ocasião da conversão dos búlgaros, em 866. A eles escreve
o papa Nicolau 1º, para esclarece-los sobre questões dogmáticas e morais,
entre as quais o costume que tinham antes de abraçar a fé cristã de torturar os
criminosos. O papa insiste na supressão da tortura, acentuando que a confissão
deve ser espontânea, pois a tortura não é admitida nem pela lei divina e nem pela lei
humana. Recomenda ainda que, em lugar de suplícios, apele-se às testemunhas e
exija-se o juramento sobre os Evangelhos.
*
T R E C H O Nº 02.
A REINTRODUÇÃO DA TORTURA AOS PROCESSOS PENAIS.
No século 12, o Direito penal do Ocidente retoma princípios do Direito Romano
imperial e reintroduz a tortura judiciária, apesar de, à mesma época, afirmar o
Decretum Gratiani: “A confissão não deve ser obtida pela tortura, como escreve o
papa Alexandre”.
No século seguinte, a tortura passa a fazer parte dos códigos processuais,
especialmente nos Estados centralizados, como Castela de Afonso 10º, a Sicília
de Frederico 2º e a França de Luís 9º. Simultaneamente a Igreja passa a admitir
o uso processual da tortura. Em 1.244, o papa Inocêncio 4º aprova a legislação
pena de Frederico 2º e, em 1.252, em seu Ad Extirpanda, aceita que “os hereges,
sem mutilação e sem perigo de vida podem ser torturados a fim de revelar os próprios
erros e acusar os outros, como se faz com os ladrões e salteadores”. É o retorno oficial
do sistema penal romano, fundado na auto-acusação e na confissão do réu.
Essa trágica involução reflete-se na obra do maior pensador medieval, Tomás de
Aquino. Em fins do século 13, ao tratar das injúrias contra as pessoas, na parte
moral da Suma Teológica (questão 64), ele se refere à mutilação, à flagelação dos
filhos e dos servos e ao encarceramento. Mas não menciona a tortura, exceto em
sua Expositio super Job: “Sucede às vezes que, quando um inocente é acusado
falsamente perante um juiz, este, para descobrir a verdade, o submete à tortura,
agindo segundo a justiça; mas a causa disso é a falta de conhecimento humano”.
São Tomás admite pois que, não havendo outro recurso para se apurar a verdade,
é justa a aplicação da tortura, mesmo sobre um inocente. Tal posição inaugura, na
Igreja, a adoção da tortura como prática sistemática de preservação da disciplina
religiosa. Ela passa a ser oficialmente aceita nos processos de heresia, não
obstante não se recomende sua aplicação direta por religiosos, padres e bispos.
*
T R E C H O Nº 03.
A INQUISIÇÃO E A DOUTRINA DE SEGURANÇA NACIONAL
A mais notória obra sobre o uso da tortura pela Igreja é o Manual Dos
Inquisidores, de Nicolau Emérico (1.320 – 1.399). No Capítulo 3, “Sobre o
interrogatório do Acusado”, o inquisidor recomenda: -“Aplicar-se-lhe-á a tortura, a
fim de lhe poder tirar da boca toda a verdade”.O Capítulo 5 traz como título “Sobre
a Tortura”, e tem como frase introdutória: -“Tortura-se o Acusado, com o fim de o
fazer confessar os seus crimes”. Quem tortura, os eclesiásticos ou o braço secular?
A esta indagação responde o frade italiano que comandou a Inquisição na região
espanhola de Aragon:
-“Quando começou a estabelecer-se a Inquisição, não eram os Inquisidores
quem aplicavam a tortura aos Acusados, com medo de incorrerem em
irregularidades. Esse cuidado incumbia aos juízes leigos, conforme a Bula Ad
Extirpanda, do papa Inocêncio 4º, na qual esse pontífice determina que devem os
Magistrados obrigar com torturas os Hereges (esses assassinos das almas, esses
ladrões da fé cristã e dos sacramentos de Deus) a confessar os seus crimes e a
acusar outros hereges seus cúmplices. Isto no princípio; posteriormente, tendo-
se verificado que o processo não era assaz secreto e que isso era inconveniente
para a fé, achou-se que era mais cômodo e salutar atribuir aos Inquisidores o
direito de serem eles mesmos a infligir a tortura, sem ser preciso recorrer aos
juízes leigos, sendo-lhes ainda outorgado o poder de mutuamente se relevarem de
irregularidades em que às vezes, por acaso, incorressem”.
De ordinário utilizam os nossos Inquisidores cinco espécies de tormentos no
decorrer da tortura. Como isso são coisas sabidas de toda a gente, não irei deter-
me neste assunto. Podem consultar-se Paulo, Grilando, Locato, etc.. Já que o
Direito Canônino não prevê particularmente este ou aquele suplício, poderão os
juízes servir-se daqueles que acharem mais aptos para conseguirem do acusado
a confissão de seus crimes. Não se deve, porém, fazer uso de torturas inusitadas.
Marcílio menciona 14 espécies de tormentos: acaba por afirmar que imaginou
ainda outros, como seja a privação de sono, também referida e aprovada por
Grilando e Locato. Mas, se me é permitido dizer a minha opinião, isso é mais
trabalho de carrascos do que tratado de Teólogos.
É por certo um costume louvável aplicar a tortura aos criminosos, mas reprovo
veemente esses juízes sanguinários que, por quererem vangloriar-se, inventem
tormentos de tal modo cruéis que os Acusados morrem durante a tortura ou
acabam por perder alguns dos membros. Também Antônio Gomes condena
violentamente esse procedimento.
*
No Brasil, de 1.964 a 1.979, os métodos de interrogatórios e o sistema
processual baseados na Doutrina de Segurança Nacional parecem advir da
Inquisição medieval. Esta também instigava a delação entre parentes (“em matéria
de heresia, o irmão pode testemunhar contra o irmão e o filho contra o pai”),
reduzia o número de testemunhas (“bastam dois testemunhos para condenar
definitivamente em matéria de heresia”), aceitava delações anônimas (“não
deverão tornar-se públicos os nomes das testemunhas, nem dá-los a conhecer ao
Acusado”). Compare-se ainda o modo de se proceder ao interrogatório de presos
políticos às principais manhas que o Inquisidor deve empregar contra as manhas
dos hereges:
01º- Através de repetidas interrogações, obriga-los a responder claramente e
de forma precisa ás questões formuladas.
02º- Se se vier a presumir que um Acusado, acabado de prender, tem intenção
de esconder o seu crime (o que é fácil de descobrir antes do interrogatório, seja
por meio dos carcereiros, seja por pessoas mandadas para espiar o Acusado),
será então necessário que o Inquisidor fale com muita doçura ao Herege, lhe dê a
entender que já sabe de tudo.
03º- Se um Herege, contra o qual não foram ainda fornecidas provas
suficientes de culpa, mesmo que haja bastos indícios, continuar a negar, fará
o Inquisidor com que ele compareça e far-lhe-á perguntas ao acaso. Logo que
o Acusado haja negado qualquer coisa, lançará mão da Ata em que se contêm
os interrogatórios precedentes. Poderá folheá-los e dirá: -“É muito claro que me
estás a esconder a verdade, deixa de estar a dissimular”. Tudo de forma a que o
Condenado julgue estar já reconhecido como culpado e que na Ata estão contidas
provas contra ele.
04º- Se o Acusado teimar em negar o seu crime, deverá o Inquisidor dizer-
lhe que vai partir brevemente para longe, que não sabe quando virá, que lhe
desagrada o ter que se ver obrigado a deixa-lo apodrecer nas prisões, que bem
desejava tirar a limpo toda a verdade de sua boca, a fim de o poder mandar
embora e dar por findo o processo. Mas, já que ele se obstina em não querer
confessar, que o vai deixar a ferros até o seu regresso, que tem pena dele por lhe
parecer de saúde delicada, que possivelmente irá adoecer, etc..
05º- Se o Acusado continuar a negar, multiplicará os interrogatórios e as
interrogações. E desta forma, ou o Acusado há de confessar, ou há de dar
respostas diversas. Se der várias respostas diferentes, é o bastante para o
conduzir à tortura.
06º- Se o Acusado persistir na negação, pode o Inquisidor falar-lhe com
doçura, trata-lo com um pouco mais de atenções no respeitante à comida e
à bebida, fazer também com que algumas pessoas de bem o vão visitar e
conversem com ele, inspirando-lhe confiança, aconselhando-o a confessar,
prometendo-lhe que o Inquisidor lhe há de fazer mercês, fingindo-se (de)
mediadores entre estes e o Acusado.
07º- Uma outra artimanha do Inquisidor será chamar um cúmplice do Acusado,
ou pessoa a quem este estime e em quem acredite, a fim de a enviar repetidas
vezes para falar com o prisioneiro e conseguir o segredo. Numa palavra, devem
ser utilizadas todas as artimanhas que não tragam em si aparência de mentira.
*
Os tribunais de Inquisição não seguiam ordem jurídica alguma e os
processos não obedeciam às formalidades do direito. Estimulava-se a delação,
que formalizava a peça acusatória. A denúncia oral fazia-se com as mãos
sobre o Evangelho, como juramento e, a partir daí, o inquisidor tramitava
o processo, mantendo oculta a identidade do denunciante. A obrigação de
denunciar os hereges era permanente. Mesmo quando a acusação intentada era
completamente desprovida de verdade, o inquisidor não era obrigado a apagar de
seu livro de registros processuais os dados referentes aos supostos hereges. Isso
porque, dizia-se “aquilo que não se descobre em certa altura, pode vir a descobrir-se
noutra”.
Os próprios inquisidores davam buscas gerais à procura de heréticos. De
tempos em tempos, nas paróquias escolhiam-se alguns padres e leigos, “pessoas
de bem”, a quem se fazia prestar juramento, e que promoviam buscas freqüentes
“e escrupulosas em todas as casas, nos quartos, celeiros, subterrâneos, etc.”, a
fim de se certificarem se porventura não havia hereges escondidos por ali.
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T R E C H O Nº 04.
O CONCÍLIO VATICANO SEGUNDO.
O Concílio Vaticano 2º (1.963 – 1.965), em sua Constituição Gaudium et
Spes, declara que “tudo o que viola a integridade da pessoa humana, como
as mutilações, as torturas físicas ou morais e as tentativas de dominação
psicológica...são efetivamente dignas de censura, (pois) contradizem
sobremaneira a honra do Criador”.
Em 1.977, as igrejas protestantes e ortodoxas, através do Conselho Mundial
de Igrejas (CMI) também reprovaram, em importante declaração, a prática
ignominiosa da tortura:
-“Dadas as trágicas dimensões da tortura em nosso mundo, instamos as
igrejas a usarem este ano do trigésimo aniversário da Declaração Universal
dos Direitos Humanos como ocasião especial para tornarem públicas a prática,
a cumplicidade, e a propensão à tortura existentes em nossas nações. A
tortura é epidêmica, é gerada no escuro, no silêncio. Conclamamos as igrejas
a desmascararem a sua existência abertamente, a quebrarem o silêncio, a
revelarem as pessoas e as estruturas de nossas sociedades responsáveis por
estas violações dos direitos humanos que são os mais desumanizantes”.
Nos últimos anos, a tortura foi prática disseminada especialmente em países
governados sob a égide da Doutrina de Segurança Nacional, prática que subverte
o objeto essencial do Estado, que é o resguardo das liberdades individuais e a
promoção do bem comum. À luz da Segurança Nacional, a tortura não decorre
apenas do sadismo dos torturadores; ela é parte integrante do sistema repressivo
montado pelo Estado, a fim de sufocar os direitos e as liberdades de seus
opositores. É parte da estratégia de manutenção do poder. Acreditando em sua
eficácia e rapidez, as investigações policiais e militares passaram a adota-la como
método exclusivo de apuração de fatos considerados crimes contra a segurança
nacional. Para tanto, a tortura tornou-se matéria de estudo teórico e prático em
academias militares e em centros de instrução policial.
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T R E C H O Nº 05.
DINHEIRO ESTADUNIDENSE.
Caso impressionante de desaparecimento político, pelo cinismo dos órgãos de
segurança, foi o de Rubens Beirodt Paiva.
Ativo deputado federal, defensor das bandeiras nacionalistas desde a luta
pela criação da Petrobrás, Rubens Paiva foi cassado pelo AI-1, em decorrência
de sua participação na famosa Comissão Parlamentar de Inquérito do IBAD –
Instituto Brasileiro de Ação Democrática, que apurou o recebimento pelos generais
comprometidos com o golpe militar, de polpudas verbas, em dólares, provenientes
do governo dos Estados Unidos, em 1.963.
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T R E C H O Nº 06.
MODOS E INSTRUMENTOS DE TORTURA.
O “pau-de-arara”:
O pau-de-arara consiste numa barra de ferro que é atravessada entre os
punhos amarrados e a dobra do joelho, sendo o “conjunto” colocado entre duas
mesas, ficando o corpo do torturado pendurado a cerca de 20 ou 30 centímetros
do solo. Este método quase nunca é utilizado isoladamente, seus “complementos”
normais são eletrochoques, a palmatória e o afogamento.
O choque elétrico:
O eletrochoque é dado por um telefone de campanha do Exército que possuía
dois fios longos que são ligados ao corpo, normalmente nas partes sexuais, além
dos ouvidos, dentes, línguas e dedos.
O afogamento:
O afogamento é um dos “complementos” do pau-de-arara. Um pequeno tubo
de borracha é introduzido na boca do torturado e passa a lançar água... “E teve
introduzido em suas narinas, na boca, uma mangueira de água corrente, a qual,
era obrigado a respirar cada vez que recebia uma descarga de choques elétricos”.
A “cadeira de dragão” de São Paulo:
Sentou-se numa cadeira conhecida como cadeira do dragão, que é uma
cadeira extremamente pesada, cujo assento é de zinco, e que na parte superior
tem uma proeminência para ser introduzido um dos terminais da máquina de
choque chamado magneto; que, além disso, a cadeira apresentava uma travessa
de madeira que empurrava as suas pernas para trás, de modo que a cada
espasmos de descarga as suas pernas batessem na travessa citada, provocando
ferimentos profundos...
A “geladeira”:
Que por cinco dias foi metida numa “geladeira” na polícia do Exército, da Barão
de Mesquita.
Que foi colocado nu em um ambiente de temperatura baixíssima e dimensões
reduzidas, onde permaneceu a maior parte dos dias que lá esteve; que nesse
mesmo local havia um excesso de sons que pareciam sair do teto, muito
estridente, dando a impressão de que os ouvidos iriam arrebentar.
Que, sendo, de novo, encapuzado, foi levado para um local totalmente
fechado cujas paredes eram revestidas de eucatex preto, cuja temperatura era
extremamente baixa; que, naquela sala ouvia sons estridentes, ensurdecedores,
capaz até de produzir a loucura.
Conduzido para uma pequena sala de aproximadamente dois metros por
dois metros, sem janelas, com paredes espessas, revestidas de fórmica e
com um pequeno visor de vidro escuro em uma das paredes; a partir desse
instante, somente podia ouvir vozes que surgiam de alto-falantes instalados no
teto, e que passou a ser xingado por várias vozes diferentes, simultâneas; que,
imediatamente, passou a protestar também em altos brados contra o tratamento
inadmissível de que estava sendo vítima e que todos se calaram e as vozes foram
substituídas por ruídos eletrônicos tão fortes e tão intensos que não escutou mais
a própria voz; que havia instantes que os ruídos eletrônicos eram interrompidos,
e que as paredes do cubículo eram batidas com muita intensidade durante muito
tempo por algo semelhante a martelo ou tamanco e que em outras ocasiões o
sistema de ar era desligado e permanecia assim durante muito tempo, tornando a
atmosfera penosa, passando então a respirar lentamente.
Insetos e animais:
-Havia também, em seu cubículo, a lhe fazer companhia, uma jibóia de nome
Miriam.
-Que lá na Polícia do Exército, existe uma cobra de cerca de dois metros a qual
foi colocada junto com o acusado em uma sala de dois metros por duas noites.
-Que, ao retornar à sala de torturas, foi colocada o chão com um jacaré sobre o
seu corpo nu.
-Que apesar de estar grávida na ocasião e disto ter ciência os seus
torturadores (...) ficou vários dias sem qualquer alimentação.
-Que as pessoas que procediam os interrogatórios, soltavam cães e cobras
para cima da interrogada.
-Que foi transferida para o DOI da Polícia do Exército da Barão de Mesquita,
onde foi submetida a torturas com choque, drogas, sevícias sexuais, exposição de
cobras e baratas; que essas torturas foram efetuadas pelos próprios Oficiais.
-A interroganda quer ainda declarar que durante a primeira fase do
interrogatório foram colocadas baratas sobre seu corpo, e introduzida uma no seu
ânus.
Produtos químicos:
-Que levou ainda um soro de Pentatotal, substância que faz a pessoa falar, em
estado de sonolência.
-Havendo, inclusive, sigo jogada uma substância em seu rosto que entende ser
ácido que a fez inchar.
-Torturas constantes de choques elétricos em várias partes do corpo, inclusive,
nos órgãos genitais e injeção de éter, inclusive com borrifos nos olhos.
Lesões físicas:
-Que em determinada oportunidade foi-lhe introduzido no ânus pelas
autoridades policiais um objeto parecido com um limpador de garrafas; que em
outra oportunidade essas mesmas autoridades determinaram que o interrogado
permanecesse em pé sobre latas, posição em que vez por outra recebia além
de murros, queimaduras de cigarros; que a isso as autoridades davam o nome
de Viet Nan; que o interrogado mostrou a este Conselho uma marca a altura do
abdômen como tendo sido lesão que fora produzida pelas autoridades policiais
(gilete).
-O interrogado sofreu espancamento com um cassetete de alumínio nas
nádegas, até deixa-lo, naquele local, em carne viva, o colocaram sobre duas
latas abertas, que se recorda bem, eram de massa de tomates, para que ali se
equilibrasse, descalço, e, toda vez em que ia perdendo o equilíbrio acionavam
uma máquina que produzia choques elétricos, o que obrigava ao interrogado à
recuperação do equilíbrio.
-Amarraram-no numa forquilha com as mãos para trás e começaram a bater
em todo corpo e colocaram-no, durante duas horas, em pé com os pés em cima
de duas latas de leite condensado e dois tições de fogo debaixo dos pés.
-Obrigaram o acusado a colocar os testículos espaldados na cadeira; que
Miranda e o Escrivão Holanda com a palmatória procuravam acertas os testículos
do interrogado; o acusado sofreu o castigo chamado “telefone”, que consiste
em tapas dados nos dois ouvidos ao mesmo tempo sem que a pessoa esteja
esperando; que, em virtude deste castigo, o acusado passou uma série de dias
sem estar ouvindo; que três dias após o acusado ao limpar o ouvido notou que
este havia sangrado.
-Foi o interrogado tirado do hospital, tendo sido novamente pendurado em uma
grade, com os braços para cima, tendo sido lhe arrancada sua perna mecânica,
colocado um capuz na cabeça, amarrado seu pênis com uma corda, para impedir
a urina. Que, ao chegar o interrogado á sala de investigações, foi mandado
amarrar seus testículos, tendo sido arrastado pelo meio da sala e pendurado para
cima, amarrado pelos testículos.
Outros modos e instrumentos de torturas:
-A palmatória é uma borracha grossa, sustentada por um cabo de madeira. O
enforcamento é efetuado por uma pequena corda que, amarrada ao pescoço da
vítima, sufoca-a progressivamente, até o desfalecimento.
-Que passou dois dias nesta sala de torturas sem comer, sem beber,
recebendo sal em seus olhos, boca e em todo o corpo, de modo que aumentasse
a condutividade de seu corpo.
-Que a estica a que se referiu, como um dos instrumentos de tortura, é
composta de dois blocos de cimento retangulares, como argolas às quais são
prendidas nas mãos e os pés das pessoas ali colocadas com pulseiras de ferro,
onde o interrogando foi colocado e onde sofreu espancamento durante vários dias,
ou seja, de 12 de Maio a 17 do mesmo mês.
-As torturas psicológicas eram intercaladas com choques elétricos e uma
postura que chamavam de “Jesus Cristo”: despido, em pé, os braços esticados
para cima e amarrados numa travessa. Era para desarticular a musculatura e os
rins, explicavam.
-Continuaram a tortura-lo com processos desumanos, tais como: posição Cristo
Redentor, com quatro volumes de catálogo telefônico em cada mão, e na ponta
dos pés, nu, com pancadas no estômago e no peito, obrigando-o a erguer-se
novamente.
-Que várias vezes seguidas procederam à imersão da cabeça do interrogando,
a boca aberta, num tambor de gasolina cheio d’água, conhecida essa modalidade
como “banho chinês”.
*
T R E C H O Nº 07.
TORTURA EM CRIANÇAS, MULHERES E GESTANTES.
Menores torturados:
Ao depor como testemunha informante na Justiça Militar do Ceará, a
camponesa Maria José de Souza Barros, de Japuara, contou, em 1.973:
-“E ainda levaram meu filho para o mato, judiaram com o mesmo, com a finalidade de
dar conta de seu marido; que o menino se chama Francisco de Souza Barros e tem a idade
de nove anos; que a polícia levou o menino às cinco horas da tarde e somente voltou com
ele às duas da madrugada mais ou menos...”
A professora Maria Madalena Prata Soares, 26 anos, esposa do estudante
José Carlos Novaes da Mata Machado, morto pelos órgãos de segurança, narrou
ao Conselho da Auditoria Militar de Minas Gerais, em 1.973:
-“Que foi presa no dia 21 de Outubro de 1.973, juntamente com seu filho menor
Eduardo, de 4 anos de idade; que o motivo da prisão era que a interroganda desse o
paradeiro de seu esposo; que, durante 3 dias, em Belo Horizonte, foi pressionada (para
dizer) onde estava José Carlos, da seguinte maneira: que, se não falasse, seu filho seria
jogado do 2º andar, e isso durou 3 dias; que na última noite que seu filho passou consigo,
já estava bastante traumatizado, pois ele não conseguia entender porque estava preso e
pedia para ela, interroganda, para não dormir, para ver a hora que o soldado viria buscá-
lo; ele não consegue entender o motivo do desaparecimento meu e de José Carlos; que o
menino está traumatizado, com sentimento de abandono”.
Ao depor no Rio, em 1.969, declara o carpinteiro paranaense Milton Gaia Leite,
30 anos:
-“Foi preso e torturado com tentativa de estupro, inclusive os seus filhos e esposa,
tendo os filhos de cinco anos e sete (sido) presos, não só no Paraná, e aqui (também)”.
Algumas crianças foram interrogadas, no intuito de se obter delas informações
que viessem a comprometer seus pais. O ex-deputado federal Diógenes Arruda
Câmara denunciou, em seu depoimento, em 1.970, o que ocorreu à filha de seu
companheiro de cárcere, o advogado Antônio Expedido Carvalho:
-“Ameaçaram torturar a única filha, de nome Cristina, com dez anos de idade, na
presença do pai; ainda assim, não intimidaram o advogado, mas, de qualquer maneira,
foram ouvir a menor e, evidentemente, esta nada tinha para dizer, embora as ameaças
feitas - inúteis, por se tratar de uma inocente que, jamais, é óbvio, poderia saber de
alguma coisa”.
Mulheres torturadas:
Abancaria Inês Etienne Romeu, 29 anos, denunciou:
-“A qualquer hora do dia ou da noite sofria agressões físicas e morais. “Márcio”
invadia minha cela para “examinar” meu ânus e verificar se “Camarão” havia praticado
sodomia comigo. Este mesmo “Márcio” obrigou-me a segurar o seu pênis, enquanto se
contorcia obscenamente. Durante este período fui estuprada duas vezes por “Camarão” e
era obrigada a limpar a cozinha completamente nua, ouvindo gracejos e obscenidades, os
mais grosseiros”.
Maria do Socorro Diógenes, de 29 anos, e Pedro, sofreram vexames sexuais
como forma de tortura, segundo denúncia dela à Justiça Militar do Rio, em 1.972:
-“Que, de outra feita, a interrogada, juntamente com o acusado neste processo por
nome de Pedro, receberam aplicação de choques, procedidos pelos policiais, obrigando
a interrogada a tocar os órgãos genitais de Pedro para que, dessa forma recebesse a
descarga elétrica”.
Gravidez e abortos:
O auxiliar administrativo José Ayres Lopes, 27 anos, preso no Rio, declarou, em
1.972:
-“Que, por vezes, foram feitas chantagem com o depoente em relação à gravidez de sua
esposa, para que o depoente admitisse as declarações, sob pena de colocar sua esposa em
risco de aborto e, conseqüentemente, de vida”.
No Recife, o Conselho de Justiça ouviu, em 1.970, este depoimento, da
estudante Helena Moreira Serra Azul, de 22 anos:
-“Que o marido da interrogada ficou na sala já referida e ela ouviu, do lado de fora,
barulho de pancadas; que, posteriormente, foi reconduzida à sala onde estava o seu
marido, que se apresentava com as mãos inchadas, a face avermelhada, a coxa tremendo
e com as costas sem poder encostar na cadeira; que o doutor Moacir Sales, dirigindo-se
à interrogada, disse que, se ela não falasse, ia acontecer o mesmo com ela; na Delegacia,
todos já sabiam que a interrogada estava em estado de gestação”.
A mera coação psicológica é suficiente para provocar o aborto, como
aconteceu à estudante de medicina Maria José da Conceição Doyle, de 23 anos,
também em Brasília, em 1.971:
-“Que a interroganda estava grávida de 2 meses e perdeu a criança na prisão, embora
não tenha sido torturada, mas sofreu ameaças”.
Outras mulheres abortaram em conseqüência das torturas físicas sofridas,
como foi o caso da secretária Maria Cristina Uslenghi Rizzi, de 27 anos, que, em
1.973, denunciou à Justiça Militar de São Paulo:
-“Sofreu sevícias, tendo, inclusive, um aborto provocado que lhe causou grande
hemorragia”.
Em 1.970, no Rio, a professora Olga D’Arc Pimentel, de 22 anos, fez constar de
seu depoimento:
-“Sevícias, as quais tiveram, como resultado, um aborto; que presenciou, também, as
sevícias praticadas em seu marido”.
O professor Luiz Andréa Fávero, de 26 anos, preso em Foz do Iguaçu, declarou
na Auditoria Militar de Curitiba, em 1.970, o que ocorrera a sua esposa:
-“O interrogado ouviu os gritos de sua esposa e, ao pedir aos policiais que não a
maltratassem, uma vez que a mesma se encontrava grávida, obteve como resposta uma
risada; que ainda, neste mesmo dia, teve o interrogando notícia de que sua esposa sofrera
uma hemorragia, constatando-se posteriormente, que a mesma sofrera um aborto”.
Também em 1.970, em seu depoimento no Rio, a estudante Regina Maria
Toscano Farah, de 23 anos, contou:
-“Que molharam o seu corpo, aplicando conseqüentemente choques elétricos em todo
o seu corpo inclusive na vagina; que a declarante se achava operada de fissura anal,
que provocou hemorragia; que se achava grávida, semelhantes sevícias lhe provocaram
aborto.
*
T R E C H O Nº 08.
TORTURAS GERAIS.
Nos autos dos processos, a Justiça Militar brasileira consignou outros
depoimentos de réus que se viram intimidados pelo estado lastimável de outras
vítimas de tortura:
-“Que declara ainda que não conhece os outros acusados, com exceção dos já
citados, fazendo uma ressalva à Dulce Chaves Pandolfi, a qual lhe foi apresentada na
Polícia do Exército em estado deplorável e foi obrigado, o declarante, a reconhecê-la”.
(Depoimento de Jorge Raimundo Júnior, 23 anos, estudante, Rio, 1.972).
-“Começou a interrogar-me. Visto que eu nada podia adiantar-lhe, por nada saber do
que era perguntado, nesse momento mandou virem à minha presença, para acareação,
o coronel Carlos Gomes Machado e o tenente Atílio Geromim, que haviam sido presos
já há alguns dias. Esses dois colegas estavam em estado lastimável, pois vinham sendo
torturados desde que ali haviam chegado”. (Relato ao juiz-auditor do 1º tenente PM
José de Araújo Cavalcanti, 67 anos, São Paulo, 1.975).
-“Que um outro policial empurrou o interrogando dizendo-lhe: -‘Fala logo’; que,
em seguida, chegou o delegado Fleury dizendo que logo o interrogando ia saber do que
se tratava, isto porque o interrogando alegava não saber o que estava havendo; que foi
levado para uma sala onde encontrou Frei Ivo e Frei Fernando apresentando sinais de
espancamentos, com os rostos bastantes inchados, em estado de semi-inconsciência,
quase irreconhecíveis”. (Auto de interrogatório de Nestor Pereira da Mota, 29 anos,
professor, São Paulo, 1.970).
-“Que foi preso no dia 10 de Setembro, em sua casa, e levado para a Operação
Bandeirantes; que, ao entrar na viatura que o conduziu, começou a ser tratado de maneira
a mais violenta; que, ao cabo de algum tempo, acesas as luzes da viatura, mandaram que o
interrogando olhasse para trás, quando viu Wilson Palhares caído ao fundo, apresentando,
aspecto que o interrogando descreve como de farrapo humano; que disseram ao
interrogando que ele assim ficaria se não confessasse”. (Auto de interrogatório de Luís
Antonio Maciel, jornalista, São Paulo, 1.970).
-“Depois de toda essa guerra psicológica, como se não bastasse, ainda trouxeram á
minha presença o padre Gerson e Lúcio Castelo Branco, ambos colegas de serviço do meu
marido, para que eu visse o seu estado em que se encontravam, podendo verificar que os
dois referidos acusados apresentavam um estado físico precário, sendo que Lúcio Castelo
Branco dava a impressão de um retardado mental, não concatenando as expressões e
nem sequer andando direito, enquanto o padre Gerson se queixava de dores (ilegível)
em conseqüência do espancamento que tivera. A tudo isso o doutor Rangel mostrava-se
indiferente, procurando atemorizar-me mais ainda, descrevendo as torturas que tinham
usado, afirmando que eu, como mulher, não agüentaria”. (Carta a seu advogado, de
Rosa Maria Pires de Freitas, Rio, 1.971).
*
T R E C H O Nº 09.
INACREDITÁVEL.
Mário Alves foi trucidado numa seqüência de torturas que incluíram a raspagem
de sua pele com uma escova de aço e o suplício medieval do empalamento, sem
que até hoje o Regime Militar tenha admitido essa morte, ocorrido no quartel da
Polícia do Exército, na Rua Barão de mesquita, no Rio, em Janeiro de 1.970.
*
T R E C H O Nº 10.
SUICÍDIO.
Frei Tito de Alencar Lima, quando preso e torturado no DOI-CODI, em São
Paulo, em 1.970, de acordo com o relatório escrito por ele e divulgado pela
imprensa internacional na época:
-“Na cela, eu não conseguia dormir. A dor crescia a cada momento. Sentia a cabeça
dez vezes maior que o corpo. Angustiava-me a possibilidade de os outros religiosos
sofrerem o mesmo. Era preciso pôr um fim àquilo. Sentia que não iria agüentar mais o
sofrimento prolongado. Só havia uma solução: matar-me. Na cela cheia de lixo encontrei
uma lata vazia. Comecei a amolar sua ponta no cimento. O preso ao lado pressentiu minha
decisão e pediu que eu me acalmasse. Havia sofrido mais do que eu (teve os testículos
esmagados) e não chegara ao desespero. Mas, no meu caso, tratava-se de impedir que
outros viessem a ser torturados e de denunciar à opinião pública e à Igreja o que se passa
nos cárceres brasileiros. Só com o sacrifício de minha vida isso seria possível, pensei. Nos
pulsos, eu havia marcado o lugar dos cortes. Continuei amolando a lata. Ao meio-dia,
tiraram-me para fazer a barba. Disseram que eu iria para a penitenciária. Raspei mal e
barba, voltei à cela. Passou um soldado. Pedi que me emprestasse a gilete para terminar
a barba. O português dormia. Tomei a gilete, enfiei-a com força na dobra interna do
cotovelo, no braço esquerdo. O corte fundo atingiu a artéria. O jato de sangue manchou o
chão da cela. Aproximei-me da privada, apertei o braço para que o sangue jorrasse mais
depressa. Mais tarde, recobrei os sentidos num leito do Pronto-Socorro do Hospital das
Clínicas...”
As torturas sofridas naquela ocasião deixaram em Frei Tito profundas seqüelas
psíquicas, levando-o a enforcar-se em Agosto de 1.974, quando se encontrava
exilado na França.
***
Livro: “Brasil – Nunca Mais”. Prefácio de Dom Paulo Evaristo, Cardeal Arns.
Editora Vozes.
Trechos / Páginas:
Trecho nº 01 – páginas 283 – 284.
Trecho nº 02 – páginas 284 – 285.
Trecho nº 03 – páginas 285 – 288.
Trecho nº 04 – página 290.
Trecho nº 05 – páginas 269 – 270.
Trecho nº 06 – páginas 34 a 42.
Trecho nº 07 – páginas 43 a 50.
Trecho nº 08 – páginas 206 – 207.
Trecho nº 09 – página 96.
Trecho nº 10 – páginas 220 – 221.
Procure ler integralmente o livro aqui mencionado.
***
-“Pode-se enganar certas pessoas o tempo todo, e todas as pessoas durante algum
tempo, mas não se pode enganar todas as pessoas o tempo todo”. (Abraham Lincoln,
presidente estadunidense, em 29 de Maio de 1.856).
***
-“O problema com os seres humanos é que nunca se sabe porque eles fazem
coisas estúpidas. Eles simplesmente fazem, e é isso”. (Richard Shenkman, cientista
estadunidense).
***
SATYAT NÂSTI PARO DHARMAH = NÃO HÁ RELIGIÃO SUPERIOR A
VERDADE.
(Lema do Maharaja da cidade de Benares, Índia – Século 19).
*******
Posted by Suscitando a Historia
ADULTERAÇÕES DO CRISTIANISMO NA HISTÓRIA POR INTERESSES ECONÔMICOS E POLÍTICOS E SUAS CONSEQÜÊNCIAS
ADULTERAÇÕES DO CRISTIANISMO NA HISTÓRIA
POR INTERESSES ECONÔMICOS E POLÍTICOS E SUAS
CONSEQÜÊNCIAS
O estudo de certos períodos da História geral, da História da América e da História do
Brasil, tem de ser baseados em certas ações De algumas religiões.
Muitas dessas ações são absurdas, bárbaras e normalmente, as pessoas mais
“ignorantes” (do verbo ‘ignorar’ = desconhecer), não acredita em certas coisas feitas por
determinadas religiões, através de pessoas gananciosas e mesmo desequilibradas.
Retirados de livros especializados, aqui você encontrará alguns trechos selecionados e
a fonte consultada, de muitas verdades que se pretende manter escondida. Se os grandes
Seres Espirituais da Humanidade sempre nos disseram que a “Verdade” liberta, se a
História não está presa com nenhuma religião, estando sim, acima delas, porque não
divulgar parte dessas verdades?!
Reconhecer o erro não é sinônimo de covardia. Muito pelo contrário: é sinônimo de
crescimento espiritual e virtude.
“NÃO HÁ RELIGIÃO SUPERIOR A VERDADE”
(Lema do Maharaja da cidade de Benares – Índia)
***
LEIA E MEDITE:
“Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar as minhas opiniões, porque
não me envergonho de raciocinar e aprender”.
(Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo. Poeta português. Lisboa: 28-03-1.810 –
Santarém: 13-09-1.877).
“Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma
coisa. E, por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso”.
(Edward Everett Hale. Escritor estadunidense. Boston: 10-04-1.822 – Boston: 10-06-
1.909).
“Não é demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente
doente”.
(J. Krishnamurti. Escritor e filósofo hindu. (Madanapalle, Índia: 11-05-1.895 – Ojai,
Califórnia, Estados Unidos: 17-02-1.986).
-“A ignorância é o principal fator do erro e do crime”.
(Sófocles).
“Os grandes espíritos sempre encontrarão violenta oposição por parte dos medíocres.
Estes últimos não podem entender quando um homem não sucumbe impensadamente
a preconceitos hereditários, a não ser quando, honestamente e com coragem, usa sua
inteligência”.
(Albert Einstein. Físico alemão. Ulm, Alemanha: 14-03-1.879 – Princenton, Nova
Jérsei, Estados Unidos: 18-04-1.955).
“Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão”.
(Eça de Queiroz. Romancista e contista português. Póvoa do Varzim, Portugal: 25-11-
1.845 – Paris, França: 16-08-1.900).
***
OS TRECHOS:
001º- O papa Inocêncio 4º (Sinibaldo Fieschi: 1.243 a 1.254), no século 13,
edita uma “bula” (= nome dado a qualquer documento papal), afirmando que o
elemento humano da Raça Negra não têm alma e, assim, ao morrer ele ganha o
céu...tão mais merecido quanto mais sofrer neste vale de lágrimas. [001].
002º- A igreja católica: Quanto maior é o seu empenho em salvar almas
indígenas, mais ela lucra materialmente: 5% de comissão sobre a venda de
negros escravos ao Brasil. [002].
003º- Nos primeiros anos da colonização portuguesa no Brasil, um índio
custava apenas 20% do preço de um escravo negro. A igreja católica lutará e
defenderá o índio da escravidão portuguesa, mas não defenderá o negro. Por
que? Por causa do que está exposto no item acima o seu lucro com o tráfico
negreiro. [Idem anterior].
004º- O papa mais novo: Benedito 9º (1.032 – 1.044) – aos 12 anos de idade.
O papa mais velho: Honório 3º (1.216 – 1.227) – aos 90 anos de idade.
O último papa casado: Adriano 2º - 867 – 872.
Alexandre 6º (Rodrigo Bórgia – 1.492 – 1.503, papa, tinha 6 filhos sem
ser casado.
A papisa Joana (Jeanne), foi eleita em 855 e reinou durante 2 anos e 7
meses. Ela enganou os homens da hierarquia católica. A sua morte foi terrível: é
arrastada, viva, por um cavalo em disparada, pelas ruas de Roma. Morre esfolada
viva. Foi uma mulher que conseguiu ser papa durante 2 anos e 7 meses. [003].
005º- Igreja: essa palavra vem de Ekklesia (idioma grego), que significa as
reuniões do governo municipal romano. [004].
006º- Até o século 3, havia o beijo no ágape dos Saturdias (= Sábados) dos
cristãos (“beijos do amor”). Nesse século tal ato sumiu, em virtude de seu caráter
“sexual”.
No início do cristianismo, as mulheres tinham licença de profetizar, isto é, “falar
adiante”, quando em estado de transe ou êxtase, emitindo palavras suscetíveis de
interpretação piedosa. Isso foi suprimido entre os anos 150 e 200. [005].
007º- A missa surgiu como rito, no fim do século dois, das cerimônias semanais
dos primitivos cristãos. Ela não existia no cristianismo primitivo. [006].
008º- Pão e vinho: Nos mistérios de Mitra (= Deus, no idioma persa. A Pérsia
é o atual Irã), os adoradores (= fiéis), receiam pão e água consagrados. O mesmo
havia em algumas civilizações do México e do Peru. No início da Idade Média (476
a 1.453), por causa das péssimas condições de higiene, a água foi substituída por
vinho. [007].
009º- Ichthus (idioma grego) = peixe. Tal símbolo foi escolhido por formas (i –
ch – th – u – s) a frase: Iesous Christos Theou uios soter = Jesus Cristo, Filho de
Deus, Salvador. Demonstrado está que não é a cruz o símbolo do cristianismo
verdadeiro. [008].
010º- Provavelmente mais cristãos se mataram entre os anos de 342 e 343,
que todos os que morreram perseguidos em Roma. [009].
011º- Casamento de padres:
“Nos primeiros 3 séculos não se exigia o celibato do sacerdote, que podia
manter uma esposa com a qual se tivesse casado antes da ordenação, porém
não devia casar-se depois de receber as ordens sacras. Não podia ser ordenado
que se tivesse casado com duas mulheres ou com viúva, divorciada ou concubina
(= amante). À semelhança de muitas sociedades, a igreja teve também seus
extremistas. Reagindo contra a licenciosidade sexual da moral pagã, alguns
cristãos entusiastas, depois de lerem uma passagem de São Paulo, chegaram a
conclusão de que era pecado qualquer relação entre os sexos. Eles condenaram
todos os casamentos e manifestaram sua repugnância pelos sacerdotes
casados. O Concílio Provincial de Gengra (ano 362 condenou esse ponto de
vista, tachando-o de heresia, porém cada vez mais ia a igreja exigindo o celibato
para seus sacerdotes. As igrejas recebiam doação de propriedades e, uma vez
ou outra, um sacerdote casado pedia que se fizesse o legado em seu próprio
nome e o transmitia depois para os filhos. No Sínodo (= Assembléia religiosa
de curas e de outros eclesiásticos de uma diocese, por mandato do bispo ou de
outra autoridade eclesiástica superior. Vem do latim: Synodus. [010]), realizado
em Roma, no ano 386, recomendou que o clero observasse completamente
a castidade, tendo o papa Siríaco decretado um ano mais tarde (ano de 387),
que deixassem suas vestes sacerdotais todos aqueles que se cassassem ou
continuassem a viver com suas esposas”. [011].
Observe que os padres não puderam mais casar (e outros tiveram de
abandonar mulher e filhos), porque ao morrer uma parte de seus bens ficava com
a viúva e filhos. Dessa forma ao morrer, todos os seus bens iam diretamente para
a igreja, deixando a família ao desamparo.
012º- Em alguns lugares no início do cristianismo, a falta de higiene era tanta,
que muitos monges e freiras lavavam apenas os dedos. Outros se orgulhavam de,
sequer, nunca terem lavado o rosto. [012].
013º- No século 5 (de 401 a 500), a maior cientista da Biblioteca de Alexandria
(Egito), foi uma mulher chamada Hipácia. Ela foi morta pela população exaltada
por um monge cristão, fanático. Afinal, uma filha da pecadora Eva, se inteligente,
deveria ter parte com o diabo e, assim, deveria morrer. [013].
014º- Aos 18 anos de idade, Santo Agostinho (354 – 430), teve um filho com
sua concubina (= amante). Chamava seu filho de Adeodato = dádiva de Deus, ou
“filho de meu pecado”. Ele condenava o Livre Arbítrio, a livre vontade de escolher,
que todo ser humano possuí. [014].
015º- Os antigos irlandeses (povo formado séculos antes de Cristo, por colonos
gregos e citas), acreditavam na re-encarnação. A igreja acaba com isso. [015].
016º- Gregório, bispo da cidade francesa de Tours (538 – 594), tachou de
pecado o uso de medicamentos para curar as doenças. As doenças deveriam ser
curadas, apenas pela reza. [016].
017º- A igreja cristã de Constantinopla (hoje a cidade chama-se Istambul, na
Turquia), chegou a não batizar atores, por considera-los (a profissão também),
impuros. [017].
018º- Em 525, Dionísio Exiguus (Dionísio, o Pequeno), propôs um novo
método para datar os acontecimentos, partindo-se do ano em que se supunha
ter nascido Jesus, O Cristo. A proposta não foi aceita pela igreja latina (romana,
hoje conhecida pelo nome de Igreja Católica Apostólica Romana), até o século 10.
[018].
019º- Durante meio século a família de Teofilacto, funcionário-chefe do
palácio papal, fez e desfez papas. Sua filha Marózia assegurou a eleição de seu
amante como o papa Sérgio 3º (904 – 911); sua esposa Teodora, conseguiu
eleição do papa João 10º (914 – 918). João foi acusado de ser amante de
Teodora, mas sem prova evidente; sem dúvida ele era excelente chefe secular,
pois foi quem organizou a coalizão (= união) que em 916 repeliu os sarracenos
(= muçulmanos) de Roma. Marózia, depois de ter tido uma série de amantes,
desposou Guido,duque de Toscana (Itália); eles conspiraram para depor o papa
João 10º; mandaram matar seu irmão, na presença dele; o papa foi lançado à
prisão e ali morrer poucos meses depois de causa desconhecida. Em 931 Marózia
elevou ao papado João 11º (931 – 935), considerado geralmente como sue filho
bastardo com o papa Sérgio 3º. Em 932, seu filho Alberico prendeu o papa João
11º no castelo de Santo Ângelo (em Roma), mas permitiu que exercesse da prisão
as funções espirituais do papado. [019].
020º- Em 897 o papa Estevão 6º mandou exumar (= desenterrar) o cadáver
do papa Formoso (891 – 896), vesti-lo com manto púrpura e julga-lo, perante um
concílio eclesiástico sob a acusação de haver infringido certas leis da igreja; o
cadáver foi condenado, esfolado, mutilado e jogado no Rio Tibre (que passa por
Roma). [020].
021º- Em Narbona ( cidade da França), um menino de 10 anos de idade, no
ano de 1.061, foi feito arcebispo pagando à igreja 100.000 sólidos (dinheiro de
ouro). [021].
022º- Nos séculos 9 e 10 o casamento de padres constituía um costume na
Inglaterra, na Gália (antigo nome da França) e Itália Setentrional. O papa Adriano
2º (867 – 872) era casado, e o bispo Ratério de Verona (Verona: cidade italiana),
no século 10, informou que praticamente todos os padres de sua diocese estavam
casados. No início do século 11 o celibato no clero regular era excepcional. Em
Milão (cidade no Norte da Itália), o padre casado tinha maior reputação pública do
que o não casado; o último era suspeito de concubinagem (= ter amantes). [022].
023º- A igreja condenou a venda de cativos cristãos aos muçulmanos
mas permitiu a escravização de muçulmanos e europeus não convertidos
ao cristianismo. São Tomás de Aquino interpretou a escravidão como uma
conseqüência do pecado de Adão, e economicamente prático em um mundo em
que alguns devem trabalhar para que outros possam estar livres e defende-los.
[023].
024º- Em 15 de Julho de 1.099, os cruzados invadem Constantinopla (hoje
a cidade chama-se Istambul, na Turquia) e: “Coisas admiráveis se verificaram.
Numerosos sarracenos (= muçulmanos), (que haviam se rendido) foram
decapitados...outros atravessados com flechas ou forçados a saltarem das torres;
outros, ainda, torturados durante vários dias e depois queimados nas chamas. Nas
ruas viam-se pilhas de cabeças e mãos e pés. Andava-se em toda parte por entre
cadáveres de homens e cavalos. Mulheres mortas a punhaladas, crianças de
colo arrancadas pelas pernas do seio das mães e atiradas sobre as muralhas ou
quebravam-se-lhe o pescoço, lançando-as contra postes; e 70.000 muçulmanos
que permaneceram na cidade foram dizimados. Os judeus sobreviventes, reunidos
numa sinagoga, foram queimados vivos. Os vitoriosos (= os Cruzados, católicos.
Lembre-se que as Cruzadas foram feitas pela igreja católica), juntaram-se na
igreja do Santo Sepulcro; ali abraçados uns aos outros, choravam de alegria, e
alívio, e agradeceram a Deus pelos “favores” recebidos, que culminaram com a
vitória. [024].
025º- A justiça feudal era alicerçada nos preceitos católicos. Veja e analise
esse trecho:
“As penalidades feudais eram barbaramente severas: havia multas
inumeráveis. O encarceramento era usado como detenção, antes do julgamento,
mais do que como castigo, mas podia, ele próprio, constituir uma tortura quando a
cela estava infestada de vermes, ratos ou cobras. Homens e mulheres podiam ser
condenados ao pelourinho ou ao tronco e ser alvo do escárnio público, alimentos
deteriorados ou pedras.
“A cadeira de mergulho era usada para crimes leves, e como meio de
desencorajar mulheres mexeriqueiras. A pessoa condenada era atada a uma
cadeira presa numa comprida alavanca e, por meio desta, submergida em um
rio ou tanque. Condenados mais graves podiam ser sentenciados, à escravidão
nas galés (= navios); seminus e mal alimentados, eram acorrentados aos bancos
e compelidos, sob pena de severos açoites, a remar até a exaustão. Açoites
com látego (= açoite de correia ou corda), ou vara constituíam castigo comum. A
carne -às vezes a face- podia ser marcada com uma letra que estigmatizava o
crime; perjúrio e blasfêmia tinham como punição perfuração da língua com ferro
em brasa. A mutilação era comum; cortavam-se mãos ou pés, orelhas ou nariz;
arrancavam-se os olhos”.
A tortura era pouco usada no feudalismo, no início.
A tortura foi restaurada pela igreja católica, no século 13. Roubo ou
assassinato eram às vezes castigado com exílio, mas freqüentemente com
decapitação ou enforcamento; assassinas eram enterradas vivas.
Um animal que matasse um ser humano podia também ser enterrado vivo ou
enforcado.
A corte da Abadia de Santa Genoveva enterrou vivas 7 mulheres por roubo.
As piores torturas foram feitas pelos monges cristãos. [025].
026º- “Em 1.102, os servos de São Arnoult-de-Crépy (cidade da França)
recusaram ao abade (= dignidade eclesiástica, o superior, o primeiro prelado nas
ordens monásticas), seu senhor, o pagamento da taxa tradicional, ou imposto
de morte, ou ainda, da multa por permitirem que suas filhas casassem fora do
domínio”. Sim, a igreja católica cobrava, da família e/ou parentes, uma taxa pela
pessoa morta (não era a despesa de enterro), além da taxa de nascimento e
outras. [026].
027º- Os Templários, eram cristãos europeus que pertenciam a Ordem do
Templo, destruída (por causa da ganância) pelo papa Clemente 5º e pelo rei
francês Felipe, O Belo, em 1.307. No caso dos templários ingleses, o papa acima
mencionado escreve ao rei inglês Eduardo: -“Sabemos que proibis a tortura, como
sendo contrária às leis de vosso país. Mas lei alguma estatal pode sobrepor-se
à lei canônica (da igreja católica), à nossa lei. Ordeno-vos (o papa Clemente 5º
falando), portanto, que, imediatamente, submeteis esses homens à tortura”. [027].
028º- Na época do rei Felipe, O Belo, a igreja católica tinha um quarto das
terras da França. [028].
029º- “A primitiva teoria cristã que o julgamento dos mortos seria adiado até o
dia do Julgamento Final, o fim do mundo, foi substituída pela doutrina de que cada
indivíduo seria julgado imediatamente após sua morte”.
Por que essa mudança? Simples! Pouco antes de morrer a pessoa (ou a
família) fazia uma substancial doação a igreja católica (dinheiro, terras, casas,
jóias, etc.), e era perdoada (independente de sua vida boa ou má) e ia para o céu.
Com a doação, pagava-se as despesas de algumas missas que iriam interferir,
junto ao Criador, em benefício do falecido. [029].
030º- Santo Agostinho concluiu (sabe-se lá com que lógica), relutantemente,
que as crianças que morriam sem batismo iam para o inferno. [030].
031º- “A força do cristianismo reside em oferecer, ao povo, fé em lugar de
conhecimento, arte em lugar de ciência, beleza em lugar de verdade”. [031].
032º- Batismo: No século 9, o primitivo método cristão de batismo por meio
de imersão total foi, gradualmente, substituído pelo método de aspersão, menos
perigoso à saúde, nos climas nórdicos (Noruega, Finlândia, Islândia, Suécia e
Dinamarca). O antigo costume de se adiar o batismo, até aos anos avançados da
vida (para que a pessoa, adulta, tivesse consciência do que estava fazendo), foi,
então substituído pelo batismo na infância”. [032].
033º- Confissão “A confissão pública praticada no cristianismo primitivo fora
substituída, no século 4 (de 301 a 400), pela confissão privada, a fim de poupar
os dignatários de embaraços”.
Por outro lado, sabe-se que a confissão foi criada (a particular) para que a
igreja controlasse melhor o pensamento e as ações de seus subordinados. [033].
034º- Sobre as indulgências (Dicionário Caldas Aulete, página 1.955 –
Indulgência: facilidade, disposição ou tendência para perdoar culpas ou erros,
para diminuir penas, castigos, tributos, etc.. Clemência; tolerância; brandura;
bondade. Remissão das penas dos pecados concedida pela igreja [católica], em
virtude dos méritos superabundantes do Salvador).
Vejamos como a igreja usava a indulgência:
“As vezes, a instituição era usada para fins políticos, como quando os
sacerdotes recusavam a absolvição (= perdão) àqueles que se colocavam ao lado
dos imperadores,contra os papas. Em algumas ocasiões, era empregada como
meio de inquisição, como quando Carlos Borromeu (1.538 – 1.584), arcebispo
de Milão (cidade no Norte da Itália), instruiu seus sacerdotes a solicitarem dos
penitentes os nomes de quaisquer heréticos, ou suspeitos de heresia (Herege:
o que professa uma heresia; que sustenta um erro em ponto de fé ou dogma; o
que professa idéias contrárias às geralmente admitidas; o que não vai à missa
nem se confessa; irreligioso), que pudessem conhecer. À medida que o fervor da
fé diminuía, as severas penitências religiosas tentavam os penitentes a mentir, e
os sacerdotes tinham permissão para substituir as penitências leves, em geral,
por alguma contribuição de caridade, para uma causa aprovada pela igreja. A
igreja reivindicava o direito de perdoar tais castigos, transmitindo a qualquer
cristão penitente, que realizasse as obras de piedade estipuladas, uma fração
do rico tesouro de graças conquistado pelos sofrimentos e pela morte de Cristo,
bem como pelo dos santos cujos méritos sobrepujavam os próprios pecados. As
indulgências vinham sendo concedidas desde o século 9 (801 – 900). No século
11 (1.001 – 1.100), foram concedidas também indulgências a peregrinos que
visitavam os santuários sagrados. A primeira indulgência plenária (= perdão total)
foi concedida pelo papa Urbano 2º, em 1.095, aos que participassem da Primeira
Cruzada. Nasceu daí o costume de se conceder indulgência pela repetição de
certas preces, participação em certas cerimônias religiosas especiais, construção
de pontes, estradas, igrejas, hospitais, derrubadas de florestas, drenagem de
pântanos, contribuição para as cruzadas, instituições eclesiásticas, jubileu de
alguma igreja, guerra cristã, etc.. A igreja comissionava certos eclesiásticos, em
geral frades, para que arrecadassem fundos (= dinheiro), oferecendo indulgências
em troca de dádivas. Exibiam, para incentivar as contribuições, relíquias falsas ou
verdadeiras, conservando para si próprios uma parte devida ou indevida de suas
arrecadações”. [034].
035º- “Mil maravilhas eram contadas do poder da hóstia consagrada, para
afastar demônios, curar enfermidades, apagar incêndios e denunciar, afogando-
os, os perjuros”. [035].
036º- As mais antigas preces cristãs são o Padre-Nosso e o Credo. Em fins
do século 12 (1.101 – 1.200), surge a Ave-Maria. Depois da primeira Cruzada
(1.095), veio do Oriente o rosário (origem budhista, Índia). Daí para frente, surge
um volume cada vez maior de preces, hinos e cânticos de louvor. No século 10
(901 – 1.000), a igreja já havia canonizado 25.000 santos. [036].
037º- “Com tantos santos, deveria haver, forçosamente, muitas relíquias: seus
ossos, cabelos, vestes ou qualquer coisa que tivessem usado. Esperava-se que
cada altar contivesse uma ou mais dessas lembranças sagradas. A basílica de
São Pedro (em Roma, Itália), vangloriava-se de possuir os corpos de Pedro e
Paulo, o que fazia de Roma o principal objetivo das peregrinações européias.
Uma igreja, em Santo Omer, dizia possuir pedaços da Verdadeira Cruz, da lança
que perfurara o corpo de Cristo, de seu berço e de seu túmulo, dos manás que
caíram do céu, do cajado de Aarão, do altar em que São Pedro celebrara missão,
do cabelo, do capuz, da camiseta e da mecha do cabelo retirado da tonsura de
Tomás Beckt, bem como as pedras originais em que os Dez Mandamentos foram
traçados pelo próprio dedo de Deus.
“A catedral de Amiens (cidade na França), tinha, em um santuário, a cabeça de
São João Batista, sobre uma taça de prata. A abadia de São Dionísio abrigava a
coroa de espinhos e o corpo de Dionísio, o Areopagita. Três igrejas, distintas, na
França, afirmavam guardar o corpo completo de Maria Madalena; e cinco igrejas,
também na França, garantiam possuir uma relíquia autêntica da circuncisão de
Cristo. A catedral de Exeter exibia pedaços da vela que o anjo do Senhor usava
para iluminar o túmulo de Jesus, bem como pedaços do arbusto de trás do qual
Deus falou com Moisés.
“A abadia de Westminster (Londres – Inglaterra) tinha um pouco do sangue
de Cristo, e um pedaço de mármore com o sinal do pé do Senhor. Um mosteiro,
em Durhan, exibia uma das juntas de São Lourenço, o carvão que queimara,a
bandeja em que a cabeça de Sãp João Batista fora apresentada a Herodes, a
túnica da Virgem e uma pedra em que havia sinais de seu leite.
“As imagens de Constantinopla (hoje a cidade chama-se Istambul, na Turquia),
antes de 1.204, eram particularmente ricas em relíquias: tinham a lança, ainda
manchada de sangue, que ferira o Cristo, a vara com que Ele fora vergastado,
muitos pedaços da verdadeira cruz em relicários de ouro, alguns fios da barba de
Jesus, o braços esquerdo de São João Batista...
“Atribuíam-se a todas as relíquias poderes sobrenaturais, contando-se
centenas de histórias a respeito de seus milagres”.
Homens e mulheres procuravam com afã mesmo as mais insignificantes
relíquias, ou até mesmo relíquias, para usar como talismãs mágicos: um fio de
vestuário de santo, um pouco de pó de relicário, uma gota de azeite de alguma
lâmpada de santuários. Os mosteiros competiam e disputavam entre si na reunião
de relíquias e em sua exibição a fiéis generosos, pois a posse de relíquias
famosas fazia a fortuna de qualquer abadia ou igreja. Um negócio assim tão
proveitoso atraía muitos praticantes: milhares de relíquias espúrias foram vendidas
a igrejas e indivíduos – sendo que os mosteiros eram tentados a “descobrir” novas
relíquias, quando necessitavam de fundos.
A culminação do abuso foi o desmembramento de santos mortos, a fim de que
vários lugares pudessem gozar de seu patrocínio e de seu poder. [037].
038º- Após o reinado de Carlos Magno (742 – 814. Viveu 72 anos), todas as
terras seculares da cristandade latina, tinham de pagar, de conformidade com a
lei do Estado, uma décima parte de sua produção ou rendas, à igreja local. Todas
as paróquias, depois do século 10 (901 – 1.000), tiveram de remeter parte de seus
dízimos ao bispo da diocese e estes para Roma. [038].
039º- Não era fora do comum uma catedral, mosteiro ou convento possuir
vários milhares de mansões, inclusive uma dezena de pequenas cidades ou
mesmo uma ou duas grandes cidades. Os papas contribuíram, também, para o
empobrecimento dos bispados, taxando-lhes as propriedades e rendas, a princípio
para financiar as Cruzadas depois para pagar as despesas cada vez maiores do
papado. Os papas tinham o direito de, em certos casos, contrariar as disposições
das leis canônicas (= leis da própria igreja), sobre os casamentos entre pessoas
consangüíneas, casamentos esses a que davam sua aprovação quando isso
lhes parecia conveniente para fins políticos. Os interessados pagavam-lhe
emolumentos (= dinheiro) para o processo legal que isso envolvia. Aos pobres,
isso era negado. [039].
040º- Calcula-se que a renda do papa era em 1.250, maior do que o total das
rendas de todos os soberanos seculares (= reis) da Europa. O papa recebeu em
1.252, da Inglaterra, uma soma (= dinheiro) que era o triplo da renda da coroa
inglesa. [040].
041º- Em 1.229, o Concílio de Toulousse (cidade francesa) condenou a leitura
da Bíblia pelos leigos (= pessoas comuns; quem não fosse padre, bispo, etc.).
O concílio de Narbona, em 1.229, proibiu que os leigos mantivessem consigo
qualquer parcela da Bíblia. Mesmo que fosse uma folha ou meia folha. [041].
042º- Dos hereges: As pessoas acusadas podiam ser julgadas mesmo quando
ausentes ou após sua morte. [042].
043º- Foi papa Inocêncio 4º (observe o nome), que em 1.252 autorizou a
tortura. Os inquisidores interpretaram “uma única vez”, como significando uma vez
para cada interrogatório; às vezes eles interrompiam a tortura para recomeçar o
interrogatório. Sentiam-se, assim, livres para aplica-las novamente. Aplicava-se,
em vários casos, a tortura, a fim de obrigar as testemunhas a depor, ou induzir um
herege a revelar o nome de outros. O açoite, a queimadura, o cavalete ou prisão
em celas escuras e estreitas eram as formas usuais de tortura. Queimavam-se
lentamente os pés dos acusados com brasas ou o amarravam a um cavalete em
forma de triângulo, quando então lhe puxavam os braços e as pernas por meio de
cordas presas a um molinete. Limitava-se, às vezes, a alimentação do prisioneiro
para enfraquecer-lhe o organismo e a vontade, tornando-o assim sensível á tortura
psicológica, qual a de se lhe prometer o perdão ou ameaça-lo de morte. Alguns
prisioneiros ficavam de tal forma amarrados (em celas escuras), que tinham de
ficar sentados sobre suas próprias fezes e somente podiam deitar-se sobre uma
laje fria. [043].
044º- “Um cavaleiro renunciou ao voto”, disse o monge Cesário de Heiterbach,
“sob a covarde alegação de que temia os piolhos da indumentária monástica, pois
os nossos trajes de lã abrigam muitos desses bichinhos”. [044].
045º- Isabel da Turíngia (1.207 – 1.231), despertou na Hungria admiração, pois
viveu 24 anos como uma santa. Em seu funeral, seus devotos mais fanáticos,
cortaram-lhe os cabelos, as orelhas e os seios para guardarem como relíquias
sagradas. [045].
046º- Na Idade Média (476 – 1.453) a igreja não participava (= fazia) do
casamento; mas, depois do século 12 (1.101 – 1.200), negou a validez de
casamentos que se efetuassem sem a sansão eclesiástica, e, depois do Concílio
de Trento (1.563), exigiu a presença de um sacerdote na cerimônia. [046].
047º- Disse São Tomás de Aquino, sobre a mulher:
-“A mulher é subordinada ao homem em virtude de sua natureza, tanto no
espírito como no corpo... O homem é o começo da mulher e é o seu fim, assim
como Deus é o começo e o fim de todas as criaturas... A sujeição da mulher está
de acordo com a lei da natureza, o que já não se dá com o escravo... Os filhos
devem amar o pai mais do que a mãe”. [047].
048º- “Os padres condenavam a dança, a qual era praticada por quase
todas as pessoas, com exceção das devotas (...). Os moralistas da Idade Média
geralmente reprovavam a dança, tachando-a de uma invenção do diabo. [048].
049º- A medicina medieval era, em certa medida, um ramo da teologia e dos
ritos. Santo Agostinho achava que as moléstias dos homens eram causadas pelos
demônios. [049].
050º- No século 14 a corte papal está na cidade de Avinhão, no Sul da França.
Sobre esse período da história da igreja católica há dois trechos interessantes,
feitos por homens de alta moralidade e inconformados com a situação. [050].
Vejamos:
Guilaume Durand, bispo de Mende, relatou ao Concílio de Viena, capital da
Áustria: -“Toda a igreja poderia reformar-se se a igreja de Roma começasse,
por eliminar os maus exemplos de si mesmo...pelos quais os homens ficam
escandalizados e todo o povo como que infeccionado... Pois em todos os
países...a santa igreja de Deus e especialmente a santíssima igreja de Roma
tem má reputação; e todos clamam e divulgam no estrangeiro que em seu seio
todos os homens, desde os mais altos até s mais baixos, se preocupam mais
com a cobiça... Que todo o rebanho cristão segue os perniciosos exemplos
da gula é claro e notório (= verdadeiro), uma vez que o referido clero se
banqueteia mais luxuosa e esplendidamente, e com mais pratos, do que os
príncipes e reis”.
Disse o grande escritor italiano Petrarca: -“A ímpia Babilônia, o inferno na Terra,
a cloaca do vício, o esgoto do mundo. Não há lá caridade, nem fé, nem religião,
nem temor a Deus... Toda a sordidez e malvadeza do mundo andam par a par
em Avinhão... Os velhos lançam-se nos braços de Vênus; esquecendo a idade,
a dignidade e a autoridade, praticam toda a sorte de ignomínias, como se toda
a glória deles consistisse não em honrar a Cristo, mas sim em banquetear-se e
entregar-se à embriaguez e incontinência... A fornicação, o incesto, o estupro e
o adultério constituem os deleites lascivos dos divertimentos pontificiais”.
051º- O cardeal Roberto de Genebra, tomou a cidade de Cesena sob a
promessa (= perdão, aos seus habitantes); mandou matar todos os homens,
mulheres e crianças ali mesmo. [051].
052º- Em 1.488, o papa Inocêncio 8º recebeu uma centena de escravos
mouros como presentes de Fernando (rei espanhol), o Católico, e distribuiu-os,
como benefícios (= presentes), entre os cardeais e outros amigos. [052].
053º- “Gianmaria Visconti, cuidava de cães; treinava-os para comer carne
humana e era com alegria que os observava alimentando-se de homens vivos que
tinha condenado por ofensas políticas ou outros crimes”. A igreja nunca condenou
tais atitudes; mesmo porque,na conquista espanhola de nosso Continente
foram usados cães da raça mastim, que atacavam e devoravam índios homens,
mulheres e crianças. Esses cães, só eram alimentados com carne humana/
indígena. [053]-.
054º- Entre os séculos 14 e 15, o mundo cristão conheceu três papas ao
mesmo tempo: Benedito 13º, Gregório 12º e Alexandre 5º. [054].
055º- O papa Inocêncio 8º (1.484 – 1.492), ao s52 anos de idade, tinha um
casal de filhos. Ele era alto e simpático, amável e pacífico a ponto de ser de uma
franqueza cheia de benevolência, possuía inteligência e experiência moderadas.
Tinha um casal de filhos, provavelmente mais... [055].
056º- Maquiavel (italiano do século 15), volta-se contra o cristianismo por ter
deixado de fazer bons cidadãos, desviando demasiadamente a atenção para o
céu e enfraquecendo os homens ao pregar as virtudes femininas:
-“A religião cristã faz-nos ficar muito desprendidos das coisas terrenas,
tornando-nos mais frágeis. Os antigos, pelo contrário, encontravam o maior prazer
neste mundo...
“A religião deles apenas louvava os homens coroados pela glória neste mundo,
tais como os chefes de exército e os fundadores de repúblicas, ao passo que
nossa religião tem glorificado mais os homens meigos e contemplativos do que os
de ação.
“Ela colocou o bem supremo na humildade e pobreza de espírito, desprezando
as coisas terrenas, enquanto a dos antigos colocou-a na grandeza de espírito, na
força corporal, em tudo que dá arrojo ao homem...
“Por conseguinte, o mundo ficou sendo vítima dos maus, os quais perceberam
que os homens, no desejo de conquistarem o paraíso, sempre se mostram mais
dispostos a submeter-se aos golpes que a resentí-los...
“Tivesse a religião cristã sido mantida segundo os preceitos de seu Fundador,
os Estados e comunidades do mundo cristão teriam sido muito mais unidos e mais
felizes.
“Nem pode haver pior prova de sua decadência que o fato de ser o povo
menos religioso quanto mais próximo se acha ele da igreja de Roma, a cabeça
dirigente dessa religião.
“Quem quer que examine os princípios nos quais esta última se baseia, e veja
o quanto diferem deles o que são por ela praticados, poderá julgar que sua ruína e
castigo estão próximo...
“A religião cristã possivelmente teria sido destruída completamente devido
à corrupção, não a tivessem São Francisco e São Domingos restaurado em
seus princípios originais... A fim de assegurar uma longa existência a seitas ou
repúblicas religiosas, torna-se necessário faze-las cultivarem novamente tais
princípios”. [056].
057º- “Castrati”: eunucos ou efeminados; somente apareceram no coro papal
em 1.562. Eram as pessoas que cantavam com voz afeminada”. Na Idade Média,
a igreja selecionava os meninos mais bonitos, castravam-lhe a bolsa escrotal para
que, na adolescência os hormônios aí produzidos, não engrossassem as cordas
vocais. Esses seres humanos castrados, cantavam como mulheres nos coros
religiosos, já que o canto feminino era considerado pecador. [057].
058º- No século 14 (1.301 – 1.400), os papas cobravam tantos impostos, que o
rei Eduardo 3º da Inglaterra, lembrou ao papa Clemente 6º que “o sucessor dos
apóstolos foi designado para conduzir o rebanho do Senhor às pastagens, e não
para tosquia-los”. [058].
059º- O papa Inocêncio 8º celebrou no Vaticano os casamentos de seus filhos.
[059].
060º- O papa Alexandre 6º chegou a ter 5 ou mais filhos. [060].
061º- Estima-se que os bens da igreja católica, por volta de 1.502 a 1.522, na
Europa, estavam em um meio na Alemanha; três quartos na França; um terço na
Península Itálica eram estados papais. [061].
062º- Sobre a igreja perdoar por indulgências, os pecadores, disse em 1.450
Thomas Gascoigne, reitor da Universidade de Oxford (Inglaterra):
-“Os pecadores hoje em dia dizem: Não me importa quantos pecados eu faça
pelo julgamento de Deus, pois posso arranjar facilmente com uma remissão (=
perdão) plenária (= total) de toda a culpa e penitência com uma absolvição e uma
indulgência concedidas pelo papa, cuja permissão escrita comprei por quatro ou
seis pence (= dinheiro inglês), ou ganhei como prêmio por um jogo de tênis (com
o perdedor). Pois esses mercadores de indulgências perambulam pelo país, e dão
uma carta de perdão, às vezes por dois pence, às vezes por um gole de vinho ou
cerveja...ou até pelo aluguel de uma prostituta, ou por amor carnal”. [062].
063º- No cristianismo primitivo, a confissão era pública e fazia quem queria.
[063].
064º- A igreja admitia, naturalmente, que reis e príncipes tivessem amantes,
uma vez que os casamentos reais (e muitos nobres) eram combinações políticas
em que não entrava, afirmava-se, nenhuma obrigação de amor. [064].
065º- Os nobres, funcionários e o clero eram isentos de impostos: os nobres
por terem lutado pelo povo, os funcionários porque eram pagos e subornados tão
modicamente e o clero porque protegia o rei e o país com suas orações. [065].
066º- Em vários casos, muitos mortos eram acusados de heresia (= terem tido
idéias e/ou ações contrárias a igreja católica), julgados post-mortem (= depois
de estarem mortos), e condenados ao confisco (de seus bens), caso em que os
herdeiros (esposa, filhos, etc.) perdiam seus legados. [066].
067º- No século 17, o pior inquisidor católico era Tomás de Torquemada.
Não se sabe ao certo quantas pessoas só ele mandou para a tortura e a morte
(geralmente na fogueira), mas acredita-se em milhares e milhares de pessoas.
[067].
068º- O povo (no século 14) acreditava que uma hóstia consagrada por um
padre, se fosse apunhalada, sangrava com o sangue de Cristo (Observe que hoje,
muitas coisas parecidas com isso ainda não comuns). [068].
069º- Em 1.554 um funcionário da Inquisição (organismo da igreja católica
que perseguia, prendia, julgava -sempre culpado-, torturava e condenava a
morte os hereges), gabava-se de que nos 150 anos anteriores ao Santo Ofício
(= Inquisição), queimara pelo menos 30.000 bruxas (mulheres; só mulheres, fora
os homens), que, se tivessem ficado impunes, teriam levado o mundo todo à
destruição. [069].
070º- Erasmo (holandês da cidade de Roterdã), sábio do século 14, disse:
-“Que diria Jerônimo (São Jerônimo) se pudesse ver o leite da Virgem exibido
por dinheiro, recebendo tanta veneração quanto o corpo consagrado de Cristo;
os óleos milagrosos; os fragmentos da verdadeira cruz, suficientes, se fossem
reunidos, pára fabricar um grande navio? (Um grande navio, nessa época,
pesava cerca de 80 toneladas. Imagine você, a cruz em que Cristo foi amarrado
e pregado, ter 80 toneladas!). Aqui temos o capuz de São Francisco, ali a saia
de Nossa Senhora, ou o pente de Santa Ana...não apresentados como auxiliares
inocentes da religião, e sim como a substância da própria religião - e tudo pela
avareza dos padres e hipocrisia dos monges que brincam com a credulidade (=
ignorância) do povo”. [007].
071º- Ainda, o mesmo Erasmo da cidade holandesa de Roterdã, nos fala
novamente:
-“Verdadeiramente o jugo de Cristo seria suave, e seu peso leve, se as
mesquinhas instituições humanas não acrescentassem coisa alguma ao que ele
mesmo impôs. Ele nada nos ordenou a não ser o amor uns pelos outros, e não há
nada, por mais amargo que seja, que a afeição não suavize e adoce.
“Tudo segundo a natureza é facilmente suportável, e nada concorda melhor
com a natureza do homem do que a filosofia de Cristo, da qual o único fim é
devolver à natureza caída sua inocência e integridade...
“A igreja acrescentou-lhe muitas coisas, das quais algumas se podem omitir
sem prejuízo da fé...como, por exemplo, todas essas doutrinas filosóficas
sobre...a natureza - e a distinção das pessoas - da Divindade... Que regras, que
superstições, nós temos a respeito da vestimenta!...
“Quantos jejuns se instituem!... Que diremos dos juramentos...da autoridade
do papa, do abuso das absolvições e dispensas?... Oxalá os homens se
contentassem em deixar Cristo governar pelas leis do Evangelho, e que não mais
procurassem fortificar sua tirania com decretos humanos”. [071].
072º- Nos séculos 15 e 16, os bispos católicos tinham bordéis em Estrabsurgo
e Mongúncia (cidades), de onde recebiam pagamentos, impostos, etc.. [072].
073º- O monge franciscano Jean Glapion, confessor do imperador Carlos 10º,
disse que “a Bíblia é como cera mole, que qualquer homem pode torcer e esticar a
seu bel-prazer”. [073].
074º- A Bíblia não prega: purgatório, indulgências e veneração à Maria e
santos, tudo isso foi colocado pela igreja para dominar melhor o povo na Idade
Média. [074].
075º- em 1.539, o bispo de Cracóvia (cidade na Polônia), enviou para a
fogueira uma velha de 80 anos, que havia sido acusada de ter-se recusado a
render culto à hóstia consagrada. [075].
076º- No século 15, a Inquisição católica dizia que:
-“O denunciante de um herege, tinha direito a metade dos bens do
denunciado”.
Imagine a situação... [076].
077º- O frade Francisco Ortiz (século 15), explicou que, ao deitar-se com uma
bela moça mística, mesmo quando lhe abraçava o corpo nu, aquilo não constituía
pecado carnal e, sim, um prazer espiritual. (Sem duvida uma bela explicação,
mas...). [077].
078º- No século 14 os banqueiros judeus cobravam 43% de juros ao ano; os
banqueiros cristãos de 200% a 240% ao ano. E isso porque, nessa época a igreja
católica proibia o empréstimo à juros. Imagine! [078].
079º- A igreja católica instituiu os dias santos para tentar quebrar o lucro dos
negócios, os quais ela considerava pecado (os negócios dela não era pecado).
Em 1.550, havia nos países católicos 115 dias do ano em que não se trabalhava.
Tudo isso deve ter contribuído para a lenta industrialização e o enriquecimento
lento das terras católicas. [079].
080º- Entre 1.526 e 1.531, os monges de Troyes (cidade na França),
excomungaram oficialmente as lagartas que empesteavam as colheitas, mas
acrescentaram que o interdito (= a excomunhão das lagartas!), só seria efetiva (só
tinha valor, só funcionaria), para as terras cujos lavradores tivessem pago seus
dízimos à igreja. [080].
081º- O apóstolo São Paulo proibiu as mulheres de ensinar. Elas não eram
qualificadas para tanto. [081].
082º- “Tudo o que há de bom no cristianismo provém de Jesus e tudo o que há
de mau, de Paulo”. Ele também acrescentou os dogmas do pecado original e da
trindade, pois Jesus nada disse sobre isso. [082].
083º- Os dogmas cristãos foram estabelecidos no Concílio de Nicéia (cidade da
Ásia menor), em 325. Não existiam esses dogmas no cristianismo primitivo. Muitos
foram transmitidos para as religiões protestantes e evangélicas. [083].
084º- No Segundo Concílio de Constantinopla, em 553, a igreja católica
considera herética a reencarnação do cristianismo primitivo. Até então a
reencarnação era ensinada, pois Cristo a ensinou. [084].
É fácil perceber então, que Cristo ensinou a Lei da Reencarnação e essa lei
só “sumiu” do catolicismo, a partir do momento em que a igreja católica percebeu
que podia ganhar bastante dinheiro, absolvendo os pecados dos pecadores,
principalmente reis, príncipes, nobres, etc., depois que eles dessem uma grande
soma monetária, ou doassem outros bens: casas, cidades, fazendas, etc. para a
sua salvação.
É a $antidade do dinheiro.
085º- Em 1.900, o estadunidense James Morgan Pryse faz uma lista dos
trechos do Novo Testamento, em que se encontra implícita a Doutrina da
Reencarnação. [085].
086º- São Lucas, menciona que Jesus tinha 70 discípulos (= apóstolos) e não
apenas 12. [086].
087º- Jesus foi retirado vivo da cruz. [087].
088º- Jesus, ao ser retirado da cruz, tinha 28 ferimentos que sangravam. Só
pessoas vivas sangram. [088].
089º- Jesus celebrava a eucaristia com pão e água. [089].
090º- Foi a esposa do imperador Justiniano (da cidade de Constantinopla,
hoje Istambul, na Turquia), que ajudou a acabar com as Leis de Carma e
Reencarnação, do cristianismo de Jesus, O Cristo, em 553. [090].
091º- Moisés atravessa o Mar de Juncos (raso) e não o Mar Vermelho, como
colocaram no cristianismo. [091].
092º- O maná não caiu do céu e sim, foi retirado de plantas do deserto. [092].
093º- A cristandade comemora o Natal de 24 a 25 de Dezembro. Os
astrônomos, os historiadores e os teólogos concordam, entretanto, em que o dia
25 de Dezembro do ano zero não data autêntica do nascimento de Jesus, O Cristo
- nem o ano nem o dia.
Responsáveis por isto são alguns enganos e erros de cálculos que escaparam
ao monge cita Dionísio Exíguo.
Ele vivia em Roma e, em 533, recebeu o encargo de determinar o começo
da nossa Era. Em seus cálculos ele esqueceu o Ano Zero, que deve ser incluído
entre o Ano Um antes e o Ano Um depois de Cristo.
Além disso, não levou em conta os quatro anos que o imperador romano
Augusto reinara com seu próprio nome de Otávio. A tradição contém a indicação
clara que diz:
-“Tendo pois nascido Jesus em Belém de Judá, reinando o rei Herodes...”
(Mateus 2-1). Sabe-se com certeza, por numerosas fontes contemporâneas, quem
era Herodes, quando viveu e reinou. Herodes foi nomeado rei da Judéia pelo
imperador de Roma no ano 40 antes do Cristo. Seu reinado terminou com a morte
no ano 4 a.C.. Portanto, Jesus deve ter nascido antes do ano quatro.
Na velha Roma o dia 25 de Dezembro era o dies natalis invicti, o dia do
nascimento do invicto, solstício de inverno em Roma e, ao mesmo tempo, o
último dia das “Saturnais”, que havia muito tinham degenerado num carnaval
desenfreado que durava uma semana e, portanto, uma época em que os cristãos
podiam sentir-se mais seguros de não serem perseguidos. [093].
094º- Incorreção assumida: O papa João Paulo 2º admite que Jesus, O Cristo
não nasceu no ano 1 da era iniciada por ele.
Os fiéis que se reúnem às quartas-feiras na Praça de São Pedro, em Roma,
para assistir à tradicional audiência pública do papa invariavelmente ouvem o
chefe mundial da igreja católica reafirmar sua fé em verdades estabelecidas. As
2.000 pessoas que estavam ali na semana passada, porém, foram surpreendidas
por declarações de João Paulo 2º que, ao invés de certezas, infundiu-lhes
dúvidas. O papa afirmou sem rodeios que Jesus não nasceu no ano 1 de nossa
era, que a data correta desse acontecimento é ignorada e que a discussão
para estabelece-la continua aberta. Ele não escolheu o tema ao acaso: suas
declarações foram feitas dentro de uma nova série de discursos, inaugurada na
semana anterior, destinada a preparar os fiéis para as comemorações do segundo
milênio do nascimento de Jesus. “Não há acordo entre os especialistas com
respeito à data do nascimento de Jesus”, afirmou João Paulo 2º. Com isso, ele se
tornou o primeiro para a reconhecer oficialmente a existência de uma controvérsia
secular que seus antecessores sempre procuraram ignorar.
João Paulo 2º explicou aos fiéis que houve um erro de cálculo. No ano 525 da
era cristã, Dionísio, O Pequeno, um monge apaixonado pela matemática, fixou o
nascimento de Jesus no ano 754 do calendário romano, iniciado com a fundação
de Roma. Essa data foi imediatamente aceita pelo papa da época, São João (523
– 526), e por todos os pontífices que vieram a seguir como o ponto de partida de
nossa cronologia atual. Dionísio a estabeleceu depois de fazer cálculos baseados
no Evangelho de São Lucas, segundo o qual Jesus tinha aproximadamente 30
anos ao ser batizado por São João Batista. No mesmo texto bíblico, o monge se
informou que esse sacramento foi ministrado a Cristo no 15º ano do governo do
imperador romano Tibério César. Pelos dados que Dionísio possuía na ocasião,
Tibério começara a governar no ano 14. Logo, o batizado de Jesus só poderia ter
ocorrido no ano 29, pois é esse o resultado da soma de quinze mais catorze.
MARGEM DE ERRO.
O problema é que o monge partiu de uma premissa errada. Tibério já
governava desde o ano 11, dividindo o poder com seu antecessor, Augusto,
por este se encontrar doente. No ano 14 ele apenas assumiu integralmente o
poder. Nesse caso, o 15º ano do governo Tibério, a que se refere São Lucas,
corresponderia ao ano 26. Conclusão: Cristo provavelmente nasceu no ano
4 antes de Cristo - e não no ano 1 da nossa era. “Dionísio se equivocou ao
fazer os cálculos”, admitiu João Paulo 2º. O próprio papa se encarregou de tirar
uma conclusão: se a margem de erro do monge foi mesmo de quatro anos,
o verdadeiro ano 2.000 cairá na verdade em 1.996. Um professor de Novo
Testamento, o reverendo estadunidense John P. Méier, publicou um artigo no
The New York Times de 21 de Dezembro passado ironizando essa situação. “A
matemática de Dionísio não era tão boa quanto sua devoção”, escreveu ele.
Outras pistas bíblicas sugerem que o monge efetivamente se enganou. Uma
delas é o relato de São Mateus, segundo o qual Jesus nasceu em Belém durante
o reinado de Herodes, o Grande. Todo cristão, ao ser catequizado, ouve a história
de que esse rei, ao saber que havia nos seus domínios um recém-nascido já
considerado como “rei dos judeus”, começou a recear que o menino fosse um
perigo para seu trono. Para eliminar esse risco, Herodes ordenou a matança de
todas as crianças de Belém e arredores nascidas nos últimos dois anos. Segundo
o relato bíblico, Jesus só escapou porque seus pais, José e Maria, avisados por
um anjo do Senhor, refugiaram-se no Egito. Acontece que a História registra
a morte de Herodes no ano 4 antes de Cristo. Caso a matança das crianças
ordenada
Pelo rei ocorresse exatamente no ano da morte deste, e Jesus fosse recém-
nascido,ele estaria com 4 anos de idade no ano 1. E se a matança ocorreu no
ano 5 ou 6 antes de Cristo? E se Jesus já tinha 2 anos de idade na época da
matança? Em todas essas hipóteses - e suas variantes - ele seria mais velho
ainda. Tais discrepâncias é que levaram o papa a afirmar, na Praça de São Pedro,
que a discussão para estabelecer a data certa do nascimento de Jesus continua
aberta.
CELEBRAÇÃO PAGÃ.
Há ainda a questão da estrela de Belém, que os Evangelhos dizem ter guiado
os três reis magos até a manjedoura onde Jesus nasceu. Esse fenômeno
luminoso realmente aconteceu, só que não exatamente no ano 1 da era
cristã. Deveu-se, de acordo com astrônomos como Percy Seymour, chefe do
planetário de Plymouth, na Inglaterra, a uma conjunção dos planetas Saturno
e Júpiter ocorrida no ano 7 antes de Cristo. E a confusão não pára aí. Dionísio
desceu a detalhes como o de calcular que o nascimento de Jesus se deu em
25 de Dezembro. Esse dado, porém, não é confirmado por qualquer evidência
evangélica ou mesmo histórica. Hoje se tem como certo que o Natal, como a
maior festa cristã, surgiu no lugar das Saturnais, celebração pagã na qual se
homenageava Saturno, deus da agricultura, realizada no chamado solstício de
inverno, o dia mais curto do ano, em que o Sol nasce mais tarde e se põe mais
cedo no horizonte.
É curioso observar que somente mais de 1.400 anos depois do erro de Dionísio
um papa vem a público para denunciá-lo. Pio 12º chegou a ensaiar alguns passos
nessa direção, mas não foi adiante. O máximo que fez foi encomendar pesquisas
a estudiosos da igreja. “De qualquer forma, não há a menor possibilidade de o dia
de Natal ser mudado”, afirma um colaborador do papa João Paulo 2º. “A igreja
nesse caso, fecha com a tradição. A data exata do nascimento de Jesus interessa
a todo mundo, mas sendo um fato histórico -e não de fé- a aceitação do erro
não nos induz ao pecado”. Uma coisa é certa: a Bíblia não oferece pistas seguras
para uma resposta. A própria reconstituição da história de Jesus, através de seus
textos, resulta imperfeita. “A figura ali descrita não é a de Jesus como ele era em
si mesmo, mas aquilo que significava para as primitivas comunidades cristãs para
as quais os Evangelhos foram escritos”, explica o pesquisador bíblico paulista
Armando Tambelli. [094].
095º- Assédio Sexual Na Confissão Foi Comum No Século Dezoito.
Historiadora relata em tese acusações contra padres brasileiros em processos
da Inquisição.
Porto Alegre – No momento da confissão, a mulher é induzida a detalhar todas
as minúcias do seu pecado e, após relata-las, recebe uma proposta amorosa do
padre. Esta cena repetiu-se com muito mais freqüência do que se imagina no
cotidiano de repressão sexual do século 18 no Brasil. “Relacionei 425 situações do
gênero”, conta a historiadora Lana Lage da Gama Lima, da Universidade Federal
Fluminense (UFF), que, na última semana, tratou do tema no Segundo Simpósio
Gaúcho sobre a Escravidão, em Porto Alegre. Ela desvendou os bastidores do
confessionário após se debruçar sobre os processos da Iquisição contra padres
brasileiros entre os anos de 1.730 e 1.760, produzindo a tese A Confissão pelo
Aveso: O crime de solicitação no Brasil colonial. Suas 900 páginas jogam nova luz
nas relações entre a igreja e a sociedade da época.
Mostram, por exemplo, que muitos confessores, excitados pelos relatos das
confidentes, abordavam o assunto sem rodeios. Quando a parda liberta Ana
Maria dos Serafins procurou o padre Bento de Souza Álvares para “lavar-se dos
seus pecados, dos quais se arrependia”, ouviu do confessor que “deixasse o
arrependimento para a hora da morte (...)”. Em seguida, como a capela estava
vazia, Álvares procurou levantar-lhe a saia. A confidente conseguiu desvencilhar-
se do ataque, mas não do assédio. O padre saiu em sua perseguição pela ladeira
do convento de São Francisco, no Rio,sempre tentando erguer-lhe as vestes.
Quase sempre o sacerdote valia-se de seu poder de mediador entre Deus e
seu rebanho para oferecer à pecadora – desde que ela acedesse em reincidir –
a salvação da alma. Outros propunham diretamente a compra do prazer sexual,
em troca de presentes. Um certo frei Rodrigo sugeriu à escrava Marcelina que
“pecasse com ele no sexto mandamento” em troca de uma saia.
Quinhentas mulheres atuaram como acusadoras dos clérigos. Muitas delas
brancas pobres,negras ou índias – todas de baixo prestígio social – promoveram
as denúncias ao Santo Ofício, em Lisboa. “Entre elas as oito índias que
depuseram contra o padre Ventura de Albuquerque, processos completos que
encontrei, os réus sempre foram condenados”, observou Lana, que examinou
crimes de solicitação amorosa ou sexual no Rio, São Paulo, Pernambuco, Bahia
e Minas. Expulso do bispado, sem emprego, o padre vivia o resto da vida na
miséria.
Negras recebiam os convites mais diretos, com uso inclusive de palavrões.
Nenhuma, como constatou a pesquisadora, ouviu a palavra “amor” como
aconteceu coma branca Ana Bienda. No processo, consta que o padre Francisco
de Campos disse a Ana que “não queria ser o segundo, nem o terceiro,senão o
primeiro amado dela, e que o muito amor que lhe tinha era causa de seus nímios
zelos”. Às escravas tocavam as investidas puramente carnais. Caso típico ocorreu
com a negra Joana. Virgem, ela escutou o frei Euzébio de Gouveia que tanto fazia
“casar donzela quanto corrupta”, enquanto o religioso tentava agarrar seus seios.
A tese de Lana, ainda não publicada, foi defendida na Universidade de
São Paulo (USP), em 1.991 – após um trabalho de cinco anos. Ela vasculhou
documentos da Inquisição, nos arquivos da Torre do Tombo, em Portugal.
PADRES DAVAM PREFERÊNCIA ÀS VIRGENS.
Virgindade, por sinal, possuía valor elevado para alguns confessores. Em
1.747, no Maranhão, o frei carmelita José da Natividade recorreu a um termo
chulo para indagar se a escrava Rosa Maria, de 12 anos, ainda era virgem. Como
a menina disse que sim, o frei propôs pagar-lhe em troca da primazia. “No Brasil
colônia -lembra a historiadora- o rompimento de um hímem era visto como um
ato de afirmação de poder e virilidade”. Ela cita um texto de Gilberto Freire, como
prova de desvalia social da escrava: “Negrinhas virgens eram entregues como
remédio a homens lacerados de sífilis”, nota.
Assim, sentindo-se mais ligados à sociedade do que a igreja - bebiam,
jogavam, negociavam, não usavam hábito, ensinavam técnicas abortivas e vários
eram analfabetos – muitos clérigos compartilhavam do fascínio pelo defloramento.
Em 1.759, o padre João Soares de Albegaria, de Mariana, MG, perguntou á
escrava Mônica se era “honrada” e seus senhores queriam vende-la. Nos papéis
do Santo Ofício, Albegaria explica que “a queria comprar para a formar”, ou seja,
torna-la mulher.
Se a brutalidade de algumas expressões escancara o que a historiadora Lana
Lage define como “misoginia racista” vigente na colônia de Portugal, a severidade
das penas flagra um esforço da igreja para alterar sua fisionomia. As mudanças
são impulsionadas pelo Concílio de Trento (1.545 – 1.563), que defendia a
moralização dos costumes e o celibato dos sacerdotes. “A idéia era a de que a
sociedade só seria reformada se o próprio clero passasse antes por uma reforma”,
comenta Lana. Assim o confessionário, que favorecera os planos dos padres,
seria sua armadilha.
Na confissão seguinte, a mulher seduzida ou assediada era obrigada, para
garantir a absolvição dos pecados, a relatar todos eles,inclusive os praticados com
algum confessor. [095].
096º- No início da igreja católica, ela considerava os sons dos instrumentos
musicais como coisa pecaminosa. [096].
097º- O Concílio de Châlons (França) reafirmou, no ano de 650, a proibição
da voz feminina e instrumentos em cantos católicos. Só depois de 1.300 anos,
o Concílio Vaticano Segundo (década de 1.960!), é que essa besteira vai ser
quebrada. [097].
098º- Foi Napoleão Bonaparte que proibiu de vez, a operação nos castrados
para cantar em ópera. Tal costume foi “inventado” pela igreja católica. [098].
099º- A igreja católica chegou a dizer que, os instrumentos musicais dos índios,
eram coisas ruins e de magia supersticiosa negativa. O padre jesuíta Arriaga
(1.621), numa expedição contra os índios peruanos destrói 603 instrumentos
grandes e outros 3.418 pequenos. [099].
100º- Como a igreja católica procurou eliminar o problema dos judeus na
Península Ibérica, nos séculos 15 e 16:
“O golpe decisivo de 1.492, pretendendo unificar religião e sociedade, na
realidade, havia dividido os espanhóis em duas castas: a dos puros e a dos
impuros, distinguidas por um “Estatuto da pureza do sangue” publicado em 1.547
por monsenhor Martinez Siliceo, arcebispo de Toledo. A operação se realizaria em
três tempos: diferenciação, isolamento (colocando em quarentena os impuros),
eliminação (pelo banimento ou a morte). Daí a terrível filtragem realizada sob a
direção de Siliceo e da Inquisição, a transformação da vida social da Espanha
numa caça permanente aos falsos convertidos (os “marranos”), num processo
incessante, num clima de suspeita generalizada”. [100].
Observação: Foi o mesmo processo utilizado pela Alemanha nazista durante
a Segunda Guerra Mundial, para identificar, aprisionar e exterminar os judeus,
ciganos, homossexuais, russos, etc..
101º- Para Marcos, Jesus foi crucificado 1 dia depois da ceia pascal. Para
João, Jesus foi crucificado 1 dia antes da ceia pascal. Esse é um dos erros
pequenos causados por séculos de adulterações bíblicas. [101].
102º- Orígenes, padre do século 3, já reclamava de cópias de textos cristãos
muito adulterados. Imagina o que ocorreu depois. [102].
103º- Nos séculos 2 e 3 havia vários tipos de cristãos: os que acreditavam que
havia um só Deus, o Criador de tudo o que existe. Mas havia também os cristãos
que acreditavam que haviam dois Deuses: um do Velho Testamento, o Deus de
castigo e outro do Novo Testamento, o Deus de amor e misericórdia. Os cristãos
gnósticos acreditavam em 12 Deuses; outros que haviam trinta. Outros, ainda,
que eram 365 Deuses. E todos falavam que tais ensinamentos foi ministrado por
Jesus. [103].
104º- As mulheres tinham um papel muito importante, na transmissão do
conhecimento cristão, papel esse deixado por Jesus e que foi destruído pelo
machismo da igreja católica.
As mulheres eram atraídas especialmente pela pregação do próprio Jesus, pois
ele combatia o machismo, também pregava a igualdade dos sexos, era a favor
dos excluídos, contra a pobreza e a favor dos pobres, dos doentes e dos banidos
(esses últimos, por exemplo, pessoas que tinham doenças). [104].
105º- Paulo (chamado de 1santo’), exigia que quando as mulheres orassem
e profetizassem (médiuns), na igreja, mantivessem as cabeças cobertas, numa
demonstração de que estavam “sob autoridade”. Paulo não se empenha por
uma revolução no relacionamento entre homens e mulheres, assim como não se
empenha pela abolição da escravatura.
Ele insistia: “o tempo é curto (antes da vinda do Reino), cada um devia se
contentar com os papéis a sai atribuídos e que ninguém deveria tentar mudar a
própria posição – seja escravo, livre, casado, solteiro, homem ou mulher.”
Ou seja, o chamado santo Paulo de Tarso, sempre pregou a favor das elites
e contra os excluídos; sempre pregou que os pobres explorados pelos ricos se
conformassem com tal exploração ou seja, contrariamente a tudo que Jesus, O
Cristo pregou, ensinou e deixou. [105].
106º- Jesus tinha irmãos: Tiago, José, Judas, Simão e irmãs e não eram
primos, como a própria igreja católica adulterou ao longo dos séculos essa
preciosa informação. [106].
107º- Só há uma passagem no Novo Testamento em que Jesus é chamado de
carpinteiro. Ele era ‘filho’ de carpinteiro (o seu pai, José). O mais correto, segundo
as pesquisas históricas, é que Jesus tenha sido operário de construção civil. [107].
108º- Muitas vezes os copistas cristãos dos primeiros séculos e dos da Idade
Média, mudaram os textos bíblicos para as suas necessidades políticas. [108].
109º- Marcos fez o primeiro evangelho, Mateus e Lucas, utilizaram o evangelho
de Marcos (não o original, que já havia se perdido e sim uma cópia de cópia), para
fazerem os seus, mas o mudaram radicalmente. [109].
110º- A bíblia é feita de cópias de cópias de cópias, etc., produzidas entre os
séculos 4 e 9 depois da morte de Jesus. São cerca de 1.500 cópias e nem mesmo
uma única delas, concorda plenamente com qualquer uma das outras. Já foram
registradas mais de 80.000 divergências = contradições. Não há uma única página
que não tenha uma ou mais contradição. O Codex Vaticanus, por exemplo, escrito
no século 4 e encontrado no Mosteiro de Santa Catarina, na base do monte sinai,
em 1.844, tem mais de 16.000 correções. [110].
***
OUTRAS RELIGIÕES CRISTÃS
Até 1.555 a Inglaterra era um país europeu de terceira categoria, sem nenhuma
expressão em qualquer área científica. Nessa data, torna-se rainha Elisabete 1ª
que, faleceu em 1.603. A Era Elisabetana tem vários aspectos interessantes:
-Há uma certa “liberdade religiosa” e científica, apenas porque, sendo
protestante, Elisabete tudo fará para combater e contrariar o predomínio católico.
Outra coisa interessante é que, nesse período os ingleses, motivados por uma
política protestante de superioridade racial, conseguem riquezas para iniciarem
seu salto rumo à futura revolução Industrial (1.720 – 1.750). Essa riqueza não foi
feita com o puro e simples trabalho dos ingleses e sim com a rainha Elisabete 1ª
financiando em grande escala a pirataria. Assim o roubo de navios portugueses
e espanhóis (nações católicas), feita pelos protestantes-puritanos anglo-saxões
(ingleses), fez a riqueza da Inglaterra, pela...pirataria.
Sobre o período da rainha Elisabete 1ª, diz o historiador brasileiro Raymundo
Campos:
-“Por trás da fachada brilhante da sociedade elisabetana, do enriquecimento da
burguesia comercial, grassava a crise econômica e o empobrecimento de amplas
camadas da população, que fazia aumentar de forma incessante o número de
mendigos nas cidades inglesas”.
Esse domínio dos “mais aptos, dos mais ricos”, das religiões predominantes na
Inglaterra, já justificavam como sendo “a vontade de Deus, pelo Determinismo”.
Enquanto a elite burguesa ganhava cada vez mais capital (dinheiro) para
novas investidas, ela também ganhava uma massa humana miserável, esfomeada
e extremamente violenta, massa humana essa, disposta às mais bárbaras
atrocidades para ter uma vida um pouco mais confortável. Incentivando o aumento
desses miseráveis, a elite inglesa terá gente suficiente (e disposta a tudo), para
a pirataria, a política do estado de Elisabete 1ª, bem como pessoas dispostas a
invadirem as Américas e pegar o seu quinhão (= pedaço), para a Inglaterra.
Fato interessante é a justificativa da relação elite-miseráveis, habilmente
manipulada pelas religiões inglesas, como “desígnios de Deus” (desígnio =
vontade, desejo). A elite nobreza/burguesia, era o que era por vontade expressa
do Criador.
Não podemos esquecer de que no protestantismo luterano, há o determinismo
e a aniquilação total do Livre Arbítrio (= Liberdade de Escolha) o que, manipulado
por líderes religiosos fanáticos, concentra uma inimaginável força político-
econômica.
Esse aperfeiçoamento da força político-econômica foi retirado da ganância
da Igreja Católica onde, no período de 1.502 a 1.522 (época em que nasceu o
Luteranismo), metade da Alemanha, três quartos (3/4) da França e um terço (1/3)
da Itália (apenas para exemplos), pertenciam à Igreja Católica.
Em 31 de Outubro de 1.517, o monge católico agostiniano, Martinho Lutero,
fixou seus pensamentos (= teses) na porta principal da igreja do castelo de
Wittenberg (Alemanha) e com isso, sutilmente, começou a Reforma (a religião
protestante).
O Livre Arbítrio (= Liberdade de Escolha) foi substituído pela predestinação,
base religiosa de “santo” Agostinho, fartamente estudada por Martinho Lutero:
-“Onde Deus, mesmo antes da criação, destinara para sempre algumas almas
à salvação e o resto ao inferno; e que o eleito tinha sido escolhido pelo livre
arbítrio de Deus para ser salvo pelo divino sacrifício de Cristo”.
Eis a base de todo o fanatismo dessa nova corrente religiosa, herdada do
catolicismo fundamentalista!
O luterano Carltad pregou que Deus fala diretamente aos homens através das
escrituras, e fala de preferência aos simples de espírito e de coração e não aos
instruídos em línguas e livros. Por causa disso, proclamou que as escolas e os
estudos desviam a piedade, e que os verdadeiros cristãos deviam desprezar letras
e estudos, e tornar-se camponeses iletrados ou artesãos.
Quando um jovem estudioso da Bíblia, perguntou para Lutero onde Deus
estava antes da criação, ele respondeu:
-“Estava construindo o inferno para os espíritos presunçosos, agitados e
perguntadores como você”.
Era o medo daqueles que ousavam raciocinar fora do que os novos líderes
protestantes falavam para o povo fazer. Lutero também considerava o granizo,
o trovão, a guerra, a peste, como ações do diabo e cobras e macacos, eram
encarnações prediletas do demônio.
Lutero também defendia a servidão e a escravidão. Por outro lado, também
dizia:
-“Nosso amor a Deus quer que comamos, bebamos e sejamos alegres”.
E nessa alegria, ele pregou a destruição total dos judeus.
Sobre a sua doutrina ser questionada, Lutero dizia:
-“Não admito, que minha doutrina possa ser julgada por quem quer que seja,
nem mesmo os anjos. Aquele que não aceita minha doutrina não pode ser salvo”.
Com tanta bondade em seu ser, Martinho Lutero, em 1.535, já sofria de: má
digestão, insônia, tonturas, cólicas, cálculos (= pedras nos rins), abscessos nos
ouvidos, úlceras, gota, reumatismo, ciática e palpitações no coração. Em 1.537
pensou em morrer de cálculo nos rins, e lançou um ultimato a Deus: -“Se esta dor
continuar ficarei louco e deixarei de reconhecer Tua bondade”.
Assim, Lutero e Calvino (outro líder protestante do mesmo temperamento),
interpretaram o determinismo, “significando que Deus, por livre escolha e
completamente independente de nossas virtudes e vícios, determinou muito
antes da criação, quais os que deveriam ser salvos e quais os que deviam ser
condenados”. Aqui está a base para que determinadas religiões, ensinem que,
independente das atrocidades da pessoa, o arrependimento, e só isso, é a
salvação. Não se comenta se, aquele que errou, cair novamente em erro...e assim
por diante.
O aumento do fanatismo e arrogância de alguns protestantes na Idade
Moderna, faz-se com João Calvino (1.509 – 1.564), nascido em Noyon, França,
um ponto marcante. Seu fanatismo fundamentalista, tem clareza, em alguns
pontos que comentava:
01º- “Não sou desses amantes loucos que, ao ficarem fascinados pelo belo
corpo de uma mulher, aceitam também seus defeitos. Eis apenas um tipo de
beleza que me seduz: que ela seja casta, prestimosa (não fastidiosa), econômica,
paciente e que zele pela minha saúde”.
02º- “A verdadeira lei de um Estado cristão, deve ser a Bíblia; o clero é o justo
intérprete dessa lei, estando a ela sujeitos os governos civis, os quais devem fazer
com que seja cumprida, conforme é assim interpretada”.
03º- Calvino chegou ao ponto de regular de seus adeptos (discípulos, fiéis):
comida (quantos pratos variados por refeição), roupa, cor da roupa e quantidade,
jóias, lazer, jogos, etc.. Houve até o caso extraordinário de uma criança
decapitada por ter batido nos pais.
04º- Sobre quem discordasse dele, tratava-os como canalhas, idiotas, cães,
burros, porcos e animais fedorentos.
05º- Quando podia capturar seus oponentes, a coisa ia mais longe. Jacques
Gruet, chefe libertino, foi acusado de escrever coisas contra Calvino. Foi preso e
duas vezes por dia foi torturado, durante 30 dias, até que “confessou” a tentativa
de matar Calvino. Em 26 de Julho de 1.547, Gruet, meio morto, foi amarrado a um
poste; os pés foram pregados e ali lhe deceparam a cabeça.
Outro fanático da época, foi o escocês John Knox, que dizia:
-“Estamos persuadidos de que tudo que nossos adversários fazem é
diabólico”.
John Knox dizia e achava normal o...
-“Perfeito ódio que o Espírito Santo engendra no coração dos eleitos de Deus
contra os que condenam seus estatutos sagrados”.
Por isso que na formação dos Estados Unidos e na expansão de suas
fronteiras terrestres para o Oceano Pacífico, para o Sul e o Norte, os governantes
sempre lutaram com o lema: -ÍNDIO BOM É ÍNDIO MORTO. E nisso, nem houve
qualquer tipo de aldeias de catequese, do lado protestante.
***
A INVASÃO ÁRABE – A PONTE DE LIGAÇÃO CULTURAL ENTRE A ÁSIA, A
ÁFRICA E A EUROPA.
No início da Idade Média (ano 476), o caos e a anarquia cultural, social, militar
e econômica ia aumentando gradativamente (= aos poucos) na Europa.
Na Arábia, após a formação da religião Islâmica por Maomé (570 – 632), as
várias tribos árabes (que antes de Maomé guerreavam entre si), foram unindo-se.
Nessa união elas absorviam (= pegavam) novos territórios para a sua economia e
ao contrário do catolicismo que destruía e desrespeitava tudo, os árabes também
pegavam e melhoravam as culturas de outros povos, quando podiam. Um dos
fatos mais interessantes é o respeito por Jesus, O Cristo, por parte de Maomé e
de todos os islâmicos (= muçulmanos).
ALGUMAS CONTRIBUIÇÕES ÁRABES:
Nos anos de 711 e 713 da nossa Era, exércitos árabes, partindo do Marrocos,
país no Norte da África, atravessaram o Estreito de Gibraltar (que separa a África
da Europa) e invadiram a Península Ibérica (onde hoje há três países: Portugal,
Espanha e Andorra).
Na Península Ibérica e para os povos que aí viviam ensinaram:
01º- A prática de banhos diários, uso de talcos, perfumes, sabonetes,
sabões, desinfetantes, etc.. A lavar as roupas e trocá-las. Enfim, a higiene diária
que qualquer pessoa culta possui, inclusive o escovar os dentes e o banho
completo, antes e depois de cada relação sexual. Nessa parte os muçulmanos re-
introduziram o uso da camisinha que era conhecida há mais de 1.500 anos a.C..
02º- Os maiores cientistas, sábios árabes (assim como os gregos Platão e
Pitágoras, por exemplo, séculos antes do Cristo), iam estudar nas universidades
hinduístas e budistas da Índia e Tibete.
03º- João de Espanha, traduziu livros de cientistas árabes como Avicena, Al-
Ghazali, Al-Farabi e Al-Khwarizmi. Através de Al-Khwarizmi (780 – 850, Bagdá,
pertencente à Escola da Sabedoria de Bagdá, por volta do ano de 1.300, os
números hindus (o que usamos para os nossos cálculos), foram apresentados à
Europa. Claro que foram considerados obra do diabo, pela Igreja Católica. Mas, os
cientistas inteligentes os usaram.
04º- Os chineses inventaram o Ai Tai, com os quais os velhos podiam ler os
escritos miúdos. Os árabes levaram o Ai Tai e a técnica de sua construção para a
Europa e isso são os óculos.
05º- Em 1.253, o rei francês Luís 9º, enviou á corte da Mongólia (país no
centro da Ásia e de religião budista), Guilherme de Rubruquis. Lá, esse nobre
francês tomou contato com a religião de Gauthama, O Budha e a linha budista
do Tibete (= Tibete, país da Ásia, na Cordilheira do Himalaia, ao Norte da
Índia), dessa religião e, na volta à França, trouxe, re-introduzindo na Europa a
reencarnação que, aliás, foi pregada, ensinada e explicada por Jesus, O Cristo,
mas retirada da Bíblia primitiva pela Igreja Católica.
06º- O uso do papel também foi levado à Europa pelos árabes. O papel
veio da China e isso barateou livros, popularizou mais ainda os mais variados
conhecimentos. Vejamos algumas fábricas de papel e as datas de sua fundação:
China (105), Arábia (707), Egito (800), Espanha (950), Constantinopla (1.100),
Ilha da Sicília, ao Sul da Itália (1.102), Itália (1.154), Alemanha (1.228), Inglaterra
(1.309).
07º- O açúcar de cana:
Foi inventado pelos hindus já que a cana-de-açúcar é uma planta natural
da Índia, milhares de anos antes de Jesus, O Cristo. No ano 540 a técnica de
fabricação do açúcar de cana foi da Índia para a Pérsia (atual Irã); no ano 554
foi para os árabes do Iraque e no ano de 1.200 chegou à Europa. Aliás, a cana-
de-açúcar é a única “grama” doce que existe. Também vieram da Índia todos os
limões, laranjas e frutas cítricas.
08º- Da Índia os árabes pegaram e espalharam para o mundo, o Zodíaco
(popularmente conhecido como Horóscopo).
09º- O moinho de vento, símbolo do país europeus da Holanda, é uma
invenção hindu, que no século 12 (1.101 ao ano de 1.200), os árabes levaram
para a Península Ibérica (Portugal, Espanha e Andorra).
10º- Na medicina, os árabes introduziram o âmbar-cinzento, a cânfora, a
cássia, o cravo, a mirra, além de xaropes. O haxixe era usado como anestesia,
nas operações cirúrgicas.
11º- Por volta do ano 800, Hunain Ibn Oshaq traduziu do sânscrito (idioma da
Índia), os Dez Tratados Sobre o Olho, o mais antigo livro de oftalmologia.
12º- Da cidade árabe de Medina o músico Sarayj inventa a “batuta”, para
marcar o tempo em conjuntos musicais.
13º- A roda hidráulica (= roda d’água), conhecida dos gregos e romanos, foi
aperfeiçoada pelos árabes. Os europeus das Cruzadas, viram-na no Oriente
Médio e introduziram-na na Europa através da Alemanha.
14º- Na cidade egípcia do Cairo, em 1.285, o sultão (= governador) Kalaum,
iniciou a construção do Maristam Al-Mansur, o maior hospital da Idade Média. Os
tratamentos eram feitos gratuitamente para homens e mulheres, ricos e pobres,
escravos e livres. Uma soma de dinheiro era entregue para cada pessoa quando
recebia alta, para que não precisasse voltar imediatamente ao trabalho.
As pessoas com insônia tinham músicas especiais: início da medicina, hoje
conhecida como musicoterapia). Asilos para cuidar dos abandonados e doentes
mentais existiam em todas as grandes cidades islâmicas.
15º- Algumas palavras árabes em nosso idioma:
Laranja, limão, açúcar, xarope, sorvete, elixir, jarro, arcabuz (antiga arma
de fogo portátil, chamada vulgarmente de espingarda), algodão, musselina (é
um tipo de tecido muito leve e transparente, usado na confecção do vestuário
feminino), sofá, cetim, fustão (tecido de algodão fino e opaco com riscos ou
figuras extravagantes; é leve e com certo relevo), bazar, caravana, cheque,
tarifa, aduana, alfândega, tráfico, magazine, azeite, chafariz, almirante, alaúde
(instrumento musical da família dos cordofones) , rabeca, guitarra, tamborim,
álgebra, zero, cifra, cifrão, azimute (em árabe, as-sumut, caminho ou direção;
instrumento que ajuda a marcar uma distância, rota, caminho), alambique, zênite,
almanaque, etc..
16º- Na História da Humanidade, raras foram as civilizações, os povos que
em seu desenvolvimento matemático, conseguiram entender e ter o zero em
seus cálculos. Algumas das civilizações que tinham o zero: Sumérios (atual
Iraque), Egito dos faraós, Índia, Mayas (América Central e Sul do México), Astecas
(México), Incas (Cordilheira dos Andrés – América do Sul) e...só.
Sobre o Zero:
Em 773, por ordem de Al-Mansur, fizeram-se traduções dos SIDDHANTAS,
tratados astronômicos da Índia que datam de até 452 anos a.C.. Daí vieram os
nossos números atuais e o zero.
Em 976 Muhammad Ibn Ahmad, em sua obra, o livro “Chave das Ciências”,
observa que se, em um cálculo matemático, nenhum número aparecesse no lugar
das dezenas, um pequeno círculo devia ser usado para... “manter a fileira”... a
esse círculo os islâmicos chamaram de SIFR, “vazio”, de onde vem a palavra
“cifra”. Os cientistas latinos (do ex-Império Romano), transformaram SIFR na
palavra ZEPHYRUM, que os italianos encurtaram para ZERO.
***
FONTES:
[001] – As lutas do povo brasileiro. Júlio José Chiavenatto. Editora Moderna. Página 8,
1º parágrafo.
[002] – Idem anterior. Página 71, 2º parágrafo.
[003] – Idem anterior. Outra página, não mencionada.
[004] – A história da civilização: César e Cristo. Will Durant. Editora Record. Página
477.
[005] – Idem anterior. Página 468, 2º parágrafo.
[006] – Idem anterior.
[007] – Idem anterior.
[008] – Idem anterior. Página 471, 1º parágrafo.
[009] – A história da civilização: A idade da fé. Will Durant. Editora Record. Página 8, 1º
parágrafo.
[010] – Dicionário Caldas Aulete. Página 3.382.
[011] – A história da civilização: A idade da fé. Will Durant. Editora Record. Página 41,
1º parágrafo.
[012] – Idem anterior. Página 53.
[013] – Idem anterior. Página 55.
[014] – Idem anterior. Página 57.
[015] – Idem anterior. Páginas 74 e 75.
[016] – Idem anterior. Página 84.
[017] – Idem anterior. Página 109.
[018] – Idem anterior. Página 113.
[019] – Idem anterior. Página 477.
[020] – Idem anterior. Página 476.
[021] – Idem anterior. Página 479.
[022] – Idem anterior. Página 480.
[023] – Idem anterior. Página 491.
[024] – Idem anterior. Página 525.
[025] – Idem anterior. Páginas 503 e 504.
[026] – Idem anterior. Página 572.
[027] – Idem anterior. Página 606, 7ª linha.
[028] – Idem anterior. Página 619, 3º parágrafo.
[029] – Idem anterior. Página 655, 3ª linha.
[030] – Idem anterior. Página 656, 1º parágrafo.
[031] – Idem anterior. Página 659, 2º parágrafo.
[032] – Idem anterior. Página 660, 1º parágrafo.
[033] – Idem anterior. Página 660, 3º parágrafo.
[034] – Idem anterior. Página 661.
[035] – Idem anterior. Página 662, 1º parágrafo.
[036] – Idem anterior. Páginas 663 e 664.
[037] – Idem anterior. Páginas 664 e 665.
[038] – Idem anterior. Página 684, 2º parágrafo.
[039] – Idem anterior. Página 685 – toda.
[040] – Idem anterior. Página 686, 3ª linha.
[041] – Idem anterior. Páginas 688 e 693.
[042] – Idem anterior. Página 697, 2º parágrafo.
[043] – Idem anterior. Página 698.
[044] – Idem anterior. Página 702, 3º parágrafo.
[045] – Idem anterior. Página 724, 2º parágrafo.
[046] – Idem anterior. Páginas 736 e 737.
[047] – Idem anterior. Página 738.
[048] – Idem anterior. Página 749, 2º parágrafo.
[049] – Idem anterior. Página 880, 1º parágrafo.
[050] – A história da civilização: A Renascença. Will Durant. Editora Record. Página 45.
[051] – Idem anterior. Página 49, 1º parágrafo.
[052] – Idem anterior. Página 142, 1º parágrafo.
[053] – Idem anterior.Páginas 147 e 148.
[054] – Idem anterior. Páginas 293 e 295.
[055] – Idem anterior. Página 321, 2º parágrafo.
[056] – Idem anterior. Página 451.
[057] – Idem anterior.Página 484, 2º parágrafo.
[058] – A história da civilização: A Reforma. Will Durant. Editora Record. Página 7, 2ª
linha.
[059] – Idem anterior. Página 11, 2º parágrafo.
[060] – Idem anterior. Página 11, 2º parágrafo.
[061] – Idem anterior. Página 15, 2ª linha.
[062] – Idem anterior. Página 20.
[063] – Idem anterior. Página 29, 2º parágrafo.
[064] – Idem anterior. Página 61, 1º parágrafo.
[065] – Idem anterior. Página 78.
[066] – Idem anterior. Página 180, 1º parágrafo.
[067] – Idem anterior. Página 182, 1º parágrafo.
[068] – Idem anterior. Página 192, 2ª linha.
[069] – Idem anterior. Página 198, 13ª linha.
[070] – Idem anterior. Página 239.
[071] – Idem anterior. Página 240.
[072] – Idem anterior. Página 255, 2º parágrafo.
[073] – Idem anterior. Página 302, 1º parágrafo.
[074] – Idem anterior. Página 310, 1º parágrafo.
[075] – Idem anterior. Página 532, 3º parágrafo.
[076] – Idem anterior. Página 535.
[077] – Idem anterior. Página 540, 1º parágrafo.
[078] – Idem anterior. Página 616, 2º parágrafo.
[079] – Idem anterior. Página 640, 1º parágrafo.
[080] – Idem anterior. Página 714, 14ª linha.
[081] – Idem anterior. Página 762, 3º parágrafo.
[082] – Jesus viveu na Índia. Holger Kersten. Editora Best Seller. Página 35.
[083] – Idem anterior. Página 93.
[084] – Idem anterior. Página 128.
[085] – Idem anterior. Página 131, 1º parágrafo.
[086] – Idem anterior. Página 153, 2º parágrafo.
[087] – Idem anterior. Página 164, 3º parágrafo.
[088] – Idem anterior. Página 190, 1º parágrafo.
[089] – Idem anterior. Página 204, 2º parágrafo.
[090] – Idem anterior. Página 240, 1º parágrafo.
[091] – E a Bíblia tinha razão. Werner Keller. Edições Melhoramentos. Página 112.
[092] – Idem anterior. Páginas 114 e 115.
[093] – Idem anterior. Página 297, 2º parágrafo.
[094] – Revista “Veja”: 21 de janeiro de 1.987. Páginas 78 e 79.
[095] – Jornal “Correio Popular” – Campinas, 01º de Novembro de 1.992, Domingo.
Página 11.
[096] – Nova História Universal da Música. Kurt Pahlen. Editora Melhoramentos.
Página 31, 3º parágrafo.
[097] – Idem anterior. Página 32, 4ª linha.
[098] – Idem anterior. Página 88, 5ª linha.
[099] – Idem anterior. Página 474, 2º parágrafo.
[100] – Os Jesusítas – Os conquistadores. Jean Lacouture. Editora L & PM. Página
208, 4º e 5º parágrafos.
[101] – O que Jesus disse? O que Jesus não disse? Quem mudou a Bíblia e por que.
Bart D. Ehrman (A maior autoridade em Bíblia, 2.006). Prestígio Editorial. Página 20 – 6ª
linha.
[102] – Idem. Página 62 – 5ª linha.
[103] – Idem. Página 162 – 1º parágrafo.
[104] – Idem. Página 188 e 189.
[105] – Idem. Página 191 – 2º parágrafo.
[106] – Idem. Página 212 – 1º parágrafo.
[107] – Idem. Página 212 – 2º parágrafo e página 213 – 2º parágrafo.
[108] – Idem. Página 220 – 1º e 2º parágrafos.
[109] – Idem. Página 222 – 1º, 2º e 3º parágrafos.
[110] – “A História Está Errada”. Erich Von Däniken. Editora Idea. Página 8.
***
Esse Ser maravilhoso, mais conhecido pelos nomes europeus de Jesus,
O Cristo, renovou a Palavra do Criador junto a povos que necessitavam. O
cristianismo que temos hoje, dividido em várias religiões, cada uma dizendo ser o
melhor caminho para Deus, é muitíssimo diferente daquele cristianismo pregado por
Jesus.
O cristianismo atual, cheio de salvamentos, maldições, medos, mentiras e
enganações violentas, não chega nem próximo daquele pregado por Jesus, O
Cristo.
O cristianismo pegou muitas coisas de várias religiões. Muitas coisas pegas,
a igreja católica, antes mesmo da Idade Média começar no ano de 476, com a
queda definitiva da cidade de Roma, já adulterava, mudava, escondia, partes
importantes das verdades ditas por Jesus. A HISTÓRIA é a Mãe de todas as
ciências e muito mais antigas do que todas as religiões.
Quando nasce a primeira religião protestante, em 1.517, com o monge católico
Martinho Lutero, já fazia mais de 1.400 anos que a igreja católica adulterava as
Verdades ditas por Jesus, O Cristo.
Para saber mais sobre tais adulterações, como as mentiras foram construídas
ao longo de mais de dois mil anos, não só por católicos, como por protestantes e
evangélicos, as sugestões abaixo são válidas:
01º- A chave da Teosofia. Helena Petrovna Blavatsky. Editora Três.
02º- Akhenaton e Nefertit. Christian Jac. Editora Hemus.
03º- O mito cristão e os manuscritos do Mar Morto. John M. Allegro. Publicações
Europa-América.
04º- Fundamentos de Teosofia. C. Jinarajadasa. Editora Pensamento.
05º- A doutrina mística. Helena Petrovna Blavatsky. Editora Hemus.
06º- Deuses, túmulos e sábios. C. W. Ceram. Editora Melhoramentos.
07º- O reino de púrpura da Antigüidade – Os fenícios. Herhard Herm. Editora
Melhoramentos.
08º- Os livros malditos. Jacques Bergier. Editora Hemus.
09º- O Egito dos faraós. Federico A. Arborio Mella. Editora Hemus.
10º- Os mestres secretos do tempo. Jacques Bergier. Editora Hemus.
11º- Nas sombras do Vaticano. Romain Gary. Nova Época Editorial.
12º- Hitler e as religiões da suástica. Jean-Michel Angebert. Difel.
13º- Os sumérios. S. N. Kramer. Editora Bertrand.
14º- História da civilização: Nossa herança oriental. Will Durant. Editora Record.
15º- História da civilização: Nossa herança clássica. Will Durant. Editora Record.
16º- História da civilização: César e Cristo. Will Durant. Editora Record.
17º- O paraíso destruído. Frei Bartolomé de Lãs Casas. Editora L & PM.
18º- História da civilização: A idade da fé. Will Durant. Editora Record.
19º- O pensamento vivo de Budha. Martin Claret Editores.
20º- A cruz universal. Raymond Christinger. Editora Pensamento.
21º- História da civilização: a Renascença. Will. Durant. Editora. Editora Record.
22º- A Ordem de Cristo e o Brasil. Tito Lívio Ferreira. Edições Ibrasa.
23º- E a Bíblia tinha razão. Werner Keller. Editora Melhoramentos.
24º- Os grandes iniciados – Pitágoras. Édouard Schuré. Martin Claret Editores.
25º- História da civilização: Começa a idade da razão. Will Durant. Editora Record.
26º- quem foi quem na Roma antiga – dicionário biográfico. Diana Bowder. Art Editora.
27º- História da civilização: A Reforma. Will Durant. Editora Record.
28º- Joana D’Arc. Jônatas Batista Neto e José Alberto Batista. Editora Moderna.
29º- História da civilização: A era de Luís 14. Will Durant. Editora Record.
30º- História da civilização: A era de Voltaire. Will Durant. Editora Record.
31º- História da civilização: Rousseau e a Revolução. Will Durant. Editora Record.
32º- Jesus viveu na Índia. Holger Kersten. Editora Best Seller.
33º- As línguas do mundo. Charles Berlitz. Editora Nova Fronteira.
34º- As cruzadas vistas pelos árabes. Amin Maalouf. Editora Brasiliense.
35º- O Egito no tempo de Ramsés. Pierre Montet. Editora Círculo do Livro.
36º- Apócrifos – Os proscritos da Bíblia. Maria Helena de Oliveira Tricca. 1º volume.
Editora Mercuryo.
37º- Os homens da Bíblia. André Chouraqui. Editora Círculo do Livro.
38º- Os jesuítas. Malachi Martin. Editora Record.
39º- Os grandes iniciados – Krishna. Édouard Schuré. Editora Martin Claret.
40º- Os grandes iniciados – Orfeu. Idem. Idem.
41º- Os grandes iniciados – Rama. Idem. Idem
42º- Os grandes iniciados – Hermés. Idem. Idem.
43º- A história da filosofia. Will Durant. Editora Record.
44º- O assassinato dos magos – Os templários e seus mistérios. Peter Partner. Editora
Campus.
45º- Jerusalém, a cidade dos espelhos. Amos Elon. Editora Saraiva.
46º- O quinto evangelho – a mensagem de Cristo segundo Tomé. Humberto Rohden.
Editora Martin Claret.
47º- Os grandes iniciados – Moisés. Édouard Schuré. Editora Martin Claret.
48º- Os grandes iniciados – Jesus. Idem. Idem.
49º- Dicionário dos santos. Donald Attwater. Editora Círculo do Livro.
50º- Os grandes iniciados – Platão. Édouard Schuré. Editora Martin Claret.
51º- Manual dos Inquisidores. Nicolau Eymerich e Francisco de La Peña. Editora Rosa
dos tempos.
52º- Apócrifos – Os proscritos da Bíblia. Maria Helena de Oliveira Tricca. 2º volume.
Editora Mercuryo.
53º- A odisséia dos Essênios. Huh Schonfield. Editora Mercuryo.
54º- A face de Cristo. Denis Thomas. Editora Círculo do Livro.
55º- Roma no apogeu do Império. Jérôme Carcopino. Editora Círculo do Livro.
56º- Jerusalém anno domini. John Wilkinson. Editora Melhoramentos.
57º- Testamento – Os textos sagrados através da História. John Romer. Editora
Melhoramentos.
58º - Bíblia – Ficção e verdade. Robin Lane Fox. Editora Companhia Das Letras.
59º- O martelo das feiticeiras – Malleus maleficarum. Heinrich Kramer e Jacques
Sprenger. Editora Rosa dos Tempos.
60º- Os anos ocultos de Jesus. Elizabeth Clare Prophet. Editora Nova Era.
61º- Templários – Os cavaleiros de Deus. Edward Bruman. Editora Nova Era.
62º- Os mistérios do rei Artur. Elizabeth Jenkins. Editora Círculo do Livro.
63º- A Arca perdida de Noé. Charles Berlitz. Editora Círculo do Livro.
64º- Os jesuítas – Os conquistadores. Jean Lacoutre. Editora L & PM.
65º- O Santo Graal e a linhagem sagrada. Michael Baigent. Editora Nova Fronteira.
66º- Símbolos cristãos primitivos. Jean Daniélou. Editora Kuarup.
67º- A Bíblia e os discos voadores. Fernando Cleto Nunes Pereira. Ediouro.
68º- A conspiração Jesus – A verdade sobre a ressurreição de Cristo e a polêmica
sobre o Santo Sudário de Turim. Holger Kersten e Elmar R. Gruber. Editora Best Seller.
69º- Um santo para cad adia. Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini. Editora Paulus.
70º- Aparições de Maria. Isidro-Juan Palácios. Editora Record.
71º- O mais antigo dos épicos – Epopégia de Guilgamech, a busca d aimortalidade.
Editora Hemus.
72º- O Buda Jesus. Holger Kersten e Elmar R. Gruber. Editora Best Seller.
73º- Dicionário das religiões. Mircea Eliade e Ioan P. Couliano. Editora Martins Fontes.
74º- Reencarnação – O elo perdido do cristianismo. Elizabeth Clare Prophet. Editora
Nova Era.
75º- Maria através dos séculos – Seu papel na história da cultura. Editora Companhia
das Letras.
76º- As aparições, a mensagem e o segredo de Fátima. Armando Alexandre dos
Santos. Artpress.
77º- As aparições e a mensagem de Fátima conforme os manuscritos da Irmã Lúcia.
Antonio Augusto Borelli Machado. Artpress.
78º- A vida sexual dos papas. Nigel Cawthorne. Editora Prestígio.
79º- O livro de ouro dos heróis da História. Will Durant. Ediouro.
80º- O evangelho de Maria. Jean-Yves Leloup. Editora Vozes.
81º- O que sobrou do paraíso? Jean Delumeau. Editora Companhia Das Letras.
82º- Religião – Da origem à ideologia. Júlio José Chiavenato. Funpec-Editora.
83º- O livro de ouro dos deuses. Elizabth Hallan. Prestígio Editorial-Ediouro.
84º- Templários – Sua origem mística. David Caparelli e Píer Campadello. Editora
Madras.
85º- Filosofias da Índia. Heinrich Zimmer. Editora Palas Athena.
86º- Jesus, a verdade e a vida. Professor Fida Hassanain. Editora Madras.
87º- Nos bastidores do reino – A vida secreta da igreja universal do reino de Deus.
Mário Justino. Geração Editorial.
88º- O que Jesus disse? O que Jesus não disse? (Quem mudou a Bíblia e por que).
Bart D. Eherman (a maior autoridade em Bíblia, 2.006). Prestígio Editorial.
89º- Quem Jesus foi? Quem Jesus não foi? Bart D. Ehrman. Ediouro, 2.010.
90º- A História Está Errada. Erich Von Däniken. Editora Idea. 2.010.
Posted by Suscitando a Historia